Essa é sem dúvida a atualização mensal mais importante que esse blog já passou. Com mais mudanças, com mais classes de ativos, com mais DINHEIRO.
~R$450.000,00. Um valor que, pela projeção patrimonial, eu só deveria atingir em 28/02/2014! Em um único mês eu acelerei minha independência financeira em 3 anos (ou, no mesmo prazo, mas 40% (!!!!!!!111onze) mais rico).
Obviamente que a pergunta número 1 é: de onde veio a grana? Roubo? Opiças a seco? Prostituí meu corpo pra uma velha cheia de rugas milionária? Não. Resta dizer que a origem foi totalmente lícita e que, por questões de privacidade, não me cabe expor aqui. Ou eu explico o que aconteceu ou eu mostro os valores. Nunca os dois. Quem acompanha o blog sabe que eu sempre prefiro o segundo, e assim seguirá por toda a eternidade.
Obviamente, esse valor muda o portfolio de praticamente qualquer um. Quem entende algo de construção de portfolio sabe que o mesmo é um resultado de uma matriz que envolve diversos fatores: idade, necessidade de retorno, resistência à volatilidade. Obviamente minha idade não diminuiu, nem minha resistência à volatilidade, mas sim minha necessidade de retorno. Com um valor tão alto tão jovem eu não preciso aplicar tudo 100% em ações, sob risco, ainda que pequeno, de retornos pífios por longos períodos.
Portanto, o portfolio precisava de ajustes. E por ajustes eu digo uma pitada de renda fixa e uma dose de outra classe de renda variável (imóveis). O objetivo é um só: diminuir a volatilidade (que, pra mim, não é risco) e proteger um pouco mais o capital. De brinde, ganho o bônus de balanceamento que faz o retorno ser um pouco maior que a média dos retornos dos ativos.
Com todo esse valor eu também pude finalmente investir nas temidas small-caps e micro-caps. Como sempre, buscando valor (valor = p/vpa baixo). Foram 28 compras num espaço de 15 dias.
Portanto, meu portfolio hoje possui 3 classes de ativos diferentes: Renda fixa (empréstimo garantido), Renda Variável 1 (Imóveis) e Renda Variável 2 (MidLarge Caps/SmallMicro-Caps). Portanto, são 4 tipos diferentes de investimento em 3 classes.
Como ficou a divisão das classes dos ativos:
- 10% Renda Fixa
- 20% Imóveis
- 35% MidLarge-Cap
- 35% SmallMicro-Cap
Quais foram os critérios para a determinação dessas porcentagens? Idade, necessidade de risco e resistência à volatilidade.
Qual a expectativa de retorno do portfolio?
- Renda fixa = 10,54% (12,4%-IR) -> 1,54%
- Imóveis = 12% -> 2,4%
- MidLarge = 12% -> 4,2%
- SmallMicro = 14,4% -> 5%
Total = 1,54%+2,4%+4,2%+5% = 13,14% a.a. Foram desconsiderados composição dos juros mensais e ganhos de rebalanceamento.
Como dizem que a teoria na prática é outra, minha expectativa pessoal de retorno é 0% por um bom tempo.
Vamos ao que interessa:
Projeção patrimonial:
Finalizado o mês de fevereiro, estou nada menos que 130% mais rico! O gráfico dá pra dar idéia da dimensão da coisa.
Portfolio:
- Mas VR, não eram apenas 10% em RF? Por que 17,5% então?
Coincidentemente, houve a oportunidade de expandir o empréstimo garantido que me rendem 1,5% a.m. Portanto, melhor 1,5% garantidos do que 1,2% previstos. Com a devolução desse valor, que deve ocorrer no curto/médio prazo, a aplicação na renda fixa será através do Tesouro Direto, mais especificamente LTN/2015. Uma conta na BANIF já foi aberta exclusivamente com esse propósito. Com o aporte atual, a expectativa é receber R$1.200,00 de juros por mês.
Também obviamente os próximos aportes irão para as Small/Micro-Caps.
Com essa divisão, meu portfolio se moverá de duas formas:
- Rebalanceamento Inter-Classe
- Rebalanceamento Intra-Classe
O rebalanceamento Inter-Classe ocorrerá sempre após o período mínimo de 1 ano ou valor 30% distante do definido para o ativo. Caso, após um ano, a diferença não for significativa, o portfolio seguirá sem balanceamento Inter-Classe. O objetivo é um só: minimizar custos. Há vários estudos que demonstram que um rebalanceamento infrequente (a cada 1-3 anos) é tão bom quanto um frequente (3-6 meses).
O rebalanceamento Intra-Classe ocorrerá em duas hipóteses:
- Sempre que um ativo obtiver rentabilidade de 100% e tiver ocorrido o período mínimo de 2 anos o mesmo será vendido até o preço médio de um ativo da classe. Os aportes devem sempre ser feitos em empresas novas ou em empresas com o menor valor dentro do portfolio até o preço médio de um ativo da classe.
- Sempre que um ativo não satisfaça os critérios de valor (p/vpa muito alto) até um valor 20% maior que o ativo de menor p/vpa fora do portfolio o mesmo permanecerá no portfolio. Caso contrário, será vendido imediatamente e trocado pelo ativo da mesma classe de menor p/vpa fora do portfolio.
O segundo ponto é especialmente importante. Diversos fundos passivos de valor desenvolveram os "holding bands", que são destinados a ativos que saíram dos critérios estritos do fundo mas que ainda estão perto o suficiente para ainda possuírem algum valor. Esse "buffer" evita sucessivas compras e vendas por diferenças minúsculas e diminui de forma significativa o turnover e portanto os custos.
É importante vocês entenderem que meu objetivo não é fazer gestão ativa, muito menos análise fundamentalista das empresas: meu objetivo é criar, ao menos nas ações, fundos pessoais PASSIVOS que seguem critérios OBJETIVOS para a compra e venda de ações.
Portfolio Mid/Large-Value:
Frente o novo portfolio, foram vendidos 200 PIBBs para compra de FIIs. Os demais PIBBs, salvo alguma mudança significativa, serão vendidos até eu possuir o terço de menor p/vpa do MLCX (25 empresas, portanto).
Portfolio Imóveis:
Alguns detalhes:
FEXC11B teve um peso maior por se tratar de um intermediário de CRIs. Devido à taxa de adm. aceitável e yield bacana preferi suprir minha necessidade de CRIs com apenas esse fundo e o CSBC11.
A alocação do HTMX11B se tratou de uma ordem de compra executada parcialmente. Essa brincadeira me custou 0,6% do investimento, o que pra mim é um custo inaceitável.
Esse portfolio ainda precisa de maior diversificação mas, frente aos poucos FIIs interessantes no mercado, resolvi deixar a alocação um pouco mais concentrada.
Com essa alocação em FIIs minha expectativa é de receber ~R$600,00 por mês em aluguéis.
Portfolio Small/Micro-Cap Value:
Bem, nessa classe temos 28 empresas, sendo 18 small-caps (ou o terço com menor p/vpa do SMLL) e 10 micro-caps.
Investir nas micro-caps foi MUITO difícil. A liquidez delas é péssima. Algumas ações (Como Mendes Júnior, por exemplo) possuem spreads de até 20% e passam semanas a fio sem um trade, quanto mais na ponta compradora. Essa característica torna as mesmas praticamente imunes a investidores institucionais ou com um portfolio muito grande. Aplicações de 20-30k certamente moveriam de forma significativa as empresas menos líquidas. Ordem limitadas são uma obrigação e a liquidez passa a ser um premium. Ou você leva a melhor no bid/ask spread ou você já perde 1 ano de expectativa de retorno em um único trade.
Com isso, várias empresas micro-caps que cumprem os critérios de p/vpa ainda não integraram ao portfolio por problemas de liquidez. Com o tempo esse problema deverá ser minimizado.
Algumas surpresas positivas: SPRI3 (+7% só no Spread, +9,1% total), MRFG3 (+7,66%), INEP4 (+6,85%). Surpresas negativas: ABCB4 (-6,11%), MAGG3 (-5,95%) e, claro, RSID3 (-3,12%). Exceto Gafisa (+3,5%), estou com prejuízo em todas as outras grandes construtoras.
Por que uma alocação reduzida em ELPL4 e ENBR3? Devido à cotação elevada do papel, só pude comprar 100 ações de cada. Com o passar dos meses pegarei parte do aporte mensal para corrigir esse problema.
Valores:
Notas interessantes:
- Em fevereiro já recebi R$79,40 do PRSV11! Não esperava receber nenhum aluguel antes do meio de março!
- Se eu ler mais algum corno escrevendo "MAS VR, VALOR É MUITO MAIS QUE P/VPA LOL!" eu juro que mato um.
- Os aluguéis estão de volta, dessa vez turbinado por yields muito melhores! Possuo a firme expectativa de tornar meu portfolio com custos negativos.
- A partir do mês que vem vocês terão a informação mais importante que estavam faltando: a rentabilidade do mês de cada classe de ativo. Pra isso fiz um sistema de simulações de cotas de fundo que foram um SACO implementar na minha planilha TOSCA. Meu objetivo principal é calcular a correlação dos retornos dos FIIs/Renda Fixa/Large Value/Small Value.
É isso aí pessoal! Um mês épico! Rumo aos R$500k!