- 1000 KLBN4 (Klabin) a R$6,00 cada.
- 100 SUZB5 (Suzano) a R$13,98 cada (não me esqueci delas)
- 300 GOAU3 (Gerdau) a R$21,91 cada.
quinta-feira, 31 de março de 2011
Atualização Mensal: Março 2011 (R$480.362,91, +R$25.133,00, +2,98%)
quinta-feira, 3 de março de 2011
Aportes, rendimentos, dúvidas: como obter a independência financeira nessa merda de bolsa lateralizada?
- O ouro, como toda commodity que nada produz, tende apenas a seguir a inflação.
- A renda fixa não renderá nada além do yield.
- Os imóveis não renderão nada além da inflação + yield dos aluguéis.
- A bolsa não renderá nada além do lucro médio das empresas + inflação.
- R$1.000,00 investidos por mês com um rendimento real de 0,5% a.m. (~6%a.a.) valerá 1 milhão daqui a 30 anos. Se o retorno for de 0,66% a.m. (~8% a.a.) você terá 1,5 milhão.
- R$500,00 investidos por mês com um rendimento real de 0,5% a.m. (6%a.a.) valerá 1 milhão daqui a 40 anos. Se o retorno for de 0,66% a.m. (~8% a.a.), você terá 1,7 milhão.
terça-feira, 1 de março de 2011
Atualização Mensal: Fevereiro 2011 (R$455.229,91, +R$257.163,91)
- 10% Renda Fixa
- 20% Imóveis
- 35% MidLarge-Cap
- 35% SmallMicro-Cap
- Renda fixa = 10,54% (12,4%-IR) -> 1,54%
- Imóveis = 12% -> 2,4%
- MidLarge = 12% -> 4,2%
- SmallMicro = 14,4% -> 5%

- Rebalanceamento Inter-Classe
- Rebalanceamento Intra-Classe
- Sempre que um ativo obtiver rentabilidade de 100% e tiver ocorrido o período mínimo de 2 anos o mesmo será vendido até o preço médio de um ativo da classe. Os aportes devem sempre ser feitos em empresas novas ou em empresas com o menor valor dentro do portfolio até o preço médio de um ativo da classe.
- Sempre que um ativo não satisfaça os critérios de valor (p/vpa muito alto) até um valor 20% maior que o ativo de menor p/vpa fora do portfolio o mesmo permanecerá no portfolio. Caso contrário, será vendido imediatamente e trocado pelo ativo da mesma classe de menor p/vpa fora do portfolio.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Atualização Mensal: Janeiro 2011 (R$198.066,00 +R$910,25)

- O empréstimo garantido continua fluindo 1,5% a.m.
- Seguindo o planejamento para investimento em valor, foram feitas 4 compras: 500 BRTO4 a R$13,14 cada, 1100 JBSS3 a R$6,70 cada, 200 CESP6 a R$28,93 cada e 100 TMAR5 a R$49,26 cada. Se você pegar a cotação atual de cada uma dessas ações vocês verão o FUMO que eu levei da data da compra (28/01 a maioria) até hoje.
- Obviamente que para realizar as compras acimas foi necessário vender 200 PIBBs a R$95,37 cada (modestamente vendi bem).
- Próximos objetivos: SANB11, BRML3, USIM5. E já estou fora dos P/VPAs abaixo de 1 nas large-caps.
- O site da infomoney tem diversos erros na análise fundamentalista. Não usem.
- Ainda estou lembrado das 100 SUZB5.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Atualização Mensal: Dezembro 2010 (R$197.155,75 +R$2.312,16)


quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Atualização Mensal: Novembro 2010 (R$194.843,15 +R$5.229,43)


- As debêntures da TNL foram pagas antecipadamente em 18/11. Maldita telemar.
- Parte do empréstimo garantido foi devolvido.
- Pela primeira vez na vida eu comprei uma ação. Ou melhor, 300 delas, da Eletrobrás, a R$22,91 cada.
- Foram compradas 50 quotas PIBBs a R$95,88 cada.
- A compra das quotas foi realizada pois parte do empréstimo tinha sido devolvido e eu não tinha decidido se modificaria a estratégia nesse mês ou só no próxima. Por via das dúvidas, resolvi ser cauteloso e comprar PIBBs.
- A compra das ELET3 marca o início da minha estratégia de investimento de longo-prazo em valor., tanto large-cap como, mais para frente, small-cap. O objetivo de deixar as small-caps mais para frente é para tentar diminuir o sampling error.
- Por que ELET3? É a ação large-cap com menor P/VPA do mercado.
- Por que não vender logo tudo e montar o portfolio? Para não gerar IR residual e chamar a atenção do leão.
- Por que não vender então menos de R$20k em PIBBs esse mês e comprar algumas ações? Pois estou esperando regularizar meu cadastro na Mycap. Ao invés de gastar ~R$40,00 na Link (1 venda + 3 compras), gastarei R$20,00 na Mycap. 20 / 20.000 = 0,1% a.m., ou ~1,2% a.a., praticamente o premium entre um portfolio largecap blend e largecap value. E o premium é mera expectativa de retorno, enquanto que os custos são definitivos.
- Por que ELET3 e não ELET6? P/VPA menor.
- Quanto tempo durará esse processo de troca de PIBBs por ações individuais? R$166k/20k =7,99 =~ 8-9 meses, a depender da cotação futura do PIBB.
- Quando vou explicar com detalhes o meu método de investimento? Quando tiver tempo, mas adiantando de forma mega-resumida trata-se de 2 fundos equal-weighted midlarge-cap value e small-cap value, 50/50.
- Que sites são utilizados pra se verificar o p/vpa das ações? Fundamentus e Infomoney.
- Qual a base teórica pra minha mudança? F&F , fundos DFA e muitos outros.
- Passarei a ser mais rigoroso pra adicionar blogs recomendados. Falando nisso, retirei o blog do renda passiva por motivos óbvios.
- Alguém me explica por que as pessoas físicas não podem investir em BDRs? Investir via fundo nas mesmas é inútil por causa da tributação.
- Vocês não tem idéia da odisséia que foi criar uma conta de serviços essenciais no Banco Itaú!
- Minha projeção patrimonial já espera que eu fique R$6,1k mais rico a cada mês. É foda.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Quantas ações preciso possuir pra diversificar meu portfolio? - Parte IV
- E(Ri) = Retorno esperado do ativo (a expectativa de retorno do investimento)
- Rf = Investimento livre de risco (No nosso caso, varia entre poupança ou geralmente o CDI/SELIC)
- Bi = O famoso Beta. Resumidamente, é a variância do ativo que não pode ser reduzida pela diversificação.
- E(Rm)-Rf = A diferença entre o retorno livre de risco e o retorno do ativo. No caso das ações, o também famoso equity premium.
- r = Taxa de retorno
- Rf = Taxa livre de risco
- Km = Retorno de todo o mercado de ações
- B3 = Beta.
- SMB = Small Minus Big, ou a diferença entre o valor de mercado das ações (Large-cap, mid-cap, small-cap ou micro-cap).
- HML = High Minus Low, ou a diferença entre ações com P/VPAs altos e baixos.
- a = Alpha, ou o retorno em excesso pelo risco assumido.
- Há uma expectativa de retorno ainda maior para ações small-caps e de valor.
- A correlação entre os fatores de risco é baixa o suficiente para se criar portfolios distintos.
- Apesar dos dados negativos da bolsa brasileira nos anos 90-05, continuo acreditando no small-cap premium.
- Vejam que no item anterior utilizei o verbo acreditar. Não há como ter certeza quanto ao que acontecerá no futuro.
- Apesar das ações small-caps e as ações de valor possuirem maior desvio-padrão, o retorno em excesso não é plenamente justificado pela volatilidade maior.
- Os fatores de risco não são correlacionados. Você pode juntar dois ao mesmo tempo: ter ações pequenas e de valor ao mesmo tempo.
Rumo aos R$200k!
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Atualização Mensal: Outubro 2010 (R$189.613,72 +R$4.162,74)


- A atualização mensal é o único momento do mês em que eu lembro que possuo debêntures no meu portfolio.
- R$500,00 foram simbolicamente investidos na nova empresa. Agora serão vários meses de muito estudo até a implantação final, o que significa ainda menos tempo para o blog.
- Commodities possuem beta? E alpha?!? Existe espaço para commodities além de hedge? Ou nem mesmo para proteção? Mais importante, ações possuem alpha?
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Como projetar o retorno esperado do Ibovespa - Uma visão realista [Guest Post por HC Investimentos]
Gostaria de agradecer ao meu companheiro de blog Viver de Renda pela oportunidade cedida para escrever neste espaço em que a qualidade preza deste o início, buscando trazer informações práticas e importantes para os leitores, de maneira diferenciada do padrão encontrado pelas comunidades financeiras.
Nesta matéria, tratarei de um tema muito importante para quem busca alcançar a independência financeira: Qual o retorno esperado (futuro) da Bolsa que devo utilizar? Estaremos analisando o retorno real histórico do Ibovespa desde 1994, além de fatores como regressão à média e a comparação dos retornos mundiais para poder estimar de maneira mais realista o retorno futuro da Bolsa brasileira para o longo prazo.
Os erros mais comuns de iniciantes. Num país em que todo mundo quer ficar rico rapidamente, muitas pessoas cometem erros de inciantes na hora de estimar a rentabilidade de seus investimentos no longo prazo. Neste artigo, considerarei apenas o mercado de ações como exemplo, já que é onde mais encontrarmos metas irreais de rentabilidade.
Pequeno teste. Se alguém lhe disser que tem como meta ganhar 20% a.a. na Bolsa você concordaria com este argumento? No mínimo, seria prudente perguntar se esta rentabilidade é líquida e descontada da inflação, afinal, estamos fazendo um planejamento de longo prazo. Portanto, incluir custos e a inflação me parece uma atitude bem prudente.
E agora, 20% a.a. líquidos e descontados da inflação lhe parecem uma taxa possível de ser alcançada no longo prazo? Provavelmente, você deve ter respondido: Não! (Eu espero!). De qualquer modo, vamos analisar ao longo deste artigo quais foram os retornos históricos da Bolsa brasileira (em termos nominais e reais) e o que podemos esperar deste retorno olhando para o futuro.
Retornos Nominais e Reais do Ibovespa desde o período pós-inflacionário (Julho de 1994 até setembro de 2010):
Embora ambos tenham começado do mesmo ponto de partirda, nos 4.000 pontos em julho de 1994, no fechamento de setembro/2010, o Ibovespa nominal terimou em 69.430 pontos e o Ibovespa real em 18.489 pontos.
1ª lição. Sempre considere a inflação quando fizer um planejamento de longo prazo. A rentabilidade nominal anual do Ibovespa neste período foi de 19,93% (próximo dos 20% a.a. que nos referimos na pergunta no início do artigo). Entretanto, devido à uma inflação de 8,29%, a rentabilidade real do Ibovespa foi de 10,75%. Lembrem-se que o correto não é subtrair a inflação, mas sim descontá-la. Veja mais detalhes aqui e aqui.
Retorno real do Ibovespa nos últimos 12 meses:
Considerando a análise do retorno da Bolsa nos últimos 12 meses, percebemos que este tende a variar entre uma faixa definida, entre -50% e +100%. Importante observar que quando o índice se encontra perto destas faixas ele tende a reverter rapidamente. Esse princípio é conhecido como regressão à média. Nada impede que ele saia desta faixa, mas a probabilidade de ocorrência é pequena e bem passível de ser ajustada no longo prazo.
Retorno real do Ibovespa nos últimos 5 anos:
Retorno real do Ibovespa nos últimos 10 anos:
Comparação da Rentabilidade da Bolsa Brasileira x Bolsas no Mundo:
Além de analisar a rentabilidade histórica do Ibovespa dentro do cenário nacional, por que não compará-la com diversas bolsas mundiais? Afinal, o dinheiro nunca dorme e está sempre em busca de melhores oportunidades.
Retorno real de 17 Bolsas de Valores em 100 anos. Existe uma ótima análise feita anualmente pelo instituto de pesquisa do Credit Suisse com o retorno real de 17 bolsas no mundo todo, cujo tema já foi abordado duas vezes aqui no Viver de Renda. Confira o material aqui [1900 até 2008] e aqui [1900 até 2009]. As análises concluem que o retorno ponderado das 17 bolsas no mundo todo era de 5,2% a.a. no ano de 2008 e passou para 5,4% a.a. em 2009.
E o nosso Ibovespa, com retornos reais anuais em torno de 10%, onde se encaixa nisso?
Existe um gráfico interessante feito pelo New York Times e já disponibilizado pelo Viver de Renda aqui, que mostra uma comparação entre os retornos das principais bolsas dos países desenvolvidos e emergentes:
Brazil-zil-zil! A bolsa de valores brasileira obteve de forma isolada o maior retorno entre as 23 bolsas analisadas, com retornos de 20%, bem próximo dos 19,93% que calculamos como retorno histórico desde 1994.
Uma outra visão sobre o mesmo tema pode ser encontrada no site da iShares nos Estados Unidos. Classificando a tabela dos diversos (e são vários mesmo!) ETFs pelo retorno anual nos útlimos 10 anos, adivinhe quem está na liderança?
Projetando uma rentabilidade real para o Ibovespa no longo prazo de maneira realista:
Dado que rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura, olhar somente para o passado não é suficiente para projetarmos o futuro. Portanto, temos de aceitar que existe uma imprevisibilidade dos retornos, embora eles tendem a convergir para uma média.
Uma boa solução para fazer esta estimativa é simplesmente sermos conservadores em nossa análise. Dado que o Brasil teve uma das maiores taxas de crescimento nos últimos 10 anos, espera-se que nos próximos 10 anos esse retorno será menor do que o anterior.
Concluindo
Portanto, sabendo que a rentabilidade real do Ibovespa nos últimos 10 anos foi de 10,75%, poderíamos estimar a rentabilidade futura da Bolsa em torno de 8%, atribuindo uma queda de quase 3% devido a uma situação que parece insustentável. Este é exatamente o número que o Viver de Renda utilizou para fazer sua projeção de rentabilidade no plano de Independência Financeira.
Esperando que o retorno da bolsa brasileira retorne para patamares mais adequados e, levando em consideração que a média histórica das 17 bolsas analisadas em um perído superior a 100 anos é de 5,4% a.a, poderíamos estimar a rentabilidade real da Bolsa brasileira de maneira mais conservadora, entre 6% e 8% para o longo prazo.
Informações Adicionais:
Sobre o autor: Henrique Carvalho
Autor do blog HC Investimentos. É Sócio do Clube de Vienna - Análise Financeira Independente - e trabalha na consultoria Fundo Imobiliário. No Twitter:@hcinvestimentos
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Lendo o artigo do Henrique duas coisas chamaram a minha atenção:
1 - A diversificação pelo tempo funciona. Apesar dos argumentos de Paul Samuelson, Zvi Bodie e Mark Kritzman contra o mesmo, a verdade é que a lei dos grandes números está a favor do investimento com maior expectativa de retorno, e não há "put options", utilidade do dinheiro e mercados "bears" intra-tempo que digam o contrário. Observe que, apesar do desvio-padrão total aumentar pela raiz quadrada do tempo, o desvio-padrão de longos períodos anualizado DIMINUI a medida que o tempo passa. O gráfico do retorno de 10 anos é extremamente elucidativo nesse sentido, com retorno anual real não menor do que 5,08% e com uma volatilidade bastante reduzida quando comparada com os gráficos de 1 e 5 anos.
Ps.: Se você não entendeu nada do parágrafo acima, procure ler sobre "diversificação pelo tempo" ou aguarde meu artigo sobre o tema.
2 - Pequenas diferenças de retorno durante muito tempo fazem uma grande diferença. Não sei se vocês perceberam, mas vejam como um retorno de aproximadamente +50% em 2009 causou um aumento do retorno anual na série 1900-2009 de apenas 0,2%a.a. 0,2% durante um ano não é nada, durante 100 anos de deixam 50% mais rico ao final do período. É possível deduzir dessa verdade matemática a importância do controle dos custos de um investimento, em que pagar 0,1% ao invés de 0,7% de taxa de administração anual causam grandes diferenças lá na frente.
Outro exemplo claro do exemplo acima foi a minha diminuição de expectativa de retorno nominal do portfolio de 1,2% para 1% a.m. Esses 0,2%a.m. modificaram meu aporte necessário mensal de R$2.300,00 para ~R$4.300,00.
Portanto, fiquem de olho nos custos e foquem no longo-prazo!





















