segunda-feira, 30 de abril de 2012

Atualização Mensal: Abril 2012

Mais um mês completado e mais um mês em que nada consegui aportar, verbo esse que aliás não conjugo desde janeiro. No entanto, isso não me preocupa uma vez que, quando eles voltarem, será com força total (ou não).

No mais, esse foi um mês que, ainda que forçosamente, consegui me desligar um pouco dos meus investimentos e passei uns bons dias sem sequer saber como tinha fechado o Ibov, o que é um bom sinal pra quem sofre de graficus conferentitis.

Valores:


Esse mês não fiz nenhuma alteração no portfolio, salvo a compra de 13 EDFO11B por R$215,00 cada como reinvestimento parcial dos dividendos/aluguéis recebidos, motivo pelo qual sequer me dei ao trabalho de mostrar meu portfolio detalhado que continua felizmente igual.

Esse mês foi gordo em termos de dividendos, largamente por conta da bonificação da Oi e em menor grau pelas smalls/micros FJTA4, DAYC4 e CGRA4.


Gráfico:


Houve underperformance tanto do portfolio MLV quanto do SMV, causados respectivamente por BBAS3 e BICB4/MGEL4.

Ainda assim, graças à costumeira diversificação o nabo entrou mais devagar e consegui  permanecer acima dos R$600.000 acumulados.

Lembrem-se, povo, paciência e persistência são fundamentais.

Rumo ao milhão, a cada dia mais distante!

sábado, 31 de março de 2012

Atualização Mensal: Março 2012

Mais um mês completado e mais um mês em que nada pude aportar devido a gastos com Ipads, Iphones e carro novo (haha, quem dera), restando-me a árdua tarefa de queimar paulatinamente o colchão de segurança e reinvestir parte dos aluguéis e dividendos.

Apesar dos pesares, foi um bom mês para o meu portfolio, com apreciação mensal líquida de 1,76%, o que significa que estou ~R$10.600,00 mais rico.

Seguem os gráficos usuais:


Overperformance tanto do meu portfolio mid-large cap quanto das small-micro caps. Destaque negativo pro Ibov que ainda está num valor inferior de 13 meses atrás e positivo para os FIIs, cuja performance recente se deveu largamente à troca do FEXC11B pelos MBRF11 e CNES11B.



Portfolio inalterado, gastei uma única corretagem comprando 1 quota PRSV11 (FII) por R$1.180,00 como reinvestimento parcial dos aluguéis/dividendos recebidos.


Coloquei a volatilidade histórica dos portfolios na tabela, que agora está bem completa. Notem como a volatilidade dos FIIs é bem menor que a das ações, mesmo possuindo menos ativos. Apesar da discussão que existe acerca dos REITs lá fora, não tenho dúvida que trata-se de fato de uma classe diferente de ativos, mesmo sendo negociada em bolsa.

Vejam também como a volatilidade da renda fixa é praticamente inexistente, já que ainda não invisto diretamente em títulos e portanto não estou sujeito às mudanças da taxa de juros, mas também não tenho liquidez.

Vejam que a volatilidade do portfolio é menor que a volatilidade dos ativos ponderados, conclusão óbvia da diversificação de ativos que não são perfeitamente correlacionados (finanças 101).

Notem também que, mesmo sem receber juros da renda fixa, estou conseguindo gerar uma renda passiva anual acima de 4% a.a., quem sabe no longo prazo consiga viver apenas de dividendos/aluguéis/juros caso o yield permaneça semelhante até lá, e quando chegar nos 80 queimar metade do portfolio com ferrari(s), mansão e panicats pobretão-style. Pense em consumo ineficiente.

Por fim, vejam que já ganhei quase R$2.500,00 só em aluguéis de ações! Trocadinho bom!

Espero poder aportar alguma coisa em abril, pois quero chegar ao milhão ainda esse ano! Tá difícil, mas vamo que vamo!

Atualização Mensal: Março 2012

quinta-feira, 1 de março de 2012

Atualização Mensal: Fevereiro 2012

Conforme previsto na atualização de Janeiro, esse foi o primeiro mês desde que comecei a investir de forma séria (início de 2008) que eu não fiz qualquer aporte. Ainda assim, graças ao bom desempenho do portfolio eu superei a marca dos R$600.000,00 investidos. Não sei se conseguirei fazer algum aporte no mês de março.

Seguem os gráficos usuais:


Overperformance frente ao MLCX, underperformance pro SMLL e IBOV. O pior desempenho nos 12 meses desde que comecei a acompanhar a performance do portfolio vai para o Ibov, com -2,33% no ano. Segue a performance dos portfolios de fev/11 a fev/12:

Ibov: -2,33%
MLV: +0,68%
MLCX: +1,31%
SMV: +1,77%
SMLL: +6,91%
RF: +15,05%
Imoveis: +20,76%
Portfolio VR: +6,41%

Portfolios detalhados:


Investimento de dinheiro de venda na CGRA4 na compra da própria CGRA4 a R$12,8X e dos dividendos e aluguéis em 17 quotas CNES11B a R$111,75 cada.

Valores:


Rumo ao milhão.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Atualização Mensal: Janeiro 2012

Mudanças à vista!

Em virtude de mudanças no meu trabalho, os aportes passarão a ser esporádicos e de valor variável. No entanto, uma coisa tornou-se óbvia: a necessidade de risco diminuiu consideravelmente e, da mesma forma que ocorreu em fevereiro de 2011, mais uma rodada de "conservadorização" se fez necessária. A alta recente do Ibov tornou essa decisão ainda mais fácil.

De acordo com minha política pessoal de investimento, eu previ um aumento gradual na alocação em RF e em Imóveis com o aumento do portfolio. Como tudo indica que esse crescimento deve ser acelerado em 2012 (objetivo de 1 milhão no fim de 2012), comecei desde já a diminuir a volatilidade do portfolio, objetivando o portfolio chamado "1/n", ou "naive diversification", em que se divide em partes iguais cada classe de ativo. Como invisto em 3 classes, são 33% do portfolio por classe.

Pesquisa realizada anteriormente durante a elaboração do IPS no portfolio 1/n:

  • Optimal Versus Naive Diversification: How inefficient is the 1/n Portfolio Strategy?
  • Approximating the Numeraire Portfolio by Naive Diversification
  • 1/N and Long Run Optimal Portfolios: Results for Mixed Asset Menus

Vamos às mudanças:


Portfolio de ações:


33% de cada portfolio de ações deve possuir ações defensivas, daí o investimento em CLSC4, COCE3, EQTL3 e CSMG3 e o desinvestimento em ENBR3 e CESP6.

Em virtude do aumento do investimento de imóveis foram liquidadas as posições indiretas em imóveis (BRML3, GFSA3, BISA3, EVEN3, RSID3), além de conferir alguma proteção contra uma eventual bolha imobiliária.

Foram liquidadas também ações com variação elevada de lucros/lucros recorrentes negativos (POSI3, PMAM3, INEP4(A 2,85!), MRFG3, JBSS3 (A 6,94!), SULT4, BRKM3, CTNM4, SGPS3), com exceção de ações cuja desvalorização compense a variação (MGEL4, FJTA4, TERI3, SFSA4). A base dessa decisão também foi a de diminuir o risco do portfolio, ainda que sacrifique em parte o retorno.

Foi feito um aporte maior em BBAS3 por razões puramente de valuation (Cresc. rec. ok, div yield alto, pvpa baixo, pe baixo), a 23,XX cada.

Todas essas mudanças foram feitas no mês de dezembro, portanto no geral vendi barato e comprei barato, principalmente FJTA4, MGEL4, TERI3 e BBAS3.

O foco continua o mesmo: ações com baixo p/vpa, com menor foco em seguir o índice (principalmente o SMLL) e portanto mais sujeito a tracking error, além de menor volatilidade por conta da alocação maior em ações de saneamento/elétricas.

Imóveis:

Liquidei completamente minha posição em FEXC11B puramente por uma questão de yield (~0,6% a.m. real) a R$109,99 cada, e com esse valor comprei R$10.500,00 de CNES11B a R$105,00 cada e R$30.720,00 de MBRF11 a R$1.024,00 cada, além de um aporte menor de 10 FPAB11 a R$315,02 cada (não está no gráfico por erro meu) A aporte maior em MBRF11, assim como em BBAS3, ocorre puramente por questão de valuation. O objetivo é possuir 15 FIIs no portfolio.

Renda fixa:

Foram adquiridos R$44.000,00 em CDBs do banco Ficsa com vencimento em janeiro de 2016 a uma taxa de ~12,29% a.a. (valor final será de R$69 mil reais, portanto integralmente dentro da proteção do FGC). Já estou com quase 100k em Renda Fixa, e o objetivo é 33% do portfolio.

Portfolio e resultados:


Em geral o mês foi excelente para todos os portfolios, em especial para o MLV, que mesmo investido pesadamente em ações defensivas conseguiu superar o índice MLCX, apesar de perder para o Ibov. Já o SMV perdeu feio do SMLL e devolveu quase que integralmente a overperformance que teve em dezembro.

Como resultado, estou com quase R$580.000,00 de patrimônio e o portfolio teve um crescimento orgânico de ~+5% e de ~14% graças ao aporte de R$44.000,00 feito em renda fixa. Ao que tudo indica não farei mais nenhum aporte em bolsa esse ano, salvo rebalanceamentos internos. Obviamente também não farei nenhuma venda de ação para obter o portfolio 1/n, já que a existência desse tipo de portfolio está condicionada à existência de aportes elevados.

Não há expectativa de aporte no mês de fevereiro, salvo o reinvestimento de dividendos e aluguéis, já que estou com sérios problemas de fluxo de caixa!

Rumo ao milhão!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Como escolher uma mulher para namorar/casar

Apesar desse ser um blog focado em investimentos/finanças pessoais, durante os 2 últimos meses praticamente só se discutiu sobre uma coisa nos comentários: mulher. A escolha da parceira é, de fato, a decisão financeira mais importante da vida de qualquer homem e que, tratando-se de dinheiro, deve ser analisada ao menos em parte com a mesma racionalidade que analisamos um título NTNB ou a meretriz da GFSA3, e é nesse ponto que muita gente faz péssimas decisões que trarão consequências catastróficas pelo resto da vida.

O ponto inicial é saber que, ao contrário do que prega o feminismo, existem diferenças fundamentais entre homens e mulheres. Ao contrário do que prega a misoginia, não acredito que as mulheres devem ser objeto de ódio ou desprezo, mas sim haver o reconhecimento de que não somos iguais.

Ao contrário dos homens, as mulheres são muito mais dependentes da sua aparência física para atrairem o sexo oposto. Já estes conseguem atrair mulheres através de dinheiro e poder. Essa opinião minha tem base puramente empírica que pode ser corroborada por qualquer pessoa que vive em nossa sociedade.

Do fato acima surge uma verdade inconveniente: existe uma clara tendência de valorização dos homens com o tempo e de desvalorização das mulheres com o tempo. A tendência dos homens, ainda mais nós que poupamos, estudamos e investimos o nosso suado dinheiro, é de nos tornarmos mais ricos a cada dia. Por outro lado, o tempo torna as mulheres a cada dia mais feias.

Será por isso que elas querem nos comprar (casar) e nós queremos alugá-las (namorar)?

Além disso, pelo fato das mulheres serem seduzidas pelo dinheiro, existe uma tendência natural das mesmas serem um eterno agente destruidor das riquezas criadas pelo homem, agindo como um título de renda fixa com rentabilidade negativa em troca da sua companhia.

Cria-se, então, um dilema: se de um lado o objetivo de cada um que lê este blog é de aumentar o patrimônio a cada dia, as namoradas/mulheres tendem a diminuir este mesmo patrimônio. Existem, portanto, algumas opções ao homem:

  1. Assumir que é otário e continuar sendo o caixa automático da mulher
  2. Tentar mudar as características da mulher (boa sorte!)
  3. Largar a âncora

Para a pessoa solteira, existe a estratégia discutida amplamente nos comentários da eterna solteirisse + prostitutas/amantes. De um lado ganha-se liberdade e dinheiro, do outro perde-se responsabilidade e a ligação emocional. Creio que essa estratégia é plenamente válida, assumidos os riscos de no futuro o indivíduo ser uma pessoa velha, rica e praticamente sozinha (não acredito em amizades fora da família/matrimônio).

Talvez uma estratégia mais interessante seja a de escolher as raras mulheres que ganham o mesmo/um pouco menos que o homem e que visualizem valor no homem além do dinheiro. É importante frisar que a mulher sempre vai olhar pro dinheiro do homem, SEMPRE. A questão aqui é você não ser reprovado nesse quesito e possuir outras qualidades para que a mulher aceite ter você como parceiro. No entanto, a mulher também deve possuir qualidades, sob risco do homem perder uma quantia significativa do seu patrimônio com divórcio, pensão alimentícia e eterno subsídio do padrão de viva feminino:
  • Caráter. Se o homem pegou a mulher na mentira algumas vezes é sinal que a mesma não é digna de confiança e que portanto não serve como companheira.
  • Passado. Se a mulher ou tem um passado nebuloso ou com histórico de bebedeiras, relação com diversos homens e que de uma hora pra outra "mudou", é sinal de que você tem um potencial enorme de chifre ou de risadas por trás de centenas de homens que pegaram sua então mulher facilmente.
  • Constante subsídio. Esse é o fator fundamental para o homem saber se ele é o cartão corporativo da mulher. Se a mulher diz que não liga pro dinheiro do cara, que tal cortar as viagens internacionais pagas integralmente pelo homem? Os jantares em bons restaurantes? Roupas?
  • Desnível acentuado de renda. Se você ganha R$20.000,00 e a mulher ganha R$2.000,00, o homem está fadado a levar um padrão de vida de no máximo R$11.000,00, e de cair na mesma questão do constante subsídio acima. Pra mim já basta o governo de sanguessuga.
  • Inteligência/Interesses em comum. Lembre-se: a mulher a cada dia fica mais feia, e logo chegará o dia em que não restará beleza alguma nela. Se não houver diálogos interessantes/interesses em comum, que incentivo o homem terá de ficar com uma mulher burra E feia?
  • Apreciação por coisas supérfluas/síndrome de princesa. Se a mulher se vangloria com as amigas das viagens pagas pelo macho ou do caro presente X recebido é porque as prioridades dela estão nas coisas que o homem proporciona e não no homem em si.
  • Inabilidade em poupar. Se a mulher mesmo que tenha uma renda boa mantiver constantemente saldo negativo ou contas em atraso é um sinal claro de descontrole financeiro, levando a uma parceira que, apesar de não diminuir, em nada agrega ao patrimônio do casal.
Portanto, se a mulher tem um passado sombrio, mente/já mentiu algumas vezes pra você e não é digna de confiança, ganha muito menos que você, não poupa um centavo e ainda depende constantemente dos seus aportes para suas atividades de lazer é sinal de que existe (muita) coisa errada no seu relacionamento, e que o futuro dificilmente terminará diferente de um divórcio, pensão alimentícia e um homem profundamente arrependido das escolhas feitas no passado.



Edit: Relevante.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Atualização Mensal: Dezembro 2011

Acabou 2011. Ano péssimo para a bolsa, ótimo para renda fixa e imóveis. Mudanças significativas no horizonte, parte delas já implementadas. Sem tempo para o blog ultimamente. Segue gráfico e tabela:



Pelo menos uma vez na vida overperformance significativa tanto no SMV quanto no MLV e, graças ao aporte do mês (FII FPAB a 310,00), terminei o ano acima dos sonhados 500k. Sou um "meio-milionário". Grande merda, eu sei.

Sobre 2011? Achei o ano uma bosta, sem tempo para as coisas, estressante, mas muito bom financeiramente, apesar da bolsa negativa.

Meta para 2012? Sei lá, talvez 1 milhão.

Previsões? Minha bola de cristal continua embaçada como sempre.

É isso pessoal, to meio monossilábico hoje.

Rumo ao milhão!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

500K

Pode ser temporário, posso deixar de ser "meio-milionário" pelos próximos 10 anos, mas a realidade, HOJE, é uma só...




Até 2012, povo!

Rumo ao milhão!!!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Voltando ao Básico III: Diversificação

"Cada investidor deve dividir seus recursos em três partes. Um terço deve ser investido em terras, um terço em negócios e o terço restante deve ser guardado como reserva de valor" - Talmud

Após ler texto criado pelo Zé intitulado "Diversificação é para os fracos" indicado pelo leitor Alex nos comentários, minha reação foi surpresa (pra não dizer revolta) em mais uma vez vermos informação errada sobre finanças sendo propagada por aí. Portanto, espada em punho, vamos trazer a verdade de volta!

Concorde comigo ou MORRA nas mãos de INEP4 e TOYB4!!!

O problema todo encontra-se nesses parágrafos, abaixo reproduzidos:

"Sim … não te contaram isso ? Espalhar o seu capital no mercado de ações em trocentas empresas não criará uma carteira diversificada. Quer ver ? E se amanhã o Mercado de Ações como um todo desabar 90% ? Ok, algumas ações cairão mais do que as outras … mas num índice de queda forte deste jeito convenhamos que todas se aproximariam de 90% de queda também. Concorda ?

Claro ! Todas elas continuam enfrentando os riscos inerentes ao Mercado de Ações como um todo ! Quer diversificar ? Que ao menos divida seu patrimônio entre formas diferentes de investimento !! Coloque 25% em ações (divida entre algumas ações se quiser … fazer o quê ?), 25% em ouro, 25% em imóveis e os outros 25% na renda fixa (poupança, títulos do tesouro, CDB). Isso sim seria diversificar …

Consegue ver que cada parte do seu patrimônio estará sujeito a diferentes “forças” ? Cada um destes 4 mercados andam de forma “independente”. (na verdade alguns costumam andar literalmente na direção oposta do outro)

Diversificar entre várias ações pode até ser confortável psicologicamente falando … mas para o seu dinheiro trará somente um retorno menor."


O texto acima, resumidamente, informa ao leitor que a única forma de diversificação correta seria entre classes de ativos, devido à forte correlação entre ativos de uma mesma classe (uma ação para outra, por exemplo) e baixa correlação entre classes diferentes (um imóvel para o dólar, por exemplo).

Em um artigo que escrevi há quase 2 anos sobre diversificação entre ações coloquei um gráfico muito interessante que mostra de maneira bem prática o benefício da diversificação intra-classe em ações, que segue novamente abaixo:

Esse gráfico é o clássico dos clássicos no que tange a diversificação do risco entendido como desvio-padrão, inspirado pelo texto de Evans e Archer (Diversification and the Reduction of Dispersion: An Empirical Analysis, 1968), que é considerado pedra fundamental desse entendimento.

Vamos ver na prática como fica o desvio-padrão com o número de ações adicionadas. Segue tabela retirada de Statman (How many stocks make a diversified portfolio, 1987), por sua vez retirado de Elton e Gruber (Modern Portfolio Theory and Investment Analysis, 1984):

Como vocês podem ver, adicionar ~15 ações já diminui em mais da metade o desvio-padrão do portfolio. Tudo isso tendo a mesma expectativa de retorno. O mercado obviamente sabe disso e, portanto, NÃO recompensa você por esse risco. Ele presume que, se você possui PETR4, ela está dentro de um portfolio de ações diversificado. Esse risco "extra" é o chamado risco não-sistêmico, que repito NÃO é recompensado pelo mercado.

Para piorar a história, devido à obliquidade do retorno das ações explicado aqui, se você possuir um número pequeno de ações há MENOS de 50% de chance de se igualar o retorno do mercado, pois quanto menos ações você tiver maior será a dispersão do resultado. Imagine que você tenha 3 ações e uma dela seja LUPA3 ou VAGR3: seu portfolio vai por água abaixo, em definitivo, sem você ser recompensado por estar tão concentrado.

O canto da sereia, no entanto, é outro: estude, dedique-se, leia muitos balanços que você será recompensado escolhendo empresas ótimas e tendo retornos excelentes! Para que investir em 30 empresas se você pode escolher as 3 MELHORES empresas do mercado?

A verdade, infelizmente, é que ainda não é possível prever o futuro lendo balanço, relatório, newsletter, etc. Nesses meus anos de estudo aprendi que nada pode ser feito além de manter os custos baixos, diversificar e, no máximo, expor-se à fatores adicionais de risco (tamanho, valor (pvpa, pe, peg, etc.), momentum, liquidez, losers, etc.). O mercado te recompensa pelo risco que você corre e não pelas horas que você estuda. Somos todos ignorantes quanto ao futuro.

Para aqueles que conseguem prever o futuro, no entanto, eu recomendo se dedicarem a coisas mais úteis...

4-8-15-16-23-42

Rumo aos 500k!

domingo, 11 de dezembro de 2011

Desiludido com a Teoria Moderna do Portfólio

Sendo direto:

  • Por que a correlação presume-se constante quando na verdade ela aumenta nos piores momentos possíveis?
  • Por que o modelo não é escalonado por uma função desigual da utilidade econômica? Em outras palavras, por que o primeiro milhão vale o mesmo que o centésimo, sendo a realidade bem diferente? (até certo ponto corrigido pela Post-MPT/Fishburne)
  • Por que portfolios otimizados pela MPT muitas vezes possuem os piores índices sharpes subsequentes? Cheiro de data mining.
  • Talvez o ponto mais importante, central de toda a teoria financeira moderna: por que a expectativa de retorno de qualquer classe de ativo presume-se constante quando na verdade a mesma é modificada a depender do valor presente? Comprar o índice Nikkei em 1989 com PL de 95 possui a mesma expectativa de retorno de comprar o DJI com PL de 4 em 1932? Ou os bonds de 30 anos americanos que tiveram retornos de até 20% a.a. possuem a mesma expectativa de retorno de um yield atual que está em 3%? Qual das opções é a mais arriscada? Risco definido não apenas pelo desvio-padrão, mas pela capacidade que o ativo tem de produzir valor. Esse tal do risco, ô bicho estranho...