sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

A Pedra Fundamental

Esse será um post de referência que servirá como fundação para diversos outros posts no futuro. É uma simples coletânea de opiniões que possuo sobre a vida em geral e são apenas indiretamente relacionadas com finanças. Pode parecer meio desconexo ou filosofal, mas confiem em mim: é uma base necessária.

O livro é ótimo, o filme é um lixo.


Início:


- Por absoluta falta de evidência, não acredito em nenhum tipo de Deus. Para todos os efeitos, a inexistência de qualquer divindade é um fato para mim.

- A vida, portanto, é o maior bem que possuo. Sem vida não há existência nem consciência.

- Como não há nenhuma evidência de uma vida após a morte, e como nossa tecnologia ainda é bastante limitada, vejo a morte como inevitável para todos os seres humanos.

- A vida de todos os seres humanos, portanto, é uma caminhada em direção à morte. Isso também é um fato.


Ação:


- Diante disso, tudo o que temos é a nossa vida. É IMPERATIVO APROVEITÁ-LA AO MÁXIMO dada a finitude do ser.

- Como aproveitar a vida ao máximo? Aqui precisamos saber exatamente o que é aproveitar, que definirei como a obtenção de valor, prazer ou sentido à vida. Ser feliz, obter sucesso pessoal.

- É possível obter alegria e sentido em uma vida fadada à morte, pois o objetivo está no meio e não no fim.

- A felicidade, portanto, na maior parte das vezes é um "continúo" e não um objetivo final. 

- Cada um deve ter um momento introspectivo para saber em que áreas extrai valor, prazer ou sentido à sua vida. ESSE É O PRIMEIRO PASSO.

- Os seres humanos são bastante diferentes entre si, sendo que o prazer de um será o sofrimento do outro.

- A diferença entre cada um torna extremamente importante NÃO seguirmos aquilo que a sociedade espera de você em caso de divergência das suas vontades. Essa é uma armadilha com muitas vítimas.

- É preciso, portanto, respeitar a sua própria identidade. É preciso não se submeter à coação alheia que vai contra a sua identidade, a não ser que a recusa de ser coagido seja ainda mais contrária ao seu ser.

- Logo, o primeiro passo para aproveitar ao máximo a vida é saber exatamente quem você é e o que você quer. Que atividades te dão prazer? Que atividades dão sentido ao seu ser?

- Existem atividades que podem ser dolorosas/chatas mas que objetivam um bem maior futuro, como ir à academia todos os dias com o objetivo de se ter um corpo que te satisfaça, ou trabalhar para ganhar dinheiro.

- Para aproveitarmos a vida, penso que precisamos de: Tempo, Dinheiro, Saúde e Paz.

- Precisamos de tempo pois sem ele é irrelevante a quantidade de dinheiro, saúde ou paz que temos, já que não teremos oportunidade de utilizar esses atributos para extrair o valor da vida. Um exemplo clássico disso é um workaholic que odeia o trabalho e ainda assim trabalha 18h por dia décadas a fio. Uma vida desperdiçada. O que você está fazendo para obter mais tempo?

- Precisamos de dinheiro por conta tanto da própria condição humana (necessidade de abrigo, comida, sexo) quanto para conseguirmos as ferramentas para extrair valor. Exemplo disso é que nada adianta eu ter tempo, saúde e paz se passo fome ou não tenho onde morar ou não tenho dinheiro para comprar um livro caso goste de ler. O que você está fazendo para obter mais dinheiro?

- Precisamos de Saúde pois em caso de uma saúde deficiente é fisicamente limitada a capacidade de extrair valor daquilo que queremos. Pouco adianta eu ser milionário e aposentado se preciso fazer hemodiálise diversas vezes na semana, perder a visão por conta de um diabetes ou morrer aos 45 anos obeso de um ataque cardíaco. Sua vida é saudável?

- Paz. A paz de "espírito" é algo de difícil definição, mas é fácil perceber quando não a temos. É óbvio perceber que não conseguimos aproveitar bem a vida se estamos em conflito constante com uma namorada, com a família ou com si próprio. Imaginem um homem milionário, aposentado e com saúde que odeia a mulher mas não se separa por questões financeiras, gerando traições de ambos os lados, brigas e mentiras. Estreitar relações pessoais positivas e se afastar de relações negativas são mecanismos fundamentais para se obter mais. Você vive em paz?

- Nesse momento, a pessoa precisa mais uma vez parar e analisar mais uma vez a sua própria vida, e traçar uma estratégia para alcançar todos esses elementos para poder praticar aquelas atividades que trazem felicidade para ele. ESSE É O SEGUNDO E DEMORADO PASSO.

- Muitos de vocês devem estar pensando: "Porra VR, quanta conversa de maconheiro pra algo tão simples quanto "Defina o que você quer e vá atrás daquilo!"". A verdade é que acho necessário ser mais "palavroso" pois esses elementos que coloquei acima serão a base para sabermos como devemos agir em toda a nossa vida, e serão conceitos fundamentais pro que vem a seguir. Você sabe exatamente o que quer da vida e qual é a estratégia mais eficaz para obter aquilo que deseja?


45 comentários:

  1. Uma pessoa que acho que a inexistência de Deus é um "fato" só pode ter problema mental. O oposto, a Existência de Deus é sim um fato. O mundo existe com uma organização, uma ordem extremamente bela e complexa. Quem criou esse universo? De onde ele veio? E de onde vem tanta ordem, inteligibilidade e complexidade? Quem colocou a energia do universo em funcionamento? De onde vem essa energia? É necessário um ser não-causado e causante (ou seja, que deu origem a tudo o que é criado, mas ele próprio é incriado), extremamente inteligente (capaz de criar ordem, beleza, o universo é extremamente matemático) e onipotente (deve ter poder absoluto para criar tanta energia) para isso. E a isso chamamos de Deus. Isso sempre foi crido em todas as civilizações, culturas e épocas.

    Repetindo para ficar mais claro:

    Primeiro argumento: Tudo que existe tem uma causa. É necessário que haja uma causa primeira que por ninguém tenha sido causada, pois a todo efeito é atribuída uma causa, do contrário não haveria nenhum efeito pois cada causa pediria uma outra numa sequência infinita e não se chegaria ao efeito atual. Logo é necessário afirmar uma Causa eficiente Primeira (Deus) que não tenha sido causada por ninguém.

    Segundo argumento: Existe uma ordem admirável no Universo que é facilmente verificada, ora toda ordem é fruto de uma inteligência ordenadora, não se chega à ordem pelo acaso e nem pelo caos, logo há um ser inteligente que dispôs o universo na forma ordenada. Com efeito aquilo que não tem conhecimento não tende a um fim, a não ser dirigido por algo que conhece e que é inteligente, como a flecha pelo arqueiro. Logo existe algo inteligente pelo qual todas as coisas naturais são ordenadas ao fim, e a isso nós chamamos Deus.
    Há uma ordem em todos os seres, o menor vegetal, por exemplo, tem órgãos para cada função ordenados para a preservação da espécie. Esta ordem pressupõe uma Inteligência ordenadora, pois a ordem não vem do caos e nem do acaso. Da mesma forma as letras de um livro não são colocadas ao acaso. Logo a ordem existente no mundo prova a existência de uma Inteligência que ordenou todas as coisas nos mínimos detalhes. É necessário que exista uma Inteligência Suprema que tenha ordenado o Universo criado.

    Esses pra mim são os dois argumentos que me bastam. Mas há vários outros tipos de argumento, basta estudar e investigar.

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    1. Antes de tudo respeito. O fato de eu ter uma opinião diferente da sua não me faz um débil mental, ou devo chamar você também de retardado por ter uma opinião diferente da minha? Estamos discutindo idéias, se você quer partir para ataques pessoais vá pra outros blogs que lá estão cheio de bonobos validando seus pontos de vista dissonantes através de um mero teclado.

      Colega, eu realmente não quero tornar esse post sobre uma discussão sobre a existência ou não de Deus. Além disso, tenho certeza que você não me convencerá do contrário nem eu conseguirei te convencer.

      Eu não quero reinventar a roda aqui, já que a discussão sobre a existência divina já foi discutida ad nauseam pela humanidade, então vamos lá:

      Você colocou 2 argumentos: O argumento cosmológico que remonta a Aristóteles. 1o Contra argumento: Por que a Causa Primeira não precisa ter causa? Segundo, por que a causa primeira não pode ser o próprio big bang? Além disso, o problema da causalidade parece estar relacionado com a própria física uma vez que foi o próprio big bang que gerou a noção de espaço e tempo, não fazendo sentido perguntar sobre tempo em algo anterior a ele. Seria o equivalente a perguntar sobre direito antes do surgimento dos seres humanos.

      Seu 2o argumento é o da beleza do universo, você mencionou também o design inteligente. Todos os argumentos biológicos são perfeitamente explicados pela biologia e a teoria da evolução de Darwin (por favor entenda teoria no sentido científico), e apesar de nosso conhecimento de física ainda ser limitado por não existir uma teoria de tudo, o modelo-padrão da física quântica bem como a teoria geral e especial da relatividade explicam praticamente tudo do universo. Além disso, existe um "bias" por aquilo que é ordenado, não verificando as inúmeras ineficiências biológicas (como o apêndice atualmente nos seres humanos) como físicas (inúmeros e inúmeros planetas completamente inviabilizados de abrigar vida).

      Fica aqui meu ponto de vista, apesar de ter certeza da inutilidade dessa conversa em convencer qualquer uma das partes. A verdade, no entanto, é que não existe qualquer evidência de qualquer ser supremo.

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    2. Acho que é fácil dizer que deus existe ou que não existe. Ambas as hipóteses são possíveis de serem reais e impossíveis de serem provadas no momento. Então tecnicamente, da no mesmo rs

      Pela ciência, o que sabemos hoje remonta a alguns pentelhessimos de partes de segundos depois do big bang. Não sabemos nada antes disso, nem sobre o momento do boom. Se podemos supor que deus é uma entidade que sempre existiu, podemos igualmente supor que o "pontinho" de massa gigantesca que deu origem ao big bang também sempre existiu. É exatamente a mesma coisa.....

      Isso não quer dizer que deus não existe ou que ele existe. Como disse em cima, não da pra provar nada. Então é questão de fé mesmo. E acreditar não impede o cara de fazer boa ciência (assim como ser ateu não impede a pessoa de ser uma pessoa medíocre cientificamente falando).

      Enfim, uma vez ouvi uma palestra no youtube de um ateu famoso e ele disse o seguinte: nas religiões atuais, todo mundo acredita em seu deus e nega todos os outros. A diferença pra um ateu é que ele nega um deus a mais.

      A frase acima é só pq achei interessante mesmo. Acho que a lição que tem que ficar sobre o assunto é que cada um deve cuidar da sua vida e respeitar as crenças dos outros. Se a pessoa acredita, OK. Se não acredita, OK também.

      Os.: não sou o primeiro anônimo, que deu uma opinião meio tosca na minha visão

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    3. VR, gostaria muito da sua opinião sobre este artigo: http://www.reasonablefaith.org/the-ultimate-question-of-origins-god-and-the-beginning-of-the-universe

      se não for possível, peço que apenas o leia

      grato!

      p.s. caso se interesse mais, segue várias sugestões de leituras:

      http://winteryknight.com/index-to-christian-posts/

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    4. Anônimo: Exato, não posso fazer uma prova negativa de Deus, da mesma forma que não posso ter certeza absoluta que papai noel não existo. No entanto posso racionalmente assumir e viver minha vida como se não existissem.

      Sonny: Li o 1o link, ele fez uma forma palavrosa do argumento cosmológico. Como falei anteriormente, o contra-argumento mais forte que vejo é que o big bang como entendemos é o início não só do espaço mas do tempo. A visão Newtoniana do tempo sem matéria foi refutada por Einstein com a teoria da relatividade, então não há que se falar de causa ou antes do big bang, já que o big bang continha toda a matéria e tempo que conhecemos. Não faz sentido falar de antes do big bang, já que não existia o tempo.

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    5. "Quem criou esse universo? De onde ele veio?"

      Anônimo, por que ele tem que ter sido criado? Por que ele tem que ter vindo de algum lugar?

      Criar, ir, vir, lugar, tempo...isso tudo são coisas humanas, definições nossas, coisas que sentimos, que faz parte do nosso ser.

      Generalizar isso como algo 'cosmológico', é ingenuidade. Se tu define teu 'Deus' por esses conceitos de nossa mente humana, teu 'Deus' é apenas um produto da tua mente humana.

      Não podemos ir além da mente humana, assim como uma formiga não vai além do ser dela, todos somos limitados, querer explicar tudo com base no que você é/pensa é de uma ignorância extrema.

      Aceitemos nossa insignificância.

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    6. Por que a Causa Primeira não precisa ter causa?

      Porque senão esse processo de causa e efeito se repetirá infinitamente, e o infinito não existe (matematicamente falando), não é lógico. Logo, é condição necessária (e lógica) haver uma Causa Primeira (Deus), o qual não foi nem causado nem criado.

      Anônimo estudante de filosofia

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    7. V.R.

      certamente você não leu o artigo todo, talvez tenha pulado para as conclusões.

      queria sua opinião sobre o seguinte recorte:

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    8. Naturalistic Objections

      Many persons will, of course, be reluctant to take on board such metaphysical baggage. But what objection is there to the postulate of a personal, causal agency beyond the universe? Some critiques may be easily dismissed. For example, metaphysician John Post obviously begs the question when he claims that there cannot be a cause of the origin of the universe, since "by definition the universe contains everything there is or ever was or will be."58 Again it is an obvious non-sequitur when he infers that because "the singularity cannot be caused by some earlier natural event or process," therefore "contemporary physical cosmology cannot be cited in support of the idea of a divine cause or creator of the universe."59

      On the other hand, Smith realizes that the metaphysician must take seriously the "more difficult question" of "whether or not the singularity or the Big Bang probably is an effect of a supernatural cause."60 What problem, then, is there with a supernaturalist perspective? Adolf Grünbaum has argued vigorously against what he styles "the New Creation Argument" for a supernatural cause of the origin of the universe.61 His basic Ansatz is based on the assumption that causal priority implies temporal priority. Since there were no instants of time prior to the Big Bang, it follows that the Big Bang cannot have a cause.62

      It seems to me that there are a number of options for dealing with this objection, one of which is to hold that the Creator of the universe is causally, but not temporally, prior to the Big Bang singularity, such that His act of causing the universe to begin to exist is simultaneous, or co-incident, with its beginning to exist. Grünbaum provides no justification for his assumption that causal priority implies temporal priority. Discussions of causal directionality deal routinely with cases in which cause and effect are simultaneous. One could hold that the Creator sans the universe exists changelessly and, hence, timelessly and at the Big Bang singularity created the universe along with time and space. For the Creator sans the universe, there simply is no time because there are no events of any sort; time begins with the first event, at the moment of creation.

      The time of the first event would be not only the first time at which the universe exists, but also, technically, the first time at which the Creator exists, since sans the universe the Creator is timeless.63 The act of creation is thus simultaneous with the origination of the universe.

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    9. The scenario I have sketched of the Creator's status sans the universe requires that the Creator be both a timeless and personal agent. But some philosophers have argued that such a notion is self-contradictory.64 For it is a necessary condition of personhood that an individual be capable of remembering, anticipating, reflecting, deliberating, deciding, and so forth. But these are inherently temporal activities. Therefore, there can be no atemporal persons.

      The weakness in this reasoning is that it conflates common properties of persons with essential properties of persons. The sorts of activities delineated above are certainly common properties of temporal persons. But that does not imply that such properties are essential to personhood. Arguably, what is necessary and sufficient for personhood is self-consciousness and free volition, and these are not inherently temporal notions. In his study of divine timelessness, John Yates writes,

      The classical theist may immediately grant that concepts such as reflection, memory, and anticipation could not apply to a timeless being (nor to any omniscient being), but this is not to admit that the key concepts of consciousness and knowledge are inapplicable to such a deity . . . . there does not seem to be any essential temporal element in words like . . . 'understand,' to 'be aware,' to 'know,' and so on . . . . an atemporal deity could possess maximal understanding, awareness, and knowledge in a single, all-embracing vision of himself and the sum of reality.65

      Similarly, the Creator could possess a free, changeless intention of the will to create a universe with a temporal beginning. Thus, it seems that neither self-consciousness nor free volition entail temporality. But since these are plausibly sufficient for personhood, there is no incoherence in the notion of a timeless, personal Creator of the universe.

      All of the above objections have been offered as attempted justification of the apparently incredible position that the universe sprang into being uncaused out of nothing. But I, for one, find the premisses of those objections far less perspicuous than the proposition that whatever begins to exist has a cause. It is far more plausible to deny one of those premisses than to affirm what Hume called the "absurd Proposition" that something might arise without a cause,66 that the universe, in this case, should pop into existence uncaused out of nothing.

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    10. Sonny,

      Li sim. Você entende o conceito de superposição em mecânica quântica, em que foi provado que a causalidade é rotineiramente quebrada em níveis quânticos? O universo não precisa de uma causa, aliás a própria palavra causa já implica temporalidade, algo impossível antes do big bang. Você tem certeza que não está procurando argumentos pra justificar sua crença emocional? O argumento cosmológico tenta justificar no máximo um deus deísta, daí pro teísmo é um pulo tão gigantesco e sem absolutamente nenhuma ponte pra ligar os dois pantos. Já que estamos argumentando na base do ctrl-c ctrl-v, segue minhas objeções:

      Follow me: If everything has to have a cause, then the "First Cause" should, too. If causality isn't absolute, then a "First Cause" isn't necessary. Occam's Razor.
      If you try to argue that the "First Cause" is exempted from the rule by an arbitrary definition, then you are required to qualify that exemption with evidence, or you are guilty of Special Pleading.
      Essentially, the argument is self-defeating.

      I personally always found the Cosmological Argument very strange. One of its premises is "whatever begins has a cause". Why? Where does that law come from? And more importantly, why would that law bound the universe itself? I saw William Lane Craig justify it by "no one disagrees with me on this one" and "it makes sense", pretty weak justifications IMO. I can perfectly imagine a universe without cause. Moreover, I cannot name anything that has one one cause, every event has always multiple causes, some weaker than others. Wouldn't this imply polytheism? It comes from a lazy, simplistic, overly anthropomorphized understanding of physical causality and a complete ignorance of anything even remotely resembling quantum mechanics.

      The standard model describes the big bang as a development from a singularity. Was that singularity eternal? Did it develop in or from a different universe? No-one knows. And I doubt we will, because the huge energy density within the singularity probably erased all traces of anything leading to it. To me, it's not clear what "before the big bang" means, or if the question even makes sense.
      An "eternal" universe (which might just mean it's been here since time existed) certainly doesn't make less sense than an "eternal" god. Many religions claim that the nature of their god is inscrutable (Brahma, Nirvana, Plato's unmovable mover), including most of Christianity, so I don't get why saying "we don't know (yet)" can be taken as an argument against materialism in such a context. Making god exempt from infinite regress is simply a cheap tactic, even though, in history, that is what most of the more theoretically grounded religions did. If you can say god is exempt, we could say the singularity is exempt. Only we don't, because that is not an evidence-based approach.

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    11. É inútil tentar provar que Deus existe ou que não existe. E a ciência não se importa com isso. Pra ciência, o que existe são os fatos. Ela não trabalha com o fato de Deus existir porque ele nunca se apresentou. Da mesma forma, ela não afirma que ele não existe, pois isso é irrelevante. Na verdade, a ciência não fala nada sobre Deus (sim, alguns cientistas falam que existem e outros que não existem, mas isso é a visão pessoal deles. A ciência não trabalha com esse conceito). Se algum dia um ser aparecesse para todo o mundo se apresentando, com certeza a ciência passaria a considerá-lo, pois passaria a ser fato. Enquanto isso não acontecer, não tem porque considerar a sua existência.

      Acho essa discussão bem inútil. Se a pessoa acredita em Deus, bom pra ele: Estudos mostram que pode ser útil em momentos de doença. Se a pessoa não acredita em Deus, bom pra ela: Ela está feliz consigo mesmo, e é isso que importa. Não vejo motivos pra uma pessoa querer encrencar com a outra apenas porque ela tem crença diferente. Pessoas deviam se respeitar, não interessa se são ateus ou não, negros ou brancos, hetero ou homo, corintiano ou palmeirense!

      Quanto ao big bang, a física que temos hoje permite que retornemos pouco depois do big bang. Ela simplesmente não funciona para o momento exato do big bang nem antes dele. Não é que o tempo não existia antes do big bang. O que acontece é que não podemos dizer nada sobre o antes, pois não temos ferramentas para isso. Pode ser que existisse uma versão do tempo diferente de como o vemos hoje. Pode ser que não houvesse nada parecido com o que temos hoje como noção de tempo. Pode ser que existisse o mesmo tempo como o vemos hoje e que não conseguimos ver isso atualmente por ter ocorrido alguma espécie de ruptora durante o big bang que nossa ciência não consiga detectar. Enfim, como nossas equações não se aplicam no momento do big bang, não podemos dizer nada sobre o que era no instante do boom e nem antes. Apenas especular (mas não afirmar!).

      Já me alonguei muito.

      Anônimo de 12 de fevereiro de 2016 às 17:05

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    12. Primeiro anônimo,
      Até mesmo em nossa evolução biológica, o acaso tem grande importância, pois afinal são mutações genéticas aleatórias que levaram à evolução de diversas espécies. Além do mais, o Universo tende a ter estados entrópicos (medida de desorganização de um sistema) cada vez maiores. Logo, o seu segundo argumento peca em não levar isso em consideração.

      Viver de Renda e Sonny,
      O texto é interessante quando aborda as diversas correntes de cosmogonia. Muitas explicações, inclusive, que eu não sei direito e teria o maior prazer de ler a respeito em livros não-técnicos.
      Agora, como o último anônimo disse, é difícil nosso cérebro compreender algo como "o momento em que o tempo foi criado". Meu pai sempre disse que "o finito nunca entenderá o infinito". Simplesmente dar a resposta que o tempo foi criado no momento do Big-Bang e isso responderia tudo, um argumento falho, pois eu nem consigo entender o que a expressão "o tempo foi criado" significa, assim como é difícil imaginar um espaço com 10 dimensões espaciais (como a teoria da super-cordas propõe). Sério, algum ser humano que evolui seu cérebro para viver em três dimensões consegue imaginar algo com 4 dimensões, 5? 10 é simplesmente impossível, podemos vislumbrar apenas do ponto de vista da matemática.

      Logo, creio que essa é uma discussão interessantíssima, ao contrário do último anônimo. Entretanto, concordo com ele que a Ciência avança sem ter qualquer preocupação com a existência ou não de algo sobrenatural (ou seja além da natureza física), simplesmente porque até hoje todas as respostas foram encontradas no próprio universo.

      É evidente que não se pode descartar um "ser ou força" além da n natureza para a criação dessa mesma natureza. Einstein inclusive dizia se "entendemos Deus como as equações que governam o Universo, então Deus existe" (não foi assim literalmente que ele disse, mas essa foi a ideia). Ora, se assim o é, também acredito num Deus. Porém, essa definição é muito diferente de um Deus antropormofizado, que fique brabo, contente ou que se preocupa com assuntos de uma espécie que existe há centenas de milhares de anos num planeta que orbita a periferia de uma galáxia que não possui nada de especial em relação a centenas de bilhões de outras galáxias.

      Um grande abraço a todos!

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    13. Soul,

      Sendo sincero, acho extremamente infrutífera essa discussão filosófica sobre a existência ou não de um deus deísta, por 3 motivos:
      1- A gigantesca maioria dos que defendem um argumento a priori pela existência de deus puramente deísta geralmente o fazem pra justificar desesperadamente suas crenças teístas que possuem base apenas em emoções e fé (que não são base para se acreditar em nada).

      2- A verdade é que não possuímos NENHUM conhecimento antes da existência do big bang. O que sabemos é que todo o universo estava contido lá, inclusive o tempo, que hoje sabemos que é apenas mais uma dimensão graças a Einstein. Ao contrário do que você falou não tenho problema em ver um universo em 4 dimensões. Sou ignorante quanto a teoria das cordas. Sou profundamente descrente que apenas com a filosofia podemos adquirir algum conhecimento sobre antes do big bang.

      3- Ainda que não haja nenhum argumento sólido a favor, a existência ou de um deus deísta não faz qualquer diferença pra nós humanos, já que o deus deísta rejeita fenômenos sobrenaturais e ele como fonte de moralidade.

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    14. VR, vc disse que a baseado em emocoes e Fé nao sao base para acreditar em nada. Cara, como vc diz isso se vc escreve um Blog e que ninguem te conhece? Seus leitores te seguem com base na fé de que o que vc escreve seja verdade. Podem argumentar que vc sabe de financas e tal, mas tem muito economista phd duro morando de aluguel e sabem tudo isso tbm. Muitas relacoes sao baseadas na fé, sou seu leitor e nunca vi seu saldo bancario real, sua declaracao de Imposto de Renda. A gente sabe que existe gente que delira e vive no mundo da lua, nos foruns da Bovespa o que mais tem eh Trader vencedor que nunca perdeu nada. Ou o cara mente ou nao opera.

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    15. Olá, VR!
      Eu entendo a sua "frustração" com o nível de discussão desse tema. Porém, são perguntas fundamentais para a maioria dos seres humanos "de onde eu vim", "minha existência tem sentido", etc,etc. Nesse aspecto acho interessante sim uma discussão motivada por uma busca da verdade, sabedor dos nossos limites de entender temas às vezes inatingíveis ao nosso intelecto limitado.


      1) Nesse ponto você tem razão, como abordado por mim no texto. Uma coisa não se confunde com a outra, realmente.



      2) Concordo, VR. Talvez seja algo que nunca poderemos com o método científico saber. Acho que não fui claro. Não disse que não poderia existir um universo com mais dimensões. O que eu disse que é muito difícil um ser biológico que evolui durante centenas de milhares de anos para viver num universo de três dimensões, compreender o que sejam 4 dimensões espaciais. 10 dimensões espaciais então, como o entendimento mais moderno da teoria das supercordas (geralmente se refere a teoria das cordas para a primeira geração de estudos da década de 70), é simplesmente impossível alguém imaginar como é. Matematicamente, sim, visualmente não. Aliás, já vi uma representação gráfica de como seria o "formato" de um espaço das sete dimensões adicionais e é impossível se ter uma ideia, ainda mais com uma representação dimensional numa folha de papel.
      Assim como o tempo. Não há absolutamente nada que impeça na teoria que haja mais de uma dimensão temporal. Pode haver inúmeras outras. Logo, compreender o que isso pode significar, para além da matemática, uma tarefa na beira do impossível para o nosso intelecto.
      Também sou cético em relação à filosofia querer tentar dar essas respostas com raciocínios lógicos triviais como "imaginar que o nada possa ter dado origem ao tudo, é absurdo", ora como vamos saber se não foi esse exatamente o caso num ambiente tão extremo que as leis físicas que desenvolvemos não se aplicam?

      3 - Num ponto sim. É assim que vejo o mundo e a vida. Porém, pessoas extraem significado disso, inclusive para a própria vida e moralidade. Logo, não podemos negar que isso, mesmo não se aplicando a nós, possui uma enorme importância na vida de tantos outros humanos.

      Abraço!

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    16. Hoje evito discutir com crentes.
      Para mim, a discussão entre crentes e ateus está em um segundo nível que, dada a própria natureza humana, jamais será alcançado.
      Explico. O primeiro nível é a discussão dos crentes com os próprios crentes. Só após chegarem em um acordo entre si poderiam, sim, discutir conosco, ateus. Afinal, só de grandes religiões temos 7 no mundo, fora as milhares de pequenas e as que já se extinguiram, como no futuro acontecerá inexoravelmente com o cristianismo.
      Alguém acreditar em uma possibilidade de "ecumenismo", isso sim é coisa de retardado mental. Todas as religiões são mutuamente excludentes. Os dogmas/preceitos de uma não cabem em outra. Talvez as abraâmicas possuam seu deus pessoal. Mas e o budismo (que nem deus tem)? E a religião chinesa tradicional? E o Hinduísmo (diversos deuses)?
      Então fica a pergunta: qual delas está correta? Supondo na possibilidade de um ser criador, quem disse que esse ser é pessoal e possui a consciência humana como nós? Enfim, sou ateu, mas adoto uma postura apateísta no dia a dia. A maioria das pessoas está biologicamente programada para acreditar em devaneios. Se desprogramar é habilidade de poucos, ou até mesmo condição inata. Uma analogia seria o suicídio. Se a vida pragmaticamente não faz sentido, se o destino é a morte definitiva (coisas em que acredito), por quê continuar vivendo? Simples: pois fomos biologicamente condicionados a isso.

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  2. Olá, Viver de Renda! Compartilho da sua opinião. Assim, como você, não acredito em qualquer divindade, no entanto, ao dizer isso é partir para guerra, pois o pessoal que crê em algum deus não se conforma que não acreditem no seu deus. Como disse uma vez o Dr. House em de seus episódios: se fosse possível conversar racionalmente com os religiosos, não haveria religiosos.

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  3. Olá, VdR
    Acompanho o teu blog desde os primórdios (velhos tempos do PIBB11...) e sempre gostei muito do teu enfoque na questão da IF, assunto raramente tratado com objetividade e competência naquela época.
    Admiro também a tua honestidade em ter assumido algumas mudanças de estratégia nesse teu percurso, afinal faz parte do processo.
    Realmente senti falta das tuas postagens e fico feliz que estejas, aos poucos e na medida do possível, publicando algo novamente.
    Como consegui alcançar, com algum esforço, um patrimônio semelhante ao que mencionastes em outra das tuas postagens e, principalmente, como sou alguns anos mais velho e com menor vida útil restante, creio que estou no caminho quase certo.
    Apenas digo quase pois falta a parte mais importante: efetivamente criar coragem e largar o trabalho !!!!
    Sobre religião: até posso aceitar o uso do argumento da fé, mas tentar a comprovação usando uma base científica fica complicado, na minha modesta opinião.

    Abraço e continue postando !

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  4. Acho engraçado que num post com tantos tópicos interessantes a galera se prende sempre no assunto de acreditar ou não em Deus ... pqp que povo mala!! tem um pessoal que é bem chato!

    Pra mim a parte mais interessante do post que venho pensando há um bom tempo é sobre essa tal "paz" ... vc falou muito bem ... acho bem difícil defini-la mas percebemos facilmente quando não estamos em paz. E o problema é quando sabemos que por diversos momentos não estamos em paz, porém não conseguimos identificar o porquê ...

    Principalmente quando não há nenhum motivo aparente para tal falta de paz (situação financeira, saúde, relacionamentos, ... tudo normal)

    Então te pergunto VdR, vc já passou por isso??

    Abraço
    Victor

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    1. para evitar isso

      execute as tarefas da vida de acordo com o senso de oportunidade dado por Deus

      senso de oportunidade: reflexao sobre a sequencia dos fatos e dominio do momento presente. mindfulness.

      não busque o sentido da vida.

      alegre-se e faça o bem

      leia eclesiastes (antigo testamento)

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    2. Victor,

      Pra ser sincero não. Eu com boa saúde, situação financeira , bons relacionamentos e tempo sou um cara bem feliz. Quer coisa melhor que poder aproveitar e fazer aquelas coisas que você gosta?

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  5. Gostei do post, parabens. Respeitadas as devidas opiniões, o interessante é no fim das contas : "o que devo querer pra minha vida e o que estou fazendo para ter isso, com dinheiro que financie e saúde?"

    Tenho pensado muito nisso, e alguns momentos vejo um exagero no trabalho, mas venho me adaptando. A ideia não é uma corrida sem fim atrás do rabo, mas o atingiremos de uma meta que enfim permita viver o que quero viver!

    Parabéns pelo post.

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  7. Até hoje não sei o que eu quero ser na vida, muitas vezes penso sobre isso. O que fazer? em que trabalhar? do que eu gosto? Pra ser bem sincero gosto de coisas fúteis como animes, rock, jogar video game e assistir a filmes. Como transformar isso em um ganha pão? Ser desenhista de animes? acho que não sou pessimo em desenhar. Tocar em alguma banda de rock? nem sei tocar instrumento algum. Ser jogador profisional de video game? só jogo futebol e olhe lá. Trabalhar no cinema? sem comentarios essa.

    Enfim são muitas duvidas muitos pensamentos e pouca ação, se eu não mudar isso acho que morrerei assim.

    Como sair para experimentar algo se não tenho tempo, dinheiro e disposição?

    Fica dificil.

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    1. Nao traia a sua alma pois ela vai se vingar de vc. Como ela se vinga? Com sentimentos de tristeza, depresao. Ser sincero, identificar quais sao seus gostos verdadeiros e nao viver de acordo com o q os outros acham que vc deva fazer é o comeco pra viver feliz. O que me da auto estima nao é meu saldo bancario, carro ou roupa e sim se estou feliz fazendo o q gosto, isso me bota pra cima e é percebido na aparencia e atitudes. Ser falso consigo é o q tem de pior.
      Abilio

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    2. Mestre,

      O trabalho não precisa ser algo necessariamente prazeroso. Meu trabalho é estressante mas trouxe mais benefícios que malefícios. Se você não tem tempo, dinheiro e disposição trace estratégias pra adquirir essas coisas. Ninguém vai fazer isso por você, pelo contrário.

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  8. Quanto tempo que você não cria um post "fugindo" do assunto de finanças hein; Creio que foi nos idos de 2011/12 e acredito que você exclui-os depois de tamanha repercussão.

    Enfim, espero que surgem leitores defendendo argumentos ontológicos, argumento da causa primeira, da imaterialidade....

    Filósofo Capitalista

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  9. Cara, parece que quem escreveu esse post foi eu. Concordo com o que vc disse.

    Sobre religião, tb não acredito em deus. Acredito que se os seres humanos não falassem sobre religião com as crianças (não levassem as ovelhinhas para a igreja e tal) e deixassem que após determinada idade (sei lá, 18 anos ?) elas decidissem se seguiriam uma religião ou não, eu aposto que apenas uma minoria seguiria.

    Abraço

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  10. Olá, VR! Fico contente que tenha escrito um post deste jaez.
    Apenas entendo, talvez não tenha sido essa sua intenção ao escrever o texto, que não podemos colocar no mesmo grau de importância os quatro aspectos delineados por você.
    Sim, é verdade que se estou com frio, fome e sozinho numa floresta, qualquer aumento no meu consumo irá trazer uma felicidade enorme. Uma casa quente, um prato de comida e companhia humana. Porém, depois disso ser providenciado, parece-me evidente, e viajando percebo cada vez mais isso com força, o valor marginal do consumo (ou do dinheiro) vai despencando.
    Isso não se aplica a saúde. Não precisa ter uma doença terminal. Basta uma dor de dente para a sua vida perder a cor. Pode estar na praia mais linda do mundo, com a garota mais linda do planeta, se o seu dente tiver doendo, você provavelmente não aproveitará a experiência.
    Assim, creio há um grau de importância entre os diversos elementos citados por você, sendo o dinheiro talvez aquele que perca a importância quando se passa um determinado limite, ao contrário da paz de espírito, tempo e saúde.

    Abraço!

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    1. Soul,

      Na verdade acredito que a importância desses 4 aspectos varia com muita coisa. O que é menos pior, uma dor de dente por dias a fio ou perder R$10.000,00? Ter 1h livre por dia ou ser odiado por sua família? Varia muito e acho uma tarefa pra lá de infrutífera procurar o que é prioridade ou não.

      Tenho quase certeza, no entanto, que a utilidade marginal de cada aspecto definitivamente não é linear. Dinheiro é o mais óbvio, mas também acredito que alguém que tenha 3h de liberdade no dia ao invés de 1h extrai mais valor do que quem tem 14h ao invés de 16h. Estou chegando que uma vida balanceada em todos esses aspectos é o objetivo.

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    2. Claro, VR.
      Porém, se a dor de dente fosse para o resto da sua vida? Aposto que você abriria mão de 1M sem pestanejar. O fato é que depois de um certo limite, a utilidade marginal do dinheiro despenca, podendo até mais dinheiro ser deletério para uma boa vida.
      Porém, com a saúde isso não ocorre, nem com o tempo de vida na terra. Logo, vejo muitas pessoas fazendo decisões que levam a vidas não-saudáveis e a perda do que temos de mais preciso: tempo com vida saudável nesse planeta.

      Conhece o efeito do final de semana? Nele, vários estudos notaram que o grau de felicidade e satisfação das pessoas sobe muito no final de semana. Conclusão óbvia. Porém, o mais interessante foi perceber que desempregados (com muito tempo livre) também tinham picos de felicidade no final de semana. Motivo? Interação humana. Pessoas com muito tempo livre, mas sem interação humana com pessoas que gostam e amam, possuem a mesma satisfação de quem está num escritório trabalhando. Talvez esse insight possa ser interessante para refletirmos sobre o seu segundo parágrafo. Aliás, esse foi um aspecto que achei faltante no seu raciocínio: interação humana e vida em sociedades saudáveis.
      Ninguém é feliz sozinho, muito menos em sociedades complemente desquilibradas.

      Abraço!

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  11. VR, muito bom o post, é sempre muito saudável ter a criticidade de definir e reavaliar os próprios valores e motivações pra se manter firme nos planos. Fico aguardando os próximos posts da sequência.

    Sobre essa questão da existência de um deus, penso que a ausência de evidências não poderia ser considerada como uma evidência que determina a ausência (da existência). Então, escolho não acreditar na existência divina até que se prove o contrário (é a diferença técnica entre ser ateu ou ser agnóstico - um acredita na não-existência, já o outro, acredita que não há evidências razoáveis que provem tanto a existência, quanto a não-existência).

    Mas digamos que, por exemplo, se um deus resolver dar as caras e depositar 50mi na minha conta, posso considerar começar a acreditar nele!

    ;)

    Abraço

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    1. Anônimo,

      Realmente não tenho como provar que Deus não existe, mas da mesma forma que sou strictu senso "agnóstico" com relação a papai noel também sou agnóstico com relação a deus. No final das contas, vivo e penso como se fosse ateu em ambos os casos.

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    2. Poucas vezes somos capazes de produzir uma "prova negativa" (de que NÃO fizemos algo).
      Veja: o ônus da prova é de quem afirma, e não o contrário.
      Devemos pensar probabilisticamente. A probabilidade de um deus existir tende a zero. A evolução histórica, com suas várias religiões esquecidas e deuses, faz com que se torne evidente que o conceito de divindade é inerente ao ser humano e se modifica com o decorrer dos séculos.
      Criamos milhares de filosofias e lógicas abstratas para tentar justificar um imperativo biológico da maioria, que é a crença no sobrenatural, qualquer que seja.

      Um adendo: a expressão máxima de nossa vontade de crer é o socialismo. Fala-se que os países socialistas eram ateus. Nada mais longe da verdade. Não é porque o socialismo não foi classificado como religião que deixa de sê-la. Veja os símbolos nacionais, o culto à personalidade, a crença em um ente maior (o Estado), e, principalmente, a crença absolutamente IRRACIONAL em algo que já se demonstrou cabalmente não funcionar. Qual o nome disso? Fé!

      ass: LDR

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  12. Legal o post, gosto tmb de fazer essas definições para me guiar em busca de objetivos e motivações. Eu adquiri esse hábito lendo Descarte, que sugere separar uma tarefa em pequenas tarefas para entender melhor o problema e chegar a uma solução.

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  13. A religião é uma matrix.
    Uma matrix que unem as outras matrixs.

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  14. Excelente
    Nossa, como as pessoas se incomodaram quando você disse que não acredita em Deus. Também não acredito.
    Fico aguardando os próximos posts.

    Dê uma olhada nesse vídeo https://www.youtube.com/watch?v=EKR-HydGohQ

    Abraço
    Eduardo

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  15. Ótimo texto!

    Independente de divindades ou do surgimento do universo, ou do que acontece após a morte, minha única certeza é que estamos aqui.

    Então nada mais plausível do que tentar extrair o máximo daquilo que está à nossa volta.

    Ótimos pontos de partida se perguntar "O que você está fazendo para obter mais ....?"

    Tem horas que é melhor mesmo a gente parar e analisar o que estamos fazendo da vida e corrigir o percurso se necessário.

    Abçs!

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  16. Acompanho o blog há vários anos, é incrível perceber o seu amadurecimento pessoal ao longo desse tempo, uma vez que esperteza e habilidade vc já demonstrava desde o início.

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  17. O que acho interessante nesses comentários é que, apesar da mensagem boa transmitida pelo texto, as pessoas se atém a sua afirmação de que não crê em divindades. Mas é lógico que você não crê em divindades e percebi isso desde os primeiros textos que li seus. Pessoas inteligentes não creem em divindades, apesar de que muitos fingem crer com medo da reação raivosa daqueles que creem. Parabéns por dividir sua experiência financeira conosco e por ter a coragem de dizer a verdade! Para aqueles que acreditam em amigos invisíveis, que continuem a acreditar sem impor aos outros suas crendices.

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  18. Ótimas reflexões, VR.
    A religião tem por fundamento a ligação íntima do indivíduo com Deus. Não adianta debater, pois trata-se de um caminho que cada um deve percorrer por si só. O que importa são suas ações com os outros e consigo. Caridade, amor, alegria, bom humor, honestidade, perdão...
    Para dar o primeiro passo, sugiro a leitura do livro 10% Happier, de Dan Harris. Basicamente ele diz que a meditação o deixa 10% mais feliz. O que é um ótimo dividendo!!! Será que há juros compostos?
    Abraços e boa sorte na sua caminhada.

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