sábado, 1 de outubro de 2011

Atualização Mensal: Setembro 2011

Bem, o que posso dizer a não ser... CAOS. Com a bolsa caindo pelo sexto mês seguido, a diversificação do meu portfolio não foi suficiente para impedir o gosto de sangue ao final do mês. Resultado: estou ~R$15.000,00 mais pobre, mesmo após aportar e reinvestir os dividendos/aluguéis.


Dados (clique para ampliar):


A era PIBB do meu portfolio finalmente chegou ao fim. Vendi as últimas 55 quotas a R$81,00 cada. Além disso vendi as ações JHSF3 que possuía a R$4,61 cada (não cumpria mais o critério de valor). Com o valor do PIBB, JHSF3, dos dividendos e aluguéis esse mês eu comprei:

  • 100 FIBR3 a R$14,73
  • 100 VALE5 a R$40,80
  • 100 VALE5 a R$39,57
  • 500 EQTL3 a R$11,52
Finalmente o turnover do meu portfolio deve diminuir, assim como meus custos com corretagem. Não planejo fazer nenhuma compra/venda extraordinária no mês de outubro.

Eu fiz um gráfico bem bacana comparando a performance do meu portfolio:


Tudo completamente dentro do previsto. Correlação bem alta com os benchmarks, variando overperformance e underperformance, com exceção do Ibov que tem se saído muito mal.

Rumo aos R$500k!

sábado, 10 de setembro de 2011

Voltando ao básico II: Valor da ação/quota e Distribuição de Proventos

Nos comentários da minha última atualização mensal surgiu uma dúvida que, apesar de ser simples, parece levar a erro muita gente. A questão é: São os dividendos/proventos uma farsa?

O raciocínio (errado) de alguns leitores: Se uma ação/quota FII vale R$100,00 e há a distribuição de R$1,00 de dividendos, no outro dia antes da abertura do mercado sua quota valerá R$99,00 e você terá R$1,00 na sua cota. Mera transferência de patrimônio, investir em bolsa é um engodo, etc.

O raciocínio correto é o seguinte: ações e quotas FII nada mais são do que uma fração ideal sobre a uma empresa ou uma propriedade, respectivamente. Vamos presumir também que os mercados são razoavelmente eficientes (e eles são). Para tornar a comparação bem simples, vamos ver lado a lado uma casa alugada e um FII.

Digamos que voce tem uma casa de R$100.000,00 e aluga por R$500,00. Digamos também que você tem R$100.000,00 de cotas FII que distribui R$500,00 de proventos por mês.

Ao final do mês você receberia da sua casa R$500,00 e ela continuaria valendo os mesmos R$100.000,00. E no FII, ao final do mês ela deveria valer os mesmos R$100,00? Claro que nao, o valor justo é R$100,50, pois ela além de possuir o imóvel agora possui R$500,00 em saldo para distribuir aos investidores. Portanto, distribui-se R$500,00 (0,50) por cota e o valor volta aos R$100,00 originais.

Essa diferença de R$0,50 que se constrói durante o mês é o que chamamos de fechamento de gap. Esse fechamento não pode ser instantâneo por dois motivos: No nosso exemplo, no dia seguinte da distribuição o imóvel do FII não já está com outro aluguel na conta, portanto o valor justo dele continua R$100,00. A medida que o mês vai passando, a tendência é do preço aumentar até chegar aos R$100,50 quando da distribuição dos proventos, pois se aproxima a data da nova distribuição. O fechamento de gap também não pode ser imediato pois geraria um almoço grátis, que bastaria ao investidor comprar no dia COM, vender no dia EX pelo mesmo valor e embolsar os proventos/dividendos.

Os proventos acumulados, portanto, sempre estão refletidos no preço de uma ação ou quota, razão pela qual quando da distribuição dos proventos o preço da ação/quota será: Valor da empresa/imóveis+lucros acumulados. Quando há a distribuição a única parte que se retira é o lucro acumulado, e não uma parte da empresa ou do imóvel em si.

Pra quem até agora não entendeu eu recomendo isso aqui:

Bom fim de semana a todos!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Atualização Mensal: Agosto 2011

Terceiro mês seguido que o portfolio fecha no negativo, e esse mês a coisa foi feia: leve underperformance no porfolio LV (-0,06%) e massiva underperformance no portfolio SV (-5,1%), causada principalmente pela querida Marfrig (~-50%) e Santanense (~-20%), as duas maiores posições que tinha no portfolio.

De quebra, FEXC11B caiu e meu portfolio de imóveis também ficou no vermelho.

No geral, estou ~R$11.000,00 mais pobre, isso porque fiz um aporte completamente extraordinário esse mês de quase R$10.000,00. Mês que vem devo investir muito pouco.

Tabelinha para os interessados:

Vejam como a correlação razoável entre os ativos está dando uma aliviada boa na volatilidade. Alguém mais percebeu como a porcentagem de renda passiva está ficando sempre em 0,33% a.m. (4%a.a.) ou mais? Hum... será que vou acabar vivendo só de dividendos?

Para os mais curiosos ainda, um gráfico recém saído do forno com todas as minhas posições:



Desinvestimento do mês: 260 PIBB11 a R$74,79 cada. Mês que vem é o fim da era PIBB no meu portfolio.

Investimentos do mês:

  • 600 SANB11 a R$13,64 cada
  • 100 ELPL4 a R$29,77 cada
  • 200 TLPP3 a R$40,16 cada
  • 1200 TERI3 a R$2,41 cada
  • 500 MAGG3 a R$5,76 cada
  • 400 MRFG3 a R$7,38 cada
  • 300 BICB4 a R$8,51 cada

Mês que vem sai JHSF3 (P/VPA muito alto) e entra GOLL4!

Pra quem está curioso com essa diferença de performance do meu portfolio, especialmente o SV, aqui vai uma tabela bem interessante:

Que tal começar a investir em Small-caps em 1984 e até hoje estar com underperformance com relação às Large-caps? Ou estar perdendo quase 10% esse ano só por investir em valor?

Ignorância é felicidade...

Rumo aos R$500k!

sábado, 27 de agosto de 2011

Aporte x Rentabilidade: O que é mais importante?

É incrível como mais uma vez vejo os comentários do blog e o pessoal "se batendo" com coisas básicas, apresentando um recency bias que me faz ter certeza que o ser humano continuará cometendo os mesmos erros até o armageddon no que se refere a finanças.

A bola da vez agora é a rentabilidade dos ativos, ou como ela é de pouca ou nenhuma importância quando comparada aos aportes a um portfolio.

Vamos voltar ao básico e deixar claro o peso de cada variável no caminho à independência financeira, com o auxílio da equação básica de juros compostos:


J = Juros
C = Capital
i = taxa
n = períodos

Ao final de um portfólio, nada mais teremos do que C+J. Portanto, o nosso objetivo como investidores é aumentar ao máximo possível tanto o capital quanto os juros.

Vejam, no entanto, que o juro é capitalizado EXPONENCIALMENTE pelo tempo (n). Isso significa, a título exemplificativo, se aumentarmos 4x a variável n podemos diminuir 9,5x (-95%!!) o capital (C) com um i de 0,1. Portanto, pela própria matemática da coisa podemos extrair a lição elementar: Comecem a investir cedo, PORRA. Isso é fundamental. Um capital de R$200 reais investido por 40 anos a 10%a.a. equivale a um de R$3.500,00 investido por 10 anos. Portanto, por menor que seja a quantia inicial ela faz sim muita diferença no longo prazo.

Na verdade, o tempo é tão importante para a montagem de um portfolio que em um horizonte de investimento típico de um investidor (40 anos), os 10 primeiros anos valem mais do que os outros 30. Façam os cálculos vocês mesmos e comprovem.

Além do tempo, temos o tema do artigo em si: Aportes e rentabilidade. Os dois possuem importância inversamente proporcional ao tempo de um portfolio. Isso quer dizer que no início da fase de acumulação os aportes são muito mais importantes, já na fase final a rentabilidade é o que importa.

Em um artigo anterior eu já postei uma simulação hipotética de dois investidores, um aportando 10% do salário a uma taxa de 5% e outro aportando 5% a uma taxa de 10%. Segue ela novamente:

Vejam como nos primeiros 25 anos quem aporta mais está em vantagem. Já ao final do prazo o portfolio com maior rentabilidade é quase 60% maior.

A questão é que a grande maioria dos leitores do blog possuem portfólios muito novos e não puderam apreciar na prática o poder dos juros compostos, ainda mais com a bolsa brasileira não dando qualquer tipo de retorno ao investidor nos últimos 4 anos.

O meu objetivo é viver de renda com no mínimo 3 milhões de reais. Quando meu portfolio tiver esse tamanho qualquer 1% a mais ao ano irá representar R$30.000,00, um valor de praticamente de 1 ano de aportes. Uma queda de 50% no início de um portfolio pode significar um mês de trabalho a mais. Uma queda semelhante no final do portfolio é irreparável e catastrófica. O inverso também é verdadeiro: uma alta de 50% pode te salvar 15 dias de trabalho no início de um portfolio ou 15 anos ao final dele.

Isso não significa, no entanto, que eu terei que devotar horas e mais horas do meu dia dando atenção ao meu portfolio. Se uma coisa que eu aprendi de forma muito clara é que definitivamente NÃO há uma relação entre estudo/conhecimento x rentabilidade, ou em termos mais técnicos: o alpha não existe. Qualquer investidor que invista 30% em PIBB, 30% em SMAL11 e 40% em renda fixa se sairá melhor que 90% dos investidores em 5 anos e até 99% dos investidores em 15 anos ou mais. Eu não estou tirando esses números da minha bunda: basta olhar o percentual dos fundos mútuos ativos americanos que batem o s&p500 em 15 anos. Mantenha-se passivo, rebalanceie 1 vez ao ano e não faça market timing. FIM. Esse portfolio que qualquer idiota pode seguir se sairá de forma maravilhosa a longo prazo, oferecendo uma relação risco/retorno bem interessante, e sem necessidade de acompanhar mercado, ler balanços e perder aquilo que você tem de mais precioso: seu tempo.

Investimento não é algo complicado. Já o tal do investidor...

"Se eu aumentar o load SmL do meu portfolio em 0.1 aumentarei o sharpe ratio em 0.03 com um VaR idêntico!"

Boa semana a todos!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Voltando ao básico: Market Timing

Esse mês tem sido no mínimo interessante para quem investe em ações. Temporada de resultados, volatilidade em alta e muito, muito sangue. Só para vocês terem uma idéia, meu portfolio Small/Micro Cap já acumula 13% de perdas só esse mês. Valeu Marfrig!

Para minha surpresa (e de muitos) verifiquei a atualização mensal do grande colega Investimentos e Finanças, em que o mesmo simplesmente liquidou toda a posição que tinha em ações e investiu em imóveis e renda fixa, em antecipação a uma baixa do Ibov que felizmente para ele - e infelizmente para nós - de fato ocorreu.

Que lições podemos tirar desse fato? Seriam os buy-and-holders otários por suportar integralmente o fat tail risk? Seria o Invest. e Fin. um excelente investidor por ter desviado dessa queda?

Obviamente, estamos falando aqui de Market Timing, ou em outras palavras "EU CONSIGO PREVER O FUTURO".

Alguns estudos já foram feitos sobre Market Timing, e os resultados são no mínimo surpreendentes. De acordo com o Investment Company Institute o fluxo de investimentos geralmente vai CONTRA os retornos de um ativo. Ou seja, os investidores tendem a vender na baixa e comprar na alta.

O estudo anual feito pela DALBAR também corrobora a idéia de que os investidores comuns são péssimos market timers, pois o retorno dos mesmos é sempre significativamente inferior ao do mercado (estamos falando de 6-8% ao ano, TODO ano).

O motivo dessa underperformance é claro: o investidor comum está a todo momento mexendo no seu portfolio (turnover) e tentando advinhar que caminho o mercado caminhará (market timing). Um alto turnover gera custos e portanto reduz o retorno de um portfolio. Market Timing implica em períodos fora do mercado. Como ações possuem uma expectativa de retorno positiva, quando menos tempo no mercado menor será o retorno do portfolio, em média. A argumentação é a mesma de DCA x Lump Sum Investing.

Interessante também que não são apenas os pequenos investidores que não conseguem se antecipar ao mercado: bancos como Goldman Sachs emitem bonds pouco antes de uma queda significativa de yields de renda fixa.

Para resumir, a Vanguard criou um texto muito bom sobre o assunto, que pode ser encontrado aqui e que expõe de forma magistral a ineficiência do Market Timing.

O fato de investidores experientes como o Inv. e Fin. cometerem esse tipo de erro elementar mostra quão suscetível o investidor comum está a bias emocionais quando valores mais altos estão envolvidos. É muito, muito difícil não ser avesso à volatilidade quando 10-20 anos de seu trabalho estão em jogo.

Frise-se aqui que não podemos confundir estratégia com resultado. A estratégia do Invest. e Fin. foi péssima, mas o resultado foi ótimo. As chances estavam contra ele e o mesmo teve sorte, e apenas isso. Fazendo uma analogia ao extremo, não é porque alguém ganha na mega-sena que "investir" em loteria vale a pena.

Também fico impressionado com as constantes mudanças no portfolio dos amigos de batalha nos blogs:

  • Invest. e Fin. usava portfolio permanente, depois trocou ETFs por ações individuais, depois eliminou ouro do portfolio, depois voltou a usar ETFs, depois aumentou a alocação em ações e agora extinguiu a alocação em ações. Isso tudo em menos de 2 anos!
  • O Investidor Defensivo fazia lancamento de opções, depois passou a comprar PIBB, depois passou a usar SMAL e agora só possui SMAL na carteira de ações.
  • O Vida Boa Investimentos vendeu todo o portfolio para dar entrada em um imóvel.
  • O I40 compra ações, vende ações, compra PIBB, compra câmbio...
Muito de vocês devem estar pensando: "E você, VR, que tinha PIBB, vendeu PIBB, comprou ações e comprou FIIs?"

Quanto à mudança de PIBB para ações individuais de fato foi uma mudança radical e, a meu ver, bem fundamentada, refletida durante meses a fio e discutida neste blog ad nauseam. Essa mudança não mudou em nada a passividade do investimento em ações, além de ter me comprometido pelas décadas seguintes com o investimento em valor nos moldes dos estudos de Fama&French. Já a mudança na alocação de ativos estava prevista na minha DPI (Declaração de Política de Investimentos), que ainda não publiquei aqui pois não está completa mas que prevê, dentre outras coisas, portfolios com até 40% em renda fixa com a evolução do meu patrimônio.

O ato de investir deve ser mecânico. Investir de forma diversificada implica em possuir ao menos um ativo que você "não gosta". Agir de forma diferente é se sujeitar às intempéries emocionais que possuem a capacidade ímpar de te fazer perder dinheiro.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Atualização Mensal: Julho 2011

Stay the course. - John Bogle

Com o cenário macroeconômico deteriorando mês após mês, a bolsa brasileira não tinha outro caminho a seguir senão para baixo. Como o mundo está segurando a respiração até o dia 02 de agosto pelo resultado da Usiminas pelo aumento do teto da dívida americana, a volatilidade só tende a aumentar de forma violenta, seja para cima ou para baixo.

Meus desejos do mês anterior tornaram-se realidade e a temporada de compras está oficialmente aberta. Não sei quanto tempo durará a promoção, nem se os descontos irão aumentar, mas a bolsa tem uma boa chance de recompensar os pacientes no longo prazo.

Resultado do portfolio na imagem abaixo (cliquem pra ampliar):


Portfolio Large-crap abaixo do MLCX, portfolio Small/Micro-Cap acima do SMLL. O fato de eu ter decidido investir em ações Small/Micro-Cap já me evitou a perda de mais de 15 mil reais. O copo está meio cheio, não é mesmo?

Observem também a diversificação na prática: a correlação entre a renda fixa e a renda variável é significativamente negativa e está ajudando bastante a diminuir a volatilidade e, de quebra, aumentando a rentabilidade nesse mercado fudido lateralizado.

Por mais que eu queira dourar a pílula, a verdade é que, mesmo tendo aportado mais de 10k esse mês, eu consegui ficar R$4.000,00 mais pobre.

Foram vendidas PIBB11 e compradas EUCA4, CCIM3, TRPL4, HYPE3 e BBAS3, tudo de acordo com meu plano de investimento.

Nada como o cheiro de sardinha frita às 10:00

Que o sangue continue jorrando! Rumo aos R$500k, nem que seja na força bruta!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Atualização Mensal: Junho 2011

Bem pessoal, pensando em não deixar vocês na mão, segue a atualização mensal mega expressa, com os dados mais importantes na tabela abaixo (clique pra ampliar!). De brinde, a matriz de correlação entre os diferentes sub-portfolios, provando de forma inequívoca a importância da diversificação.



Para os críticos, saibam que cada centavo do meu portfolio possui suor impregnado nele. Se não tivesse, no entanto, não faria diferença, pois o valor de alguém ou de uma estratégia independe da origem do dinheiro. Aos amigos, espero muito em breve poder me dedicar aqui como gostaria.

Abraços e excelente mês a todos! Que o ibov caia ainda mais!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Mudanças...

Pessoal,

Inicialmente quero esclarecer que não morri, não matei ninguém, não perdi todo o dinheiro nem ganhei na mega sena. Estou passando por um momento delicado na minha vida e não mais poderei atualizar o blog na frequencia que gostaria, o que me impede de garantir as atualizações mensais, ao menos na forma em que eram feitas.

Para os mais curiosos (quem eu quero enganar... TODOS vocês são curiosos) meu patrimônio hoje é de ~495k e a performance em junho ficou um pouco abaixo do Ibov.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Banco Sofisa - Uma alternativa melhor que o Tesouro Direto

O meu empréstimo garantido infelizmente está chegando ao fim. O devedor já me devolveu R$30.000,00, que foram devidamente realocados em ações Large Cap (100 ENBR3, 100 ELPL4, 300 CMIG3, portfolio bem energético hehe), em ações Small Cap (300 SLCE3, 600 FHER3) e em ações Micro Cap (1300 SFSA4), tudo de acordo com minha alocação de ativos 10/20/35/35.

A questão é que nos próximos dias receberei os outros R$50.000,00, e esse valor deverá obrigatoriamente ser investido em renda fixa. Coincidentemente, conheci pela internet o Sofisa Direto, um CDB que apresenta a mesma segurança da poupança até R$70.000,00, é totalmente isento de tarifas (com exceção do famigerado IR) e com taxas mais atraentes que o Tesouro Direto.

O mais interessante é que ele também oferece CDBs indexados pela inflação (IPCA) com taxas bem atrativas (7,8%). Para quem não precisa de liquidez no curto prazo e que busca uma maior rentabilidade em renda fixa (e quem não busca?) sugiro fortemente investirem no CDB do Banco Sofisa. É o que farei.

A partir dessa semana passei a ser acionista do Banco Sofisa (grande merda, eu sei), então sugiro a todos a analisarem bem o produto e os argumentos aqui colocados, mas desde já adianto que, salvo o limite do FGC, não há o que se reclamar.


Rumo aos R$500k (a cada dia mais distantes) !

terça-feira, 31 de maio de 2011

Atualização Mensal: Maio 2011 (R$497.126,13, +R$6.726,17, +0,51%)

Mais um mês que eu achei que iria fechar no vermelho e fui surpreendido positivamente pela diversificação dos meus ativos. Como resultado, estou 1,37% mais rico do que no mês anterior.

Pessoal, a atualização desse mês vai ser rápida por um único motivo: CANSAÇO. Vamos lá:

Portfolio (+0,51%):



Valores:

Como as ações SPRI3 não mais cumpriam sua função de valor (p/vpa alto), tive que vendê-las assim que foi possível (leilão de abertura de 01/05), a R$1,20 cada. Aparentemente foi num timing bom, visto que as mesmas hoje estão cotadas a R$0,67 cada. Essa grana (junto com a venda do KNRI11) foi providencial para eu realizar a subscrição de 207 quotas de FEXC11B a R$105,00 cada, que serão, assim como as SPRI3, vendidas assim que possível (15/06). Resolvi subscrever as cotas pois não havia mercado para vender os direitos.

No campo das Large-Cap não fiz qualquer compra ou venda. Já nas small-caps, além da venda das SPRI3, comprei 400 FESA4 com o $ do salário e do empréstimo, 100 a R$11,14 e 300 a R$11,18 (malditas ordens parcialmente executadas). Aparentemente também foi uma boa entrada, visto que já apreciaram quase 10% em menos de 1 mês.

Houve overperformance no portfolio LV (-1,12% vs. -2,42% do MLCX) e underperformance do SV (-0,75% vs. -0,14% do SMLL). Por conta da subscrição o portfolio de imóveis teve uma performance fantástica, fato esse que não irá se repetir no futuro.

Rumo aos R$500k!