sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Comparação do Histórico de Rentabilidade Ações x FII x Renda Fixa

Hoje me bateu uma vontade irrefreável de ver uma boa pornografia financeira, com cálculos, tabelas e comparações interessantes. Acho fundamental cada investidor ter noção da rentabilidade anual e/ou acumulada dos principais instrumentos de investimentos que possuímos hoje, então esse será um artigo mais de referência do que opinativo*Lies!*. Sem mais delongas vamos fapear nos números:

Antes de tudo, segue a tabela master:




Os valores de 2016 são parciais até o dia 15/09/2016, daí a cor diferente. Quanto será o rendimento anual médio de cada um desses valores até 2015?



Veja que o IFIX e o IBRX-50 não são diretamente comparáveis aos outros por tratarem períodos diferentes. Ainda assim, vemos alguns dados interessantes:

O IGPM foi cerca de 1,7% a.a. maior que o IPCA nesses 20 anos.

O CDI "cru" teve um rendimento quase 4% a.a. maior que o Ibovespa.

O CDI rendeu 8-10% acima da inflação durante os últimos 20 anos.

O Ibov parece render mais do que o IBRX-50. Será isso verdade quando compararmos períodos iguais?



Aqui vemos que o Ibov rendeu significativamente menos que o Ibrx-50, quase 3,4% a.a, talvez isso seja explicado por um menor peso em PETR e VALE, que foram amplamente negociadas durante o período (o Ibov é ponderado por volume negociado) e ambas as ações tiveram quedas expressivas na última década.

E se nós pegarmos apenas os últimos 20 anos, incluindo o ano atual?






Ainda assim, o CDI bate o Ibov com folga. No pior dos casos, o Ibov conseguiu uma rentabilidade 5% acima da inflação durante o período. No melhor dos casos, o CDI consegue mais de 9% acima da inflação.

Como será a rentabilidade desses ativos nos últimos 15 anos? Vejamos:


Vejam a surra que o Ibov toma do IBRX-50. Se compararmos ao CDI, O IBRX-50 perde por apenas 1% a.a., mas ainda assim rende os mesmos ~5% acima da inflação. 

Vejamos agora os últimos 10 anos:


Aqui vemos a "Década Perdida" das ações, com tanto o Ibov quanto o Ibrx-50 possuindo rentabilidades aproximadamente iguais a da inflação, em nada ajudando o investidor na prática com os sonhados juros compostos. O CDI, apesar de ter uma rentabilidade real de cerca de 4.5-5% acima da inflação, é um valor bastante inferior ao do passado. Isso se deve ao período de queda da Selic em que a mesma chegou aos 7,25%, conforme podemos ver de forma mais clara na tabela dos últimos 5 anos:



Os últimos 5 anos foram um exemplo claro de manifestação do risco em ações, com rendimentos muito aquém da inflação ou até mesmo nominalmente negativos no caso do Ibovespa. O CDI rende cerca de 3.5% acima da inflação. O IFIX, que aparentava desastroso na primeira tabela, conta outra história aqui, conseguindo uma rentabilidade acima da inflação e mostrando ser um instrumento de diversificação importante em renda variável. Ainda assim, perde para o simples CDI e não conseguiu remurar o investidor em termos reais sequer 0.3% a.m.

Que lições podemos tirar desses dados? Pra ser sincero, não muitas. Já sabemos muito bem que rentabilidade passada não tem muito a ver com rentabilidade futura. Já sabíamos que o CDI tinha rendido acima do Ibov nos últimos 20 anos, mas o cenário 1996-2003 da renda fixa com rendimentos acima de 20% a.a. parece distante ao investidor atual. O mesmo pode ser dito com relação ao valuation da Bolsa dessa época.

O rendimento do IFIX pra mim foi uma revelação negativa, até porque já estão contabilizados os 25% de alta desse ano. Garanto que nenhum investidor de FII conta com retiradas de 0.3% a.m. e mostra o cenário adverso que os imóveis comerciais tiveram nesses últimos 4-5 anos.

Note que todos esses dados não incluem custos sofridos naturalmente pelos investidores (IR inclusive sobre JSCP, corretagens, tarifa CBLC, etc.) o que indica que o investidor médio possui um rendimento aquém do que foi colocado aqui. Hoje eu possuo sérias dúvidas daquele velho argumento tupiniquim "ah mas o Ibov só tem lixo, bater esse índice é obrigação". O que vemos na blogosfera é o pessoal suando pra bater o Ibov e mais especialmente o Ibrx-50. O caso mais emblemático disso seria a própria Petrobras, empresa que ninguém em sã consciência diria que é boa, estatal, super endividada e mal gerida que tem como modelo de negócio uma commodity depreciada e no entanto subiu 100% esse ano. A antítese da PETR seria a Ambev, empresa privada, multinacional, super bem gerida e que lagou em 25% o Ibov esse ano. Da mesma forma, é irrelevante saber quais são as empresas boas hoje, precisamos saber quais serão as empresas boas daqui a 15-20 anos. Quem apostou em HGTX quando estava em recuperação judicial? Quem imaginaria que a Usiminas, empresa super sólida com lucros crescentes no início dos anos 2000 teria tal história de horror?

Eu até concordo com o investidor individual que vê uma empresa como GOLL4 e não consegue mover um centímetro pra aplicar numa empresa com patrimônio líquido negativo, indicadores operacionais tenebrosos e dívida na lua. No entanto, essa bosta voadora rendeu 141% esse ano. A Magazine Luiza subiu mais de 200%. Seria mera volatilidade? Afinal de contas, quantos realmente conseguem bater o mercado, gerar alpha?

O grande vencedor continua sendo a renda fixa. Dada a realidade mundial que temos hoje e a rentabilidade dos últimos 20 anos que tivemos, ter acesso a investimentos que rendem IPCA/IGPM + 6-7%, ou líquido até 105% do CDI, com proteção do FGC (que é um risco "quase-soberano" a meu ver), torna o Brasil um verdadeiro oásis frente a um mundo sedento por yield.

Próximo post será sobre estratégias tributárias para investimentos nos EUA!

100 comentários:

  1. CDI/selic foram o melhor investimento do período. Isso é fato e não se discute.

    Mas qual a chance de repetirmos taxas de juros reais acima de 20% ao ano (nominais de até 50%) como ocorrido nos idos dos anos 2000?

    Mais do que isso: se os juros alcançarem novamente este patamar, certamente será por uma ameaça concreta de calote na dívida pública (risco nada desprezível em 2002, quando um sindicalista que bradava contra o FMI estava prestes a ascender ao poder.)

    Nesse cenário, quantos terão coragem de aplicar seus recursos em títulos públicos para aproveitar a selic nominal de 40-50% a.a.?

    Se em fevereiro de 2016, com juros reais de 7-8% a.a., muitos questionaram a capacidade de pagamento do tesouro, o que dirá com juros a 20%.

    Resumindo a questão, hoje, olhando para o passado, PARECE que o investimento de menor risco (taxa básica de juros) foi o de melhor retorno.
    Porém, o que muitos se esquecem é que este maior retorno só ocorreu porque em parte do período esta taxa básica embutiu um risco tão ou mais elevado do que o do próprio investimento em ações.

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    1. Anon,

      Com certeza o risco acompanha o retorno. Com relação ao risco maior da renda fixa na época, foi nesse sentido que eu escrevi "mas o cenário 1996-2003 da renda fixa com rendimentos acima de 20% a.a. parece distante ao investidor atual".

      O ativo de menor risco ter o maior retorno no longo prazo é uma anomalia, mas veja que mesmo nos últimos 10 anos o CDI continou a ganhar das ações, quando a crise especulativa do real já tinha acabado.

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  2. Estava com saudades desses posts, vou até clicar no anúncio pra dar uma moral.

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    1. hahaha não q ele precise, mas cliquei no anúncio tb.
      Bom post

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    2. pq clicar no anúncio seria de alguma ajuda? não entendi

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    3. Anuncio, que anuncio ? Ah tá...uso bloqueador de anuncio..sorry !! hihihi

      Poney

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    4. Obrigado pelos elogios pessoal, ninguém é obrigado nem sugerido nem compelido a clicar em anúncio nenhum, mas agradeço aos que fizeram! Sintam-se livres a usar ad-block ou similares também!

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  3. Ai, vejo blogueiro vendendo todas as ações para comprar ações lá fora. ignorando uma rentabilidade de IPCA+8% e 121% do CDI.
    Não podemos deixar nossas crenças interferir nos nossos investimentos.

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    1. Exato anon, esse tipo de rentabilidade é uma situação sui generis brasileira, mas não podemos esquecer do risco apresentado também!

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  4. Eu lhe pergunto: como, no longo prazo, um índice de bolsa bem diversificado de empresas saudáveis pode perder para o CDI/Selic, sabendo que essas empresas se financiam a taxas parecidas com o CDI/Selic?

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    1. Uma coisa não tem a ver com outra anon, num exemplo hipotético uma empresa com PL de 100, que capta ao custo do CDI, vai ter expectativa de retorno real de 1%. Tudo depende do valuation da empresa e da manutenção dessa saúde durante longos períodos (o que não ocorreu com vale e petro, p.ex.).

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  5. VR me ensina a ganhar dinheiro? É sério, dá um seminário ou coaching umas dicas eu te pago. teach me

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    1. Não quero nem preciso ganhar dinheiro com isso, o que eu estudo eu distribuo livremente no blog e respondo as dúvidas também gratuitamente no melhor do meu entendimento.

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    2. Certo VR, é que os posts do blog são focados em investimentos. Mas o aporte também é importante e antecede tudo.

      Seria legal umas dicas suas sobre carreira, desenvolvimento pessoal...

      Mas sendo mais objetivo, tem alguma coisa hoje em dia que vc focaria os estudos se tivesse iniciando e tivesse tempo? Valeu.

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    3. gostei dessa resposta, deu pra ver um pouco sua visão
      "Anon você precisa traçar uma estratégia pra sua vida, financeiramente você está no limite com 2 faculdades, financiamento imobiliário e filho. Eu não concordo com o anon de que educação é o único investimento com 100% de retorno. Minha graduação mesmo serviu pra praticamente nada pra minha vida hoje, foi um custo de oportunidade enorme que só não foi maior pois a faculdade era gratuita.

      Você tem que ver o que você pretende fazer com essa graduação, se for algo que você goste muito e esteja disposto a possivelmente ir pra iniciativa privada, tudo bem. Fora isso é minimizar riscos com formação de um colchão de segurança gordo, segurança jurídica no casamento (separação de bens como o Renato lembrou muito bem) e pagamento do imóvel. Qual seria o topo da carreira na estatal? Quanto você paga de mensalidade?"

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    4. É bem isso mesmo Anon. Minha carreira foi algo meio sui generis então acho que não tenho muito o que dar dicas, até porque me considero profissionalmente apenas razoável/medíocre, mas vai ver ter honestidade, presteza e um mínimo de work ethic e visão empresarial já é um diferencial nesse mercado de macacos brasileiro.

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  6. Olá VR,

    Gostaria de destacar um ponto na sua análise:

    O período final que você pegou (2015 ou 2016) se refere a um momento em que as ações estão lá embaixo e a renda fixa está batendo juros altos.

    Desta forma, um dos ativos da comparação (ações) está totalmente depreciado nesta tendência bearish que estamos vivendo. A bolsa vem caindo desde de 2009. Já são 7 anos de queda.

    Você pode até argumentar que estamos voltando aos 60 mil pontos que batemos no passado, mas se não fossem estes 7 anos caindo ou andando para o lado, se a bolsa estivesse subindo já poderíamos ter passado facilmente os 100 mil pontos. Estes 7 anos caindo/andando de lado jogam a média dos rendimentos lá para baixo quando você calcula um retorno médio/anual.

    Como seria esta mesma análise se ela se encerrasse com as ações no topo de 2008?

    Ficaria também uma comparação injusta, pois as ações estavam batendo o topo histórico.

    Portanto, acredito que uma análise mais imparcial deveria ser vc pegar estes valores que você calculou na sua planilha e também calcular como seria se vc tivesse feito este mesmo cálculo no auge de 2008. Ai vc tira uma média dos 2 cenários (1 cenário péssimo para as ações que é hoje e 1 cenário ótimo para as ações) e com esta média conseguiremos ter um resultado que pondere estes 2 cenários. Me parece uma comparação mais justa e imparcial.

    Um abraço

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    1. Quer dizer que fazer uma análise aleatória é mais justa do que analisar a realidade?
      O mercado é assim mesmo. O que te garante que daqui a 10 anos não estejamos passando por uma outra situação igual a de agora?
      Não tem essa de fazer comparação "mais justa e parcial" não. O q importa é o que realmente aconteceu.

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    2. Anon eu entendo seu questionamento mas os cálculos que eu fiz foram os mais neutros possíveis, pegando datas fixas como 5-10-15-20 anos. Aliás se fui parcial foi a favor das ações, já que considerei a parcial de 2016 em que temos a valorização de 30% esse ano.

      Ainda assim, mesmo a título de curiosidade, se o investidor tivesse aplicado no Ibov a 38.000 pontos no final de fevereiro de 2009 (ponto mais baixo do Ibov durante a crise) e ficasse até hoje a 57.080 pontos daria um retorno anual de 5.4%, enquanto o CDI rendeu 10,2%.

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  7. ótima pornografia VR !! rsrs e ótimos cometários até esse ponto !! bom Final de semana a todos !!

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  8. Você infere a qualidade de um blog, não só, mas também, pela qualidade dos posts dos Anônimos. Vida longa ao VdR.

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    1. Também estou gostando muito dos comentários! Sempre lembrando que críticas são muito bem vindas, desde que feitas com o mínimo de decoro, nada de "seu macaco imundo lixoso" etc. rs.

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  9. Já que você falou em investimento no investimento no exterior, no livro do jeremy siegel tem um gráfico interessante que indica que a Índia vai crescer mais do que a china
    Seria uma boa investir em etfs indianos como medida de diversificação?

    Abraço e ótimo post

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    1. Anon,

      Você não acha que os investidores já possuem essa informação e já levaram ela em conta para definir o preço das ações?

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    2. Sim, mas essa informação só impacta o preço dos ativos no curto e médio prazo, no longo prazo os ativos ignoram a especulação e focam apenas nos fundamentos.

      Pelo que eu andei pesquisando da Índia, eles estão fazendo algumas reformas liberais que me parecem extremamente positivas para reduzir a pobreza e enriquecer o pessoal por lá, como eles possuem quase 1bilhão de possíveis consumidores, creio que realmente forem implementadas, o mercado acionário deles crescerá bem mais do que o restante do mundo.

      Abraço

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  10. Boa noite, ilustre VR

    Venho ate este renomado blog em busca de um conselho financeiro/pessoal, cheguei num ponto da minha vida onde me encontrei sob uma encruzilha profissional e não sei qual decisão tomar vou te contar minha historia.

    Atualmente tenho 22 anos e curso técnico completo, ingles fluente, e estou num cargo em uma empresa estatal que me paga uma remuneração muito acima da media (para minha idade) algo em torno de R$5500,00/R$6000,00 meu diretor já sinalizou para mim que esta extremamente satisfeito com meu desempenho profissional.
    Então ai que vem minha duvida. Possuía uma media de aporte em torno de R$ 2000,00, reais mensais(não consigo aportar mais pois ja tenho filhos e estou pagando o financiamento de um apartamento que comprei em 2012 que esta alugado e também ajudando minha esposa a pagar o curso de odontologia), iniciei uma faculdade de engenharia neste semestre mas esta se tornando algo muito cansativo tanto do lado psicologicamente como fisicamente trabalhar/estudar não é nada fácil e além do mais minha taxa de aporte decaiu drasticamente para algo em torno de R$500,00/R$400,00, já especulei com meu diretor e este curso superior não vai agregar muita coisa em meu salário talvez 5%/10% por meu cargo já ser taxado como o de especialista.
    Agora vem minha duvida devo continuar a cursar o superior e começar a aportar decentemente apenas ao termino de minha faculdade ou devo larga tudo e aportar com tudo agora que tenho o tempo ao meu favor, tinha como planejamento manter uma boa carteira aplicada em fiis algo em torno de R$ 150.000,00/200.000,00 que me proporciona-se uma renda passiva de aprox R$1500,00/R$1800,00 para pagar um aluguel de uma boa boa casa para mim e minha família.

    Obrigado pela resposta, desde já agradeço

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    1. De modo simples e direto: continue e termine a faculdade, não importando o quanto isto custe no seu aporte. E se a faculdade estiver sendo sacrificante em termos físicos e psicológicos, utilize o dinheiro no que for possível para que o curso da faculdade se torne mais confortável.

      E oficialize sua relação com separação total de bens.

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    2. Como dizem, o único investimento com 100% de retorno é a educação! No cargo que vc ocupa hj essa faculdade pode fazer pouca diferença, entretanto, o nível superior vai abrir novas portas para que vc possa galgar lugares mais altos. Estudar e trabalhar é muito difícil, passei por isso, mas hj digo que valeu cada minuto investido.

      Abraços e boa sorte na sua jornada !

      L.

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    3. Anon você precisa traçar uma estratégia pra sua vida, financeiramente você está no limite com 2 faculdades, financiamento imobiliário e filho. Eu não concordo com o anon de que educação é o único investimento com 100% de retorno. Minha graduação mesmo serviu pra praticamente nada pra minha vida hoje, foi um custo de oportunidade enorme que só não foi maior pois a faculdade era gratuita.

      Você tem que ver o que você pretende fazer com essa graduação, se for algo que você goste muito e esteja disposto a possivelmente ir pra iniciativa privada, tudo bem. Fora isso é minimizar riscos com formação de um colchão de segurança gordo, segurança jurídica no casamento (separação de bens como o Renato lembrou muito bem) e pagamento do imóvel. Qual seria o topo da carreira na estatal? Quanto você paga de mensalidade?

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  11. Valeu VR, agora deu saudade dos seus artigos mais técnicos. Vou ler com calma e comentar depois.

    Vim aqui pra te falar sobre o que achei no forum do bogleheads. Comprar ETFs baseados na Irlanda ou Luxemburgo tem uma taxação na distribuição de apenas 15% para NRA pelo que vi, e também existem outros ETFs que não distribuem dividendos sendo tudo reinvestido automaticamente. O ideal pra mim seria um do SP500 que reinvestisse tudo automático e com baixa taxa de adm. vou procurar e te falo.

    olha o link:

    https://www.bogleheads.org/forum/viewtopic.php?t=153389

    Abraço!

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    1. VR, uma coisa tem que ser dita sobre a renda fixa: ela vence, e muitas delas tem IR, de no mínimo 15%. Quem está posicionado em ações não vai vencer e não vai ter a mordida de 15% que dependendo do volume pode ser considerável e impactar sim no resultado patrimonial (imagina 3 milhões de reais em títulos, cdbs, debentures vencendo daqui a 5 anos). A mesma coisa falo dos fiis. Os fiis não vencem.

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    2. Opa VR, ouvi falar nesse livro aqui que ajuda bastante.

      http://lenpenzo.com/blog/id36468-the-overtaxed-investor-how-to-slash-your-tax-bill-and-be-a-tax-alpha-dog.html

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    3. Frugal,

      Eu já tinha lido isso da Irlanda de pagar 15%, ainda assim 0% é melhor que 15% rs. Cara, esse foi "O" tópico no bogleheads, vou destrinchar e depois te falo! Esses ETFs que não pagam dividendos é puro gold, estava procurando há tempos esses etfs!

      Sobre bonds você paga no ETF, mas bond puro não tem Withholding tax. Vou colocar um artigo de referência sobre isso! Obrigado!

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    4. Frugal,

      Não achei nenhum ETF na NYSE que não faça distribuição, tem por exemplo o CSPX que segue o S&P 500 e é negociado na London Stock Exchange em USD, estou vendo se pelo IB é possível comprar esse ETF sem problema.

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    5. A gente tem que montar uma força tarefa para estudar isso. Eu, vc e o Viver de dividendos.

      Tem esse ETF: Russell 2000 Growth (IWO; 0.8% Yield) is a diversified portfolio of small, growing companies.

      Um yield tao baixo dá pra se considerar tambem.

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    6. Acho que não é por aí. Mandei uma msg no seu blog, me responda com seu e-mail.

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    7. Mas a meu ver acho que achei a solução ideal! 0% de imposto, exposição global e custo baixo, mas o valuation está a bosta de sempre!

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    8. Em um dos posts desse tópico o site justetf.com é mencionado. Nele é possível encontrar diversos ETFs europeus que não pagam dividendos:

      https://www.justetf.com/de-en/find-etf.html?sortField=ter&groupField=none&distributionPolicy=distributionPolicy-accumulating&sortOrder=asc

      Existem realmente vários fundos e é possível montar uma alocação ao gosto do fregues!

      Também estou estudando essa estratégia de utilizar ETFs sem distribuição para evitar o imposto de 30% nos EUA e aproveitar a possibilidade de isenção do imposto sobre ganho de capital de até R$ 35k quando precisar vender. Por enquanto me parece ser mais vantajosa.

      Fico no aguardo desse post sobre estratégias tributárias para investimentos nos EUA.

      Até mais,
      Genial.bit

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    9. Perfeito Genial.bit, site excelente! Você já chegou ao mesmo resultado que cheguei, o post não terá muita novidade rs.

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  12. VDR me adiciona novamente esse é o meu novo blog! Abraços..

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  13. VR comecei há pouco tempo na área dos investimentos e queria agradecer você por me passar algumas informações valiosas. Obrigado pela doação!

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  14. Passando só para agradecer pela postagem. Para quem está começando é como achar uma pepita de ouro no meio da lama. Grande abraço!
    L.

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  15. VR,
    Tua analise (muito boa por sinal) só reforça a minha humilde impressão de que não vale a pena "se arriscar" em ações no Brasil. Pelo menos hoje e nos últimos 20 anos não! Isso também não significa que será assim nos próximos.

    Se me permite uma sugestão, seria legal um comparativo CDI () Ibovespa já descontada a inflação (rend. real).

    Bom, mais uma vez, obrigado pelo excelente artigo.

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    1. VR,
      Seria interessante olharmos quanto teríamos hoje em cada investimento se tivéssemos aplicado uma determinada quantia, por exemplo R$ 1000,00 em 1996.

      Mais uma vez obrigado por compartilhar seus conhecimentos.

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  16. Bota pornografia nisto, na verdade... um indecência estes números, rs.
    Abraço!

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  17. Boa tarde VR! Me desculpe, mas utilizar o IBOV para representar as ações acho injusto, pois o índice não reflete a real rentabilidade de empresas boas, obviamente cada um tem seu critério para dizer qual é um bom investimento, mas creio que todos tem um consenso saber que os bancos, AmBev, Grendene, etc são excelentes empresas, mas parabéns pelo estudo!

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    1. Empresa boa no passado =! Empresa boa no futuro

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    2. Concordo com você plenamente, ninguém sabe se empresas boas no passado vão ter as mesmas rentabilidades futuras, mas tendencia de continuarem boas é maior, se for então nessa linha de raciocínio seu estudo não é valido, porque não adianta nada fazer comparações com dados passados, pois o passado não é igual ao futuro! Me desculpe mas você foi controverso ....

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    3. É um argumento pertinente, anon. Acontece que as empresas boas justamente por tenderem a serem boas são caras, com PL altos e dividendos baixos (e portanto expectativa de retorno menor), e quando uma empresa dessa fica ruim a queda é bem maior. Petrobras mesmo em 2007 era uma empresa boa, era negociada a R$33,00 (já descontados os dividendos 2007-2016) e caiu 58% em 9 anos. Da mesma forma que o CDI de antigamente pagava 26% mas hoje ninguém espera ter esse tipo de rentabilidade pois a realidade é outra. Esse estudo mostrou apenas como o risco que é inerente às ações se manifestou aqui no Brasil, levando retornos abaixo da Bolsa, algo que definitivamente não deveria ocorrer em situações normais num prazo grande de tempo.

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  18. VR, sei que não temos como prever o futuro, mas ao que tudo indica os próximos anos serão de baixa de juros que já estão nas alturas... nessa conjuntura será que termos uma virada da bolsa contra o CDI?

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    1. Isso tudo já está embutido no preço atual, todos os agentes institucionais trabalham com a curva de juros futura debaixo do braço, mas na minha opinião pessoal de bola de cristal irrelevante acho que o mercado está precificando errado.

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  19. Acho que seria válido fazer a comparação com uma carteira de ações específica (Exemplo: ABEV3, UGPA3, ITUB4, GRND3, RADL3, LAME4, LREN3, BBDC4, TBLE3, WEGE3) e não com todo o Ibov.

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    1. Do que adianta pegar as ações vitoriosas e ignorar as perdedoras? Uma ação ser vitoriosa no passado não implica que continuará a sê-la no futuro, temos diversos exemplos no próprio ibov.

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    2. Esta lista foi só um exemplo. Poderiam ser 10 boas empresas de 20 anos atrás. Apenas acho que quem segue o seu blog não faz um investimento tão simplista de aportar tudo em BOVA11 por exemplo, embora seja um cenário válido também. Acho que a maioria aqui faz algum tipo de análise fundamentalista das empresas e seleciona pelo menos 10. Seria um item a mais para o seu valioso estudo.

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    3. Primeiro teríamos que definir por qual critério objetivo poderíamos considerar uma "boa empresa", além disso eu procurei e não tenho os dados nem da composição do índice de 1996, talvez pra quem tem acesso aos dados da economática.

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    4. O ponto importante é que qualquer carteira de ações precisa ser revista ao longo do tempo. Mesmo no exemplo que eu dei, daqui a 3 anos uma ou outra destas empresas pode piorar seus fundamentos. É difícil fazer comparações tão diretamente. Estou colocando uma matéria que saiu na folha SP em 07/10/1996. A Telebrás concentrava 77% da negociação em bolsa. Talvez não era possível nem diversificar naquela época, ou seja, IBOV = TELEBRÁS. No longo prazo, pra vencer o jogo com RV é preciso estar sempre aportado nas empresas de melhores fundamentos e analisar constantemente se continuam com valor. RF dá menos trabalho e menos retorno.

      MILTON GAMEZ
      DA REPORTAGEM LOCAL

      O telefone, meio que conduz todas as transações relevantes nas Bolsas de Valores, tornou-se o próprio astro desse mercado bilionário. Todos o utilizam para falar dele mesmo -ou melhor, de sua "mãe", a Telebrás, e das subsidiárias estaduais de telefonia.
      Ontem, as ações da Telebrás voltaram a liderar a valorização na Bovespa. As preferenciais da estatal federal subiram 3,7%, para R$ 78,50 o lote de mil ações. As ordinárias (ações com direito a voto) também tiveram alta de 3,7%, para R$ 69,50. Acima delas, a maior valorização foi a da Telesp PN, que subiu 3,9%, para R$ 223,50.
      Foram as três maiores altas do Ibovespa (índice das ações mais negociadas), que fechou 2,35% mais robusto a 64.879 pontos.
      Os papéis da Telebrás responderam por 77,9% dos negócios na Bolsa paulista, de 651,4 milhões. No Rio, a Bolsa subiu 0,82% (Isenn), com volume negociado de R$ 85,5 milhões.
      As atenções voltaram-se mais ainda para o setor de telefones devido às perspectivas de resultados futuros e ao melhor desempenho das empresas nos últimos meses.
      Somente nos primeiros cinco meses do ano, a Telebrás lucrou R$ 1,15 bilhão, mais que os R$ 810 milhões obtidos em 1995.
      Elevaram as receitas da "holding" telefônica federal o reajuste nas tarifas e o fim de alguns subsídios tarifários no final do ano passado. Também aumentaram as ligações interurbanas e internacionais após o Plano Real.
      Junte-se a tudo isso as perspectivas de privatização e das concessões dos serviços de telefonia celular, e pronto. Tem-se a receita do sucesso desses papéis nas Bolsas de Valores. Sucesso, diga-se, que não é pequeno: desde março de 1995, o valor de mercado da Telebrás pulou de R$ 8 bilhões para R$ 24 bilhões.
      Mas as ações da Telebrás, segundo os analistas, ainda estão baratas. Embora tenham batido no pico recorde de US$ 78,89 (R$ 79,30) ontem, as preferenciais da companhia estão longe de seu potencial estimado: US$ 100,00 até dezembro, segundo a corretora japonesa Nomura. Para a norte-americana Merrill Lynch, em 12 meses o papel pode bater nos US$ 110,00.
      A Merrill Lynch enviou a milhares de clientes, na segunda-feira, um relatório recomendando a compra das ações da Telebrás.

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    5. Anon, o problema é que a empresa piora e até o cara vender já perdeu parte da rentabilidade, como certamente aconteceu com a Telebras. Essa idéia de selecionar WEGE3, ITUB3 e ABEV3 e puxar a rentabilidade de 20 anos é totalmente fantasiosa pois nem o investidor nem ninguém sabe quais ações vão ter a maior rentabilidade acumulada daqui a 15-20 anos.

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  20. Parabéns pela análise.
    A baixa da selic basicamente depende da aprovação das medidas do atual governo, a mais impactante nas contas é a reforma da previdência, que deve demorar algum tempo para ser aprovada. Temos eleição, fim de ano chegando, recesso congresso de fim de dezembro até início de fevereiro, carnaval talvez só ocorra aprovação em abril/maio. Por isso, que apesar da possível baixa da selic, ela deve ser gradativa mantendo a renda fixa, ainda, atrativa.

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    1. Pra mim o maior problema é o tamanho da dívida pública, que a meu ver em 2018 vai ficar em cerca de 80-90% do PIB, com isso o serviço da dívida fica em 8-15% do PIB, é um valor altíssimo e que se o governo não fizer um superavit primario forte só vai piorar, sendo que a expectativa do mercado é de superavit primario só lá pra 2020.

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  21. VR,
    Para ter um estudo justo voce teria de comparar com boas empresas pois IBOV = NADA
    Quais boas empresas por exemplo:
    ABEV
    CIEL
    EGIE
    GRND
    LREN
    ITUB
    ODPV
    WEGE
    etc...
    No seu texto voce mesmo disse que a ABEV subiu pouco esse ano, mas para ser justo teria que comparer ela nos ultimos 20 anos no seu estudo contra CDI. O resultado muda totalmente. Voce poderia colocar ABEV no seu estudo no longo prazo?
    Quanto a como saber quais empresas serão boas no futuro, não há garantia de nada. Mas empresas boas tendem a continuar boas. E basta um estudo de balanço anual para acompanhar, se ficar ruim pula fora e troca por outra.

    Se RF batesse boas empresas ninguém investiria na bolsa, todos iriam para RF. O Mercado não dá nada de graça em nenhuma modalidade de investimento.
    RF é bom sim mas claro que boas empresas tem maior risco e maior retorno no longo prazo.
    abs
    Anon.

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    1. Anon,

      Você quer mesmo que eu faça um "cherry picking" das empresas que tiveram sucesso pra fazer a análise? Você acha esse método correto? Você acha que todas essas empresas vão ter retorno acima do índice nos próximos 15 anos? Vou pegar então também o título de renda fixa com maior rentabilidade e utilizar também ao invés do CDI, não faz sentido.

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    2. VR,
      Seguindo a sua linha fiz algumas simulações. O CDI deu os 16,23%, o IBOV deu 12,25%.
      Na minha simulação, uma carteira de boas empresas dá algo como 20% a.a., o que é bem acima.
      A ntn-b 2050 daria algo como ipca + 6% ou a grosso modo 6,63% + 6% = 12,63%.
      Minha conclusão é que boas empresas dão maior retorno (o que é natural) mas de fato ntn-b é bem atrativa pelo retorno ser muito bom, não requer analise nem acompanhamento.
      Obs: No texto voce comentou sobre ABEV este ano por isso falei que para que fique justo é preciso colocar ABEV em 20 anos.
      Por fim penso que essas e mais algumas empresas tendem a ter retorno acima do indice pela gestão, divida, etc... mas nada é garantido.
      Abs!
      Anon.

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    3. Anon, a questão de sempre é saber quais vão ser as boas empresas daqui a 15-20 anos. Em 2007 Petrobrás era uma excelente empresa, lucros consistentes, dívida controlada, PL de 15, estaria no portfólio de quase todos os fundamentalistas, aí ela piorou e até o investidor vender ele já diminuiu o lucro ou tomou prejú. Outra que aconteceu a mesma história numa escala bem menor foi a Randon (RAPT4), lucros consistentes até ficar ruim. Outra que está piorando é Natura, ainda não é ruim mas tá com rendimento negativo nos últimos 4 anos, como fica a rentabilidade do investidor? Vende e assume o prejuízo e segura com o risco de pegar a faca caindo?

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    4. PETR, VALE, USIM, RAPT são tds empresas cíclicas, que, para muitos, não são opções interessantes para longo prazo.

      Quanto a NATU, o investidor tem que acompanhar os seus fundamentos, que, embora tenham piorado, ainda não são ruins. Se ficarem ruins, melhor sair. Se estiver diversificado, não tem problema algum perder em uma empresa.

      Isso é renda variável. Não se ganha todo dia, nem se ganha com todas as empresas. Mas, no geral, se as empresas são boas, tendem a continuar boas. E as boas vão render acima da RF.

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    5. A questão é essa anon, em média as ações performaram menos que a renda fixa, empresa não-cíclica possui a mesma expectativa de retorno de uma empresa cíclica, uma empresa boa hoje não significa que será boa no futuro. A Natura está com um retorno anualizado (CAGR) dos últimos 10 anos em 5%. Justamente por uma questão estatística você vai perder em algumas empresas o que vai jogar seu retorno pra baixo, e na média nos últimos anos foi inferior a RF. Isso de que empresa boa tende a continuar boa é gospel do Bastter que não possui base científica nenhuma, VALE, PETR, USIM, NATU, BRKM, CSNA eram todas empresas boas em 2006.

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  22. VR,
    Valuation é um conceito bem complexo. Que conta voce faz quando diz que um valuation esta caro? Somente PL? Isso não é muito superficial?
    abs,
    anon.

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    1. É superficial mas é o suficiente pra analisar a taxa de desconto relativa da época.

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  23. Parabéns pelo blog! Descobri há um mês e li a maioria dos seus posts, assim como algumas de suas sugestões de livros (menção especial para Little Book of Common Sense Investing).

    Que conselho teria para um estudante universitário de 18 anos que começou a se interessar por investimentos esse ano? Tenho 10.000 para investir que provavelmente vou por em PIBB11, mas gostaria de um conselho mais voltado para a mentalidade e para como planejar o futuro.

    Novamente, parabéns mesmo. És uma inspiração!

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    1. Fernando, obrigado! A idéia é fazer tudo com muita calma, focar na educação para fazer bons aportes e não cometer erros por afobação!

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  24. Opa VR.

    Uma estratégia de 3 fundos que achei no livro seria:

    1- MSCI World, o ativo sendo o VWRD da Vanguard. (ele paga só 9% de impostos) e tem um yield de 2% e não tem taxa de adm. Não achei um parecido com ele sem yield algum.

    2 - O ETF do seu país (que no caso aqui seria o pibb11), claro que sabemos que isso é lixo (poderia substituir pela sua carteira de ações daqui) ou entao o VUSA. (Vanguard SP500 Irlandês)

    3 - O principal fundo de bonds do seu país ( que aqui seria no caso TD mesmo)

    Então ficaria 1/3 em cada, a verdadeira carteira do preguiçoso. Muito boa por sinal.

    Abraço

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    1. Olha essa página da Vanguard:

      https://www.vanguard.co.uk/documents/adv/legal/excess-reportable-income-accumulation-shareclass.pdf

      Todos sem distribuição de dividendos.

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    2. Excelente Frugal. Essa idéia aí é o famoso "Three fund portfolio" da galera do Bogleheads, é bem interessante.

      O VUSA distribui dividendos, já tinha olhado ele.

      Muito bom esse link, pelo que vi são os mutual funds ingleses da Vanguard, depois olho com calma, fiquei supreso de ver mutual funds de bonds sem distribuição de dividendos. A IB permite a compra desses mutual funds ingleses? Tem que ver internamente a tributação do fundo também, se ele for domiciliano no UK, e ver as discount brokerages européias com relação aos custos de aquisição desses mutual funds, deve ser um esquema diferente dos ETFs.

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    3. Frugal,

      também estou pesquisando fundos sem distribuição, tentando minimizar gastos com impostos. De todo modo, aparentemente, o retorno de ambos os tipos de fundos parece similar.

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  25. VOcês o Brasil adotasse juros negativos como as NTNBs seriam afetadas?
    Bira

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    1. O Brasil não conseguiria mais financiar a dívida, a bolsa e ifix iriam estourar bem como as NTNBs longas.

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    2. O VR, como seu all-in ntn50, ia ficar bilionário.

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    3. Esse seria um dos pouquíssimos cenários fantasiosos em que eu venderia antecipadamente minhas NTN-Bs.

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  26. VR, Quando vc fez o aporte "all in" nas 2050, como foi essa compra? Pergunto porque o limite de aplicação mensal é de 1milhão, correto? E vc tem 3milhões. Foram 3 compras? Abraço

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    1. Investi cerca de 1.7 mi em NTN-B dividido entre 2-3 meses.

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  27. ótimo Post amigo!
    Demorei um pouco para ler, mas adorei a pornografia rsrsrs
    Como não tenho muita grana, estou aproveitando os juros astronomicos para juntar dinheiro no SELIC.
    Apesar da projeção do banco central, acredito que a SELIC não irá cair muito, ao menos para o próximo ano, mesmo assim preciso começar a diversificar e aumentar meus rendimentos
    Alguma dica? Rendimentos em ações é uma boa? acha que a bovespa passa os 60mil em 1 ano ou vai ficar flutuando nessa margem?

    Aproveitando me add ai no blogroll ;)

    Abraços,
    https://oriquinho.wordpress.com

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    1. Sem dica pra dar, Riquinho, minha bola de cristal nunca funciona muito bem rs!

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  28. bom dia! VR.

    depois que tu migrou tudo para Tesouro, você analisou o quanto tu teve de rentabilidade na tua trajetória? em cada classe de aplicação? no teu caso valeram a pena as ações ou o fundo daria o mesmo resultado?

    abraço.

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    1. Tenho sim esses dados Leandro, desde 2011. Acho que nesses 5 anos minhas ações tiveram rentabilidade negativa, bateram o Ibov mas perderam pro Ibrx-50, os FIIs acho que bateram o Ifix e a renda fixa deve ter batido o CDI. Quero fazer um post rápido sobre isso. Rentabilidade da renda fixa já superou os 100% e do portfólio acho que estava em 6-8% a.a.

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  29. Quando vejo este tipo de comparação sempre questiono se os dividendos foram considerados de alguma forma taxa de crescimento das ações. Porque se o IBOV cresceu a uma média de 12% aa mas distribuiu uma média de dividendos de, suponhamos, 5% aa, isto permitiria ao investidor reaplicar estes rendimentos e passar a receber, já no segundo ano de aplicação, tanto a valorização média de 12% aa quanto os dividendos sobre uma base maior. No final isto poderia permitir que o IBOV superasse o CDI, não é?

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    1. O ibov considera os dividendos e jscp, é um índice de retorno total ao contrário do s&p 500 p.ex.

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  30. Vc no está mais colocando sua atualização mensal VR? Cara sem vc na net eu viro um nada!! estou esperando ansiosamente sua atualização!Eu agradeço imensamente por existir seu blog depois que passei a te acompanhar me transformei em outra pessoa vc me ajudou demais obrigado!

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  31. VR,

    Se analisarmos qualquer gráfico descontado de empresas que se mantenham lucrativas e com dívida controlada ao longo dos anos (ABEV, CIEL, ITUB, BBDC, WEGE, UGPA etc), chegaremos à conclusão de que a rentabilidade anual delas é aproximadamente o dobro da renda fixa.

    Vc chegou a fazer alguma espécie de comparação desse tipo antes de decidir por investir na RF?

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    1. A questão Anon é que essas são empresas que HOJE e que NO PASSADO se mantiveram lucrativas e com dívida controlada. O que precisamos saber é quais são as empresas que terão essas características no futuro, e isso é impossível saber hoje. A Natura é um exemplo perfeito, em 2006 valia R$19,76 já descontados os dividendos, hoje vale R$32,00, isso dá um retorno anual de 5% o que não cobre nem a inflação do período. Nada garante que essas empresas não vão ter uma queda, andar de lado ou crescer muito pouco durante o período. Petrobras em 2007 era uma empresa lucrativa, com dívida controlada e com lucros crescentes...

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  32. VR,
    Olha só o que achei no seu blog.
    Se vc tivesse investido desde o inicio da sua jornada apenas em renda fixa teria um patrimônio maior hoje, certo?
    Me explique pq o bastter detona tanto a nossa tal renda fixa.

    https://www.bastter.com/mercado/grupos/Forum.aspx?g=107&t=799417

    http://viverderenda.blogspot.com.br/2009/07/comparacao-das-rentabilidades-do-cdi-e.html

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    1. Anon, sinceramente não foi isso que entendi do texto do Bastter, ele só diz corretamente que o que importa é o juro real, então 5% a inflação de 1% é melhor do que 14% a inflação de 11%. Já vi o Bastter errar profundamente ao ignorar pequenas diferenças de yield em um prazo longo em várias oportunidades, mas não foi o caso atual.

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  33. Então ações , só pra trade ? Mas os diretores das empresas não deveriam parar de trabalhar e colocar a grana só na renda fixa ? Ou será que os balanços são maquiados ? Valeu pelo excelente material !

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  34. Na realidade o " investidor " societário de uma empresa , não estaria sendo ludibriado por uma propaganda enganosa de rentabilidade a longo prazo, por um pessoal que se vale de vender cursos, livros, assinaturas e palestras além de assessorias no intuito de captar financiadores que se imaginam sócios ?

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  35. No caso dos aportes, a renda variável em cenários de queda acentuada, permitindo comprar mais ações , não permitira uma virada de índice sobre o cdi,num momento de recuperação da bolsa ?

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  36. VR, achei ha pouco tempo seu blog e tenho lido ele desde o começo. Mas diante do nosso cenário atual de taxas de juros elevadas fiquei curioso e vim ver qual estratégia vc estaria usando no momento. Foi aí que vi que migrou tudo para a RF. De forma alguma quero criticar sua decisão,mas confesso que isso me desanima em aprender tanto sobre os mercados para no fim chegar a conclusão que no Br o negócio eh manter td na renda fixa mesmo.

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