quinta-feira, 7 de julho de 2011

Mudanças...

Pessoal,

Inicialmente quero esclarecer que não morri, não matei ninguém, não perdi todo o dinheiro nem ganhei na mega sena. Estou passando por um momento delicado na minha vida e não mais poderei atualizar o blog na frequencia que gostaria, o que me impede de garantir as atualizações mensais, ao menos na forma em que eram feitas.

Para os mais curiosos (quem eu quero enganar... TODOS vocês são curiosos) meu patrimônio hoje é de ~495k e a performance em junho ficou um pouco abaixo do Ibov.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Banco Sofisa - Uma alternativa melhor que o Tesouro Direto

O meu empréstimo garantido infelizmente está chegando ao fim. O devedor já me devolveu R$30.000,00, que foram devidamente realocados em ações Large Cap (100 ENBR3, 100 ELPL4, 300 CMIG3, portfolio bem energético hehe), em ações Small Cap (300 SLCE3, 600 FHER3) e em ações Micro Cap (1300 SFSA4), tudo de acordo com minha alocação de ativos 10/20/35/35.

A questão é que nos próximos dias receberei os outros R$50.000,00, e esse valor deverá obrigatoriamente ser investido em renda fixa. Coincidentemente, conheci pela internet o Sofisa Direto, um CDB que apresenta a mesma segurança da poupança até R$70.000,00, é totalmente isento de tarifas (com exceção do famigerado IR) e com taxas mais atraentes que o Tesouro Direto.

O mais interessante é que ele também oferece CDBs indexados pela inflação (IPCA) com taxas bem atrativas (7,8%). Para quem não precisa de liquidez no curto prazo e que busca uma maior rentabilidade em renda fixa (e quem não busca?) sugiro fortemente investirem no CDB do Banco Sofisa. É o que farei.

A partir dessa semana passei a ser acionista do Banco Sofisa (grande merda, eu sei), então sugiro a todos a analisarem bem o produto e os argumentos aqui colocados, mas desde já adianto que, salvo o limite do FGC, não há o que se reclamar.


Rumo aos R$500k (a cada dia mais distantes) !

terça-feira, 31 de maio de 2011

Atualização Mensal: Maio 2011 (R$497.126,13, +R$6.726,17, +0,51%)

Mais um mês que eu achei que iria fechar no vermelho e fui surpreendido positivamente pela diversificação dos meus ativos. Como resultado, estou 1,37% mais rico do que no mês anterior.

Pessoal, a atualização desse mês vai ser rápida por um único motivo: CANSAÇO. Vamos lá:

Portfolio (+0,51%):



Valores:

Como as ações SPRI3 não mais cumpriam sua função de valor (p/vpa alto), tive que vendê-las assim que foi possível (leilão de abertura de 01/05), a R$1,20 cada. Aparentemente foi num timing bom, visto que as mesmas hoje estão cotadas a R$0,67 cada. Essa grana (junto com a venda do KNRI11) foi providencial para eu realizar a subscrição de 207 quotas de FEXC11B a R$105,00 cada, que serão, assim como as SPRI3, vendidas assim que possível (15/06). Resolvi subscrever as cotas pois não havia mercado para vender os direitos.

No campo das Large-Cap não fiz qualquer compra ou venda. Já nas small-caps, além da venda das SPRI3, comprei 400 FESA4 com o $ do salário e do empréstimo, 100 a R$11,14 e 300 a R$11,18 (malditas ordens parcialmente executadas). Aparentemente também foi uma boa entrada, visto que já apreciaram quase 10% em menos de 1 mês.

Houve overperformance no portfolio LV (-1,12% vs. -2,42% do MLCX) e underperformance do SV (-0,75% vs. -0,14% do SMLL). Por conta da subscrição o portfolio de imóveis teve uma performance fantástica, fato esse que não irá se repetir no futuro.

Rumo aos R$500k!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Atualização Mensal: Abril 2011 (R$490.399,96, +R$10.037,05, +1,06%)

Esse mês foi um exemplo clássico de como funciona a diversificação em um portfolio. Enquanto o índice Ibov caiu -3,58% no mês junto com meu portfolio mid-large cap (-3,74%), a performance do portfolio foi de saudáveis +1,06%, enquanto meu patrimônio cresceu 2,09%. Nada mal para um mês turbulento e que tinha tudo para fechar no vermelho.

Mais um pequeno passo dado para a independência financeira.

Projeção Patrimonial (clique para ampliar):


Esse gráfico da forma como está aí é praticamente inútil. O próximo tentarei fazer logarítmico para fazer jus à volatilidade na crise de 2008, etc.

Portfolio (+1,09%):


É incrível como os aportes e o reinvestimento das rendas conseguem tornar o trabalho de rebalanceamento bem mais fácil. Dificilmente terei que fazer grandes mudanças quando o portfolio completar um ano e eu fizer o rebalanceamento obrigatório.

Se as porcentagens permanecerem assim o próximo aporte será em imóveis (8,1% distante da meta).

Portfolio Mid-Large Value (-3,74%):


Pense em compras completamente desastradas. Foi exatamente o que fiz com esse portfolio esse mês. Vendi 200 quotas PIBB a R$96,29 cada (vendi mal), no entanto eu comprei:

  • 300 PETR4 a R$28,59 cada
  • 300 USIM5 a R$19,95 cada
  • 300 BVMF3 a R$11,74 cada
  • 100 USIM5 a R$16,20 cada
  • 100 CPLE3 a R$39,22 cada
Daí vocês imaginam o tamanho do NABO que eu levei, graças principalmente a Petro (que tal perder mais de 10% em menos de um mês?) e Usiminas (quase 20% de FUMO em 20 dias). Ainda assim consegui ter uma performance paralela ao Ibov (-3,58%), MLCX (-3,79%) e Ibrx-50 (-4,11%).

Portfolio Imóveis (+2,44%):


Os aluguéis foram reinvestidos no portfolio Small Cap. FEXC11B com muita volatilidade (não que eu me importe com isso).

Portfolio Small-MicroCap Value (+5,18%):




O portfolio teve um retorno fantástico, graças quase que exclusivamente por causa de uma única ação: SPRI3 (Springer). Um balanço trimestral com prejuízo e uma notícia de desdobramento de ações (que valiam magros R$4,XX cada) foi o suficiente para causar um frenesi e empurrar pra cima em 158,1% a ação.

Destaque positivo também para SULT4 (+23,6%) e MRFG3 (+18,4%). Destaque negativo para POSI3 (-10,4%, a empresa mais espancada da bolsa) e CTNM4 (-5,6%).

Foram compradas 500 PRVI3 a R$6,28 cada.

Mês que vem terá Swap entre Klabin/Suzano com Energias BR/Eletropaulo devido à recomposição do MLCX e SMLL.

Valores (cliquem para ampliar):


O que mais me impressionou nos valores foi o quanto eu ganhei (líquido!) de aluguel das ações esse mês: R$218,16! Isso dá mais de 0,5% por ano, o que é significativo no longo prazo (0,5% a mais por ano significa me aposentar com mais de R$1.000,00 a mais por mês). Como consequência, a "taxa de administração" do portfolio também está negativa.

Rumo aos R$500k!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Posts via e-mail!

Como se já não bastasse vocês acessarem tanto as atualizações mensais como meus artigos de forma completamente gratuita, a partir de agora os mais preguiçosos (ou seja, todos vocês) terão mais uma comodidade: Acesso aos novos posts diretamente na sua caixa de entrada! Basta colocar seu e-mail no campo ao lado e ativar seu e-mail!


Típico leitor do Viver de Renda que xinga muito no twitter

quinta-feira, 31 de março de 2011

Atualização Mensal: Março 2011 (R$480.362,91, +R$25.133,00, +2,98%)

Esse mês para mim foi um mês de novidades: ler resultados trimestrais e torcer por uma empresa como eu torço pelo meu time. Perder mais algum tempo calculando valores de quotas a cada nova compra. Abrir diariamente o home broker pra ver as maiores altas e maiores baixas, bem como o site da CBLC pra ver que papéis foram alugados e que aluguéis foram liquidados. Acima de tudo, ver o patrimônio líquido ao final do mês e se assustar. Quase meio milhão de reais. Vocês leram essa palavra? MILHÃO. R$500.000,00 pode comprar um apto de 50m² no Leblon, mas pra mim esse valor representa muito mais: representa sonhos, suor, sorte e acima de tudo a expectativa de um futuro tranquilo, de obter a tão sonhada independência financeira. Mas vamo que vamo, pois o horizonte é longo e o caminho é tortuoso...

Esse acréscimo de ~R$25.000,00 é explicado não só pelo retorno do portfolio, mais também pelos aportes significativos, afinal apliquei 2 salários (só recebi o salário de fevereiro em meados de março) e 4 meses de trabalho que recebi de vez da minha segunda fonte de renda (que totalizou 3k). Com isso, estou 5,52% mais rico que o mês anterior e com 100% a mais de trabalho pra fazer a atualização mensal!

Patrimônio líquido:



Graças a minhas incríveis capacidades computacionais, agora vocês podem enxergar alguma coisa desse gráfico, que, por não estar em escala logarítmica não explica muita coisa. Essa barra vermelha em breve será eliminada.

Portfolio:


A grande maioria dos aportes e reinvestimentos foram dirigidos ao portfolio Small&Micro Cap Value, objetivando a alocação 10/20/35/35.

O retorno do portfolio no mês foi de +2,98%.

Portfolio Mid-Large Value:


Conforme planejado, desfiz-me de 150 quotas PIBB a R$92,30 cada, e com esse dinheiro comprei:
  • 1000 KLBN4 (Klabin) a R$6,00 cada.
  • 100 SUZB5 (Suzano) a R$13,98 cada (não me esqueci delas)
  • 300 GOAU3 (Gerdau) a R$21,91 cada.
Apesar de GOAU3 não fazer parte do índice MCLX, preferi o mesmo a GOAU4 pois, além de serem exatamente a mesma empresa, pagam exatamente o mesmo dividendo, sendo a primeira mais barata por questão de liquidez. Como eu estou me fodendo pra liquidez, paguei mais barato e vou aproveitar os dividendos maiores proporcionalmente. Por sinal, a ação afundou mais de 3% desde que eu comprei ela.

Com um dos aportes eu também comprei 100 CPLE3 a R$37,01. Eu não tinha perspectiva nenhuma de fazer compras com aporte nesse portfolio esse mês, mas quando vi no HB um leilão gigante jogando o preço lá pra baixo resolvi aproveitar a oportunidade, que até então tem valido a pena uma vez que 3 dias após a compra a ação já está valendo R$39,49. Os motivos de ter comprado CPLE3 ao invés de CPLE6 são os mesmos de GOAU3.

O retorno do portfolio do mês foi de +4,17%, ante +1,79% do Ibov e +2,15% do MCLX. Esse retorno é explicado pois, apesar de possuir boa parte em PIBBs (que renderam +1,46% no mês), eu possuo as 4 ações com maiores altas do Ibov no mês (BRTO4, SBSP3, TMAR5, CESP6).

Portfolio Imóveis:


Sem novidades por aqui. Reapliquei os aluguéis no portfolio Small Cap e devo demorar uns meses até fazer uma nova aplicação por aqui.

O retorno do portfolio de imóveis no mês foi de +2,08%.

Portfolio Small-Micro Cap Value:

Esse mês eu fiz o meu primeiro rebalanceamento forçado: vendi as BPNM4 que tinha comprado a R$5,54 por R$5,65, pois aparentemente após o último balanço o P/VPA do banco foi para 7, totalmente estranho. Com essa grana eu, após muita raiva e dias com ordens não executadas, comprei 600 IDVL4 a R$8,02 cada, para nos dias seguintes ver a ação explodir para R$9,02 e ainda ganhar um direito de subscrição de brinde.

Também foram compradas 400 BICB4 a R$11,43 cada e 100 CLSC6 a R$41,69 cada.

A JHSF3 foi sem dúvida o foguete do mês, explodindo 29,23% em um movimento digno de investigação pela CVM. O mico do mês foi POSI3, caindo -19,92%.

O portfolio teve um retorno de +3,23% no mês, ante +6,27% do SMLL. Já notei que as micro-caps possuem baixíssima correlação com a movimentação normal do mercado, então esperem números bem diferentes do SMLL nos próximos meses.

Valores:

Devido ao aumento significativo do meu patrimônio no mês anterior, resolvi calcular o retorno do portfolio mês a mês, inserindo o sistema de cotas que é um porre de se controlar (a cada retirada ou aporte as quotas precisam ser recalculadas), mas importante pra saber como a minha estratégia se sairá no longo prazo, além de fornecer ao longo do tempo todo tipo de informação interessante como correlação, desvio-padrão, etc.

Vejam que os aluguéis as ações pagam totalmente minha corretagem e, mesmo se considerarmos os emolumentos, a "taxa de administração" do meu portfolio está negativa, como eu já previ na atualização do mês anterior.

Desde já peço desculpas pela minha ausência nos comentários! Leio todos, mas tempo pra responder...

Rumo aos R$500k!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Aportes, rendimentos, dúvidas: como obter a independência financeira nessa merda de bolsa lateralizada?

Bem pessoal, eu tinha feito anteontem uma resposta enorme pra cada comentário e, pra variar, perdi tudo. Desde então surgiram diversos outros comentários, de forma que acho melhor fazer uma resposta em forma de artigo tentando englobar os principais temas abordados nos comentários.

Inicialmente quero agradecer as palavras de incentivo, tanto daqueles que estão sempre comentando por aqui (os amigos Henrique, rodpba, I40, InvFin, Léo, etc.) quanto aos novatos que tomaram vergonha na cara e resolveram aparecer.

No geral notei meio que um desânimo com os investimentos em geral. Já vi posts de outros blogs sobre "investimento" em negócio próprio, cada vez mais perguntas por aqui sobre lançamento coberto de opções (que não é pessimo, frise-se, mas inferior ao buy-and-hold, ainda mais no Brasil) e uma apreensão quanto ao futuro frente a uma inflação alta e uma bolsa lateralizada.

Vale lembrar que tivemos outros períodos laterais (1998-2002, foram 5 anos com retorno nominal de 2% e inflação alta). De fato, nós estamos na pior sequência nominal de 4 anos, ainda que incompleta (2008-2011) de toda a história, com 1% a.a. de retorno nominal. O retorno real (que é o que interessa) certamente está no plano negativo. Não vejo mais aquele oba-oba de 2007, pessoas dizendo que quem tirasse menos de 5% por mês era um imbecil, etc. Vejo muita cautela, muita diversificação, muita gente satisfeita com um yield de 0,7% de um FII.

Cabe aqui ressaltar as palavras do gênio William Bernstein, no livro "The Investor's Manifesto": "A 25-year-old who is actively saving for retirement should get down on his knees and pray for a decades-long, brutal bear market so that he can accumulate stocks cheaply". O raciocínio dele no livro é perfeito: as pessoas compram uma ação exclusivamente pelos frutos (dividendos) presentes e futuros que ela traz, e o fato de uma ação cair 50% não influi em nada nos lucros e dividendos dela. Portanto, para nós, investidores de longo prazo, quanto mais barato pagarmos por esses lucros, melhor.

É óbvio que, no geral, as empresas hoje lucram nominalmente mais do que em 2007. A conclusão, portanto, é também óbvia: o preço pago pelo lucro está menor. E isso, para nós em fase de acumulação, é EXCELENTE. Peguem praticamente qualquer bolsa mundial e vejam o retorno delas por um período longo de tempo. Em algum momento o retorno tem que acompanhar a expectativa desse retorno.

Eu sinceramente não tenho idéia se a bolsa em 2007 estava cara ou se estava no seu preço normal. O que eu tenho certeza é que, hoje, elas não estão caras e nem de longe temos uma bolha nas ações. Para mim é o suficiente.

Além disso, eu não conheço em toda a história mundial uma bolsa que, no longo prazo, não tenha sido o método mais eficiente de se investir, salvo bolhas (EUA 2000 com PL de 45, Japão 1989 com PL de 100). A maior empresa da bolsa está com PL de 10,5. A segunda maior, 8,5. A maior parte do meu dinheiro, portanto, continuará em ações.

O que estamos vendo é um caso clássico de "recency bias": a tendência do investidor de extrapolar os resultados recentes para o futuro indefinidamente. Não, o ouro não vai subir eternamente, os imóveis não vão render 30% ao ano para sempre e a bolsa não irá ter um retorno nominal de 1% até a sua aposentadoria. Foquem no longo-prazo e naquilo que é realmente importante:

  • O ouro, como toda commodity que nada produz, tende apenas a seguir a inflação.
  • A renda fixa não renderá nada além do yield.
  • Os imóveis não renderão nada além da inflação + yield dos aluguéis.
  • A bolsa não renderá nada além do lucro médio das empresas + inflação.
Cabe aqui retornar à matemática elementar dos juros compostos e relembrar aos esquecidos o poder dos mesmos:

  • R$1.000,00 investidos por mês com um rendimento real de 0,5% a.m. (~6%a.a.) valerá 1 milhão daqui a 30 anos. Se o retorno for de 0,66% a.m. (~8% a.a.) você terá 1,5 milhão.
  • R$500,00 investidos por mês com um rendimento real de 0,5% a.m. (6%a.a.) valerá 1 milhão daqui a 40 anos. Se o retorno for de 0,66% a.m. (~8% a.a.), você terá 1,7 milhão.
Notem no último exemplo que apenas 15% do valor final é obtido pelos aportes. Os 85% restantes vem dos juros compostos.

A independência financeira não é uma crença: é um resultado inevitável preenchidos os requisitos necessários (aportes constantes, tempo). Eu continuarei fazendo meus aportes e esperando pelo inevitável. E você?

terça-feira, 1 de março de 2011

Atualização Mensal: Fevereiro 2011 (R$455.229,91, +R$257.163,91)

"If only God would give me some sign...a clear sign! Like making a large deposit in my name at a Swiss bank." - Woody Allen

Essa é sem dúvida a atualização mensal mais importante que esse blog já passou. Com mais mudanças, com mais classes de ativos, com mais DINHEIRO.

~R$450.000,00. Um valor que, pela projeção patrimonial, eu só deveria atingir em 28/02/2014! Em um único mês eu acelerei minha independência financeira em 3 anos (ou, no mesmo prazo, mas 40% (!!!!!!!111onze) mais rico).

Obviamente que a pergunta número 1 é: de onde veio a grana? Roubo? Opiças a seco? Prostituí meu corpo pra uma velha cheia de rugas milionária? Não. Resta dizer que a origem foi totalmente lícita e que, por questões de privacidade, não me cabe expor aqui. Ou eu explico o que aconteceu ou eu mostro os valores. Nunca os dois. Quem acompanha o blog sabe que eu sempre prefiro o segundo, e assim seguirá por toda a eternidade.

Obviamente, esse valor muda o portfolio de praticamente qualquer um. Quem entende algo de construção de portfolio sabe que o mesmo é um resultado de uma matriz que envolve diversos fatores: idade, necessidade de retorno, resistência à volatilidade. Obviamente minha idade não diminuiu, nem minha resistência à volatilidade, mas sim minha necessidade de retorno. Com um valor tão alto tão jovem eu não preciso aplicar tudo 100% em ações, sob risco, ainda que pequeno, de retornos pífios por longos períodos.

Portanto, o portfolio precisava de ajustes. E por ajustes eu digo uma pitada de renda fixa e uma dose de outra classe de renda variável (imóveis). O objetivo é um só: diminuir a volatilidade (que, pra mim, não é risco) e proteger um pouco mais o capital. De brinde, ganho o bônus de balanceamento que faz o retorno ser um pouco maior que a média dos retornos dos ativos.

Com todo esse valor eu também pude finalmente investir nas temidas small-caps e micro-caps. Como sempre, buscando valor (valor = p/vpa baixo). Foram 28 compras num espaço de 15 dias.

Portanto, meu portfolio hoje possui 3 classes de ativos diferentes: Renda fixa (empréstimo garantido), Renda Variável 1 (Imóveis) e Renda Variável 2 (MidLarge Caps/SmallMicro-Caps). Portanto, são 4 tipos diferentes de investimento em 3 classes.

Como ficou a divisão das classes dos ativos:

  • 10% Renda Fixa
  • 20% Imóveis
  • 35% MidLarge-Cap
  • 35% SmallMicro-Cap

Quais foram os critérios para a determinação dessas porcentagens? Idade, necessidade de risco e resistência à volatilidade.

Qual a expectativa de retorno do portfolio?

  • Renda fixa = 10,54% (12,4%-IR) -> 1,54%
  • Imóveis = 12% -> 2,4%
  • MidLarge = 12% -> 4,2%
  • SmallMicro = 14,4% -> 5%

Total = 1,54%+2,4%+4,2%+5% = 13,14% a.a. Foram desconsiderados composição dos juros mensais e ganhos de rebalanceamento.

Como dizem que a teoria na prática é outra, minha expectativa pessoal de retorno é 0% por um bom tempo.

Vamos ao que interessa:

Projeção patrimonial:


Finalizado o mês de fevereiro, estou nada menos que 130% mais rico! O gráfico dá pra dar idéia da dimensão da coisa.

Portfolio:


- Mas VR, não eram apenas 10% em RF? Por que 17,5% então?

Coincidentemente, houve a oportunidade de expandir o empréstimo garantido que me rendem 1,5% a.m. Portanto, melhor 1,5% garantidos do que 1,2% previstos. Com a devolução desse valor, que deve ocorrer no curto/médio prazo, a aplicação na renda fixa será através do Tesouro Direto, mais especificamente LTN/2015. Uma conta na BANIF já foi aberta exclusivamente com esse propósito. Com o aporte atual, a expectativa é receber R$1.200,00 de juros por mês.

Também obviamente os próximos aportes irão para as Small/Micro-Caps.

Com essa divisão, meu portfolio se moverá de duas formas:
  • Rebalanceamento Inter-Classe
  • Rebalanceamento Intra-Classe
O rebalanceamento Inter-Classe ocorrerá sempre após o período mínimo de 1 ano ou valor 30% distante do definido para o ativo. Caso, após um ano, a diferença não for significativa, o portfolio seguirá sem balanceamento Inter-Classe. O objetivo é um só: minimizar custos. Há vários estudos que demonstram que um rebalanceamento infrequente (a cada 1-3 anos) é tão bom quanto um frequente (3-6 meses).

O rebalanceamento Intra-Classe ocorrerá em duas hipóteses:
  • Sempre que um ativo obtiver rentabilidade de 100% e tiver ocorrido o período mínimo de 2 anos o mesmo será vendido até o preço médio de um ativo da classe. Os aportes devem sempre ser feitos em empresas novas ou em empresas com o menor valor dentro do portfolio até o preço médio de um ativo da classe.
  • Sempre que um ativo não satisfaça os critérios de valor (p/vpa muito alto) até um valor 20% maior que o ativo de menor p/vpa fora do portfolio o mesmo permanecerá no portfolio. Caso contrário, será vendido imediatamente e trocado pelo ativo da mesma classe de menor p/vpa fora do portfolio.
O segundo ponto é especialmente importante. Diversos fundos passivos de valor desenvolveram os "holding bands", que são destinados a ativos que saíram dos critérios estritos do fundo mas que ainda estão perto o suficiente para ainda possuírem algum valor. Esse "buffer" evita sucessivas compras e vendas por diferenças minúsculas e diminui de forma significativa o turnover e portanto os custos.

É importante vocês entenderem que meu objetivo não é fazer gestão ativa, muito menos análise fundamentalista das empresas: meu objetivo é criar, ao menos nas ações, fundos pessoais PASSIVOS que seguem critérios OBJETIVOS para a compra e venda de ações.

Portfolio Mid/Large-Value:



Frente o novo portfolio, foram vendidos 200 PIBBs para compra de FIIs. Os demais PIBBs, salvo alguma mudança significativa, serão vendidos até eu possuir o terço de menor p/vpa do MLCX (25 empresas, portanto).

Portfolio Imóveis:


Alguns detalhes:

FEXC11B teve um peso maior por se tratar de um intermediário de CRIs. Devido à taxa de adm. aceitável e yield bacana preferi suprir minha necessidade de CRIs com apenas esse fundo e o CSBC11.

A alocação do HTMX11B se tratou de uma ordem de compra executada parcialmente. Essa brincadeira me custou 0,6% do investimento, o que pra mim é um custo inaceitável.

Esse portfolio ainda precisa de maior diversificação mas, frente aos poucos FIIs interessantes no mercado, resolvi deixar a alocação um pouco mais concentrada.

Com essa alocação em FIIs minha expectativa é de receber ~R$600,00 por mês em aluguéis.

Portfolio Small/Micro-Cap Value:



Bem, nessa classe temos 28 empresas, sendo 18 small-caps (ou o terço com menor p/vpa do SMLL) e 10 micro-caps.

Investir nas micro-caps foi MUITO difícil. A liquidez delas é péssima. Algumas ações (Como Mendes Júnior, por exemplo) possuem spreads de até 20% e passam semanas a fio sem um trade, quanto mais na ponta compradora. Essa característica torna as mesmas praticamente imunes a investidores institucionais ou com um portfolio muito grande. Aplicações de 20-30k certamente moveriam de forma significativa as empresas menos líquidas. Ordem limitadas são uma obrigação e a liquidez passa a ser um premium. Ou você leva a melhor no bid/ask spread ou você já perde 1 ano de expectativa de retorno em um único trade.

Com isso, várias empresas micro-caps que cumprem os critérios de p/vpa ainda não integraram ao portfolio por problemas de liquidez. Com o tempo esse problema deverá ser minimizado.

Algumas surpresas positivas: SPRI3 (+7% só no Spread, +9,1% total), MRFG3 (+7,66%), INEP4 (+6,85%). Surpresas negativas: ABCB4 (-6,11%), MAGG3 (-5,95%) e, claro, RSID3 (-3,12%). Exceto Gafisa (+3,5%), estou com prejuízo em todas as outras grandes construtoras.

Por que uma alocação reduzida em ELPL4 e ENBR3? Devido à cotação elevada do papel, só pude comprar 100 ações de cada. Com o passar dos meses pegarei parte do aporte mensal para corrigir esse problema.

Valores:


Notas interessantes:

- Em fevereiro já recebi R$79,40 do PRSV11! Não esperava receber nenhum aluguel antes do meio de março!

- Se eu ler mais algum corno escrevendo "MAS VR, VALOR É MUITO MAIS QUE P/VPA LOL!" eu juro que mato um.

- Os aluguéis estão de volta, dessa vez turbinado por yields muito melhores! Possuo a firme expectativa de tornar meu portfolio com custos negativos.

- A partir do mês que vem vocês terão a informação mais importante que estavam faltando: a rentabilidade do mês de cada classe de ativo. Pra isso fiz um sistema de simulações de cotas de fundo que foram um SACO implementar na minha planilha TOSCA. Meu objetivo principal é calcular a correlação dos retornos dos FIIs/Renda Fixa/Large Value/Small Value.

É isso aí pessoal! Um mês épico! Rumo aos R$500k!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Atualização Mensal: Janeiro 2011 (R$198.066,00 +R$910,25)

Obs.: Por efeitos puramente práticos, os cálculos foram feitos até o dia 02/01/2011.

Por muito pouco não fechei o mês no vermelho. Graças a um aporte bem alto (~R$5k, com direito a tirar dinheiro do colchão de segurança, sob pena de não fazer aplicação esse mês), estou parcos 0,46% mais rico. Aplicar o suor de todo o mês para vê-lo derreter quase que instantaneamente é, modestamente, FODA. Coloca-se mais uma camada de concreto no estômago e vamos em frente (ou pra trás...)

Projeção patrimonial:


Portfolio:


Portfolio Detalhado:


  • O empréstimo garantido continua fluindo 1,5% a.m.
  • Seguindo o planejamento para investimento em valor, foram feitas 4 compras: 500 BRTO4 a R$13,14 cada, 1100 JBSS3 a R$6,70 cada, 200 CESP6 a R$28,93 cada e 100 TMAR5 a R$49,26 cada. Se você pegar a cotação atual de cada uma dessas ações vocês verão o FUMO que eu levei da data da compra (28/01 a maioria) até hoje.
  • Obviamente que para realizar as compras acimas foi necessário vender 200 PIBBs a R$95,37 cada (modestamente vendi bem).
  • Próximos objetivos: SANB11, BRML3, USIM5. E já estou fora dos P/VPAs abaixo de 1 nas large-caps.
  • O site da infomoney tem diversos erros na análise fundamentalista. Não usem.
  • Ainda estou lembrado das 100 SUZB5.
Valores:


Será que teremos novidades em fevereiro?

Rumo aos R$200k!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Atualização Mensal: Dezembro 2010 (R$197.155,75 +R$2.312,16)

Obs.: Por efeitos puramente práticos, os cálculos foram feitos até o dia 02/01/2011.

O mês de dezembro sem sombra de dúvidas foi um mês complicado pra mim em termos financeiros. Gastos muuuuito altos com natal e reveillon traduziram-se em investimentos reduzidos no mês. Como o PIBB11 também andou de lado entre os dois fechamentos (mas não no mês em si) o resultado foi um acréscimo de "apenas" ~R$2,3k e o fracasso do objetivo de fechar o ano com os R$200k almejados. Ainda assim, consegui ficar ~1,18% mais rico que o mês anterior.

Apesar dos aportes ligeiramente maiores, o acumulado total (apreciação+juros+aportes) nesses 365 dias foi de ~R$67.000,00, muito menos que os ~R$100.000,00 de 2009. Ainda assim, terminar o ano no verde é muito gratificante, ainda mais quando você possui 85% do seu suor acumulado na bolsa. O valor acumulado total equivale a ~R$183,50 por dia. Economizar todo santo dia esse valor é um feito para praticamente qualquer ser humano de qualquer país.

Quanto a 2011, eu não tenho a mínima idéia do que pode acontecer, tanto comigo quanto com a bolsa. Metas? Continuar juntando, sem me privar demasiadamente, mas sem determinar um valor absoluto. Com um portfolio volátil como o meu, é um exercício fútil tentar chegar a um número. Terminarei a conversão de PIBBs em ações individuais em 2011 e iniciarei meus investimentos em small-caps.

Pra ser bem honesto com vocês, sinto que cheguei num platô dos meus conhecimentos sobre finanças/investimentos. Existem ainda alguns pontos de interrogação, como o efeito momentum e a presença de commodities em portfolios de acumulação/retirada, mas no geral feliz ou infelizmente percebo que os livros e discussões pouco agregam ao meu conhecimento. Os comentários do blog infelizmente tem sido um festival de ignorância, particularmente quanto ao que significa o investimento em valor de forma passiva. O indivíduo investir em ações individuais e sequer saber o que é o fator de risco HML (se é que é, de fato, um fator de risco) mostra quanto o conhecimento nacional se restringe às baboseiras de Márcio Noronha ou às superficialidades de Gustavo Cerbasi, etc. Com a exceção da rede de blogs criada por mim e pelos amigos Guilherme, Henrique e Inv. e Fin. do Valores Reais, HC Investimentos e Investimentos e Finanças respectivamente e posteriormente agregada por diversos outros blogs, não vejo uma discussão ou divulgação da questão dos custos no investimento, da importância e superioridade no longo prazo do investimento passivo, etc. Percebo sim muita preguiça mental, muita ignorância enraizada por fatores emocionais e pouca vontade de descobrir a verdade. Mas vamo que vamo...

Projeção Patrimonial:

Sem novidades.

Portfolio:


Portfolio detalhado:

Foram vendidas 200 PIBBs a R$94,70 cada e compradas 200 SBSP3 a R$42,90 cada, 300 FIBR3 a R$26,77 cada e 400 SUZB5 a R$14,54 cada. Apesar do objetivo ser um portfolio equal-weight, decidi por questões práticas não realizar compras ou vendas no fracionário, pois implicaria em maiores corretagens e praticamente nenhum benefício. Dito isso, ainda comprarei mais 100 SUZB5 mês que vem.

Valores:

É isso aí pessoal, meio sem tempo/paciência pro blog ultimamente. Bom 2011 a todos!

Rumo aos R$200k!