quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Como escolher uma mulher para namorar/casar

Apesar desse ser um blog focado em investimentos/finanças pessoais, durante os 2 últimos meses praticamente só se discutiu sobre uma coisa nos comentários: mulher. A escolha da parceira é, de fato, a decisão financeira mais importante da vida de qualquer homem e que, tratando-se de dinheiro, deve ser analisada ao menos em parte com a mesma racionalidade que analisamos um título NTNB ou a meretriz da GFSA3, e é nesse ponto que muita gente faz péssimas decisões que trarão consequências catastróficas pelo resto da vida.

O ponto inicial é saber que, ao contrário do que prega o feminismo, existem diferenças fundamentais entre homens e mulheres. Ao contrário do que prega a misoginia, não acredito que as mulheres devem ser objeto de ódio ou desprezo, mas sim haver o reconhecimento de que não somos iguais.

Ao contrário dos homens, as mulheres são muito mais dependentes da sua aparência física para atrairem o sexo oposto. Já estes conseguem atrair mulheres através de dinheiro e poder. Essa opinião minha tem base puramente empírica que pode ser corroborada por qualquer pessoa que vive em nossa sociedade.

Do fato acima surge uma verdade inconveniente: existe uma clara tendência de valorização dos homens com o tempo e de desvalorização das mulheres com o tempo. A tendência dos homens, ainda mais nós que poupamos, estudamos e investimos o nosso suado dinheiro, é de nos tornarmos mais ricos a cada dia. Por outro lado, o tempo torna as mulheres a cada dia mais feias.

Será por isso que elas querem nos comprar (casar) e nós queremos alugá-las (namorar)?

Além disso, pelo fato das mulheres serem seduzidas pelo dinheiro, existe uma tendência natural das mesmas serem um eterno agente destruidor das riquezas criadas pelo homem, agindo como um título de renda fixa com rentabilidade negativa em troca da sua companhia.

Cria-se, então, um dilema: se de um lado o objetivo de cada um que lê este blog é de aumentar o patrimônio a cada dia, as namoradas/mulheres tendem a diminuir este mesmo patrimônio. Existem, portanto, algumas opções ao homem:

  1. Assumir que é otário e continuar sendo o caixa automático da mulher
  2. Tentar mudar as características da mulher (boa sorte!)
  3. Largar a âncora

Para a pessoa solteira, existe a estratégia discutida amplamente nos comentários da eterna solteirisse + prostitutas/amantes. De um lado ganha-se liberdade e dinheiro, do outro perde-se responsabilidade e a ligação emocional. Creio que essa estratégia é plenamente válida, assumidos os riscos de no futuro o indivíduo ser uma pessoa velha, rica e praticamente sozinha (não acredito em amizades fora da família/matrimônio).

Talvez uma estratégia mais interessante seja a de escolher as raras mulheres que ganham o mesmo/um pouco menos que o homem e que visualizem valor no homem além do dinheiro. É importante frisar que a mulher sempre vai olhar pro dinheiro do homem, SEMPRE. A questão aqui é você não ser reprovado nesse quesito e possuir outras qualidades para que a mulher aceite ter você como parceiro. No entanto, a mulher também deve possuir qualidades, sob risco do homem perder uma quantia significativa do seu patrimônio com divórcio, pensão alimentícia e eterno subsídio do padrão de viva feminino:
  • Caráter. Se o homem pegou a mulher na mentira algumas vezes é sinal que a mesma não é digna de confiança e que portanto não serve como companheira.
  • Passado. Se a mulher ou tem um passado nebuloso ou com histórico de bebedeiras, relação com diversos homens e que de uma hora pra outra "mudou", é sinal de que você tem um potencial enorme de chifre ou de risadas por trás de centenas de homens que pegaram sua então mulher facilmente.
  • Constante subsídio. Esse é o fator fundamental para o homem saber se ele é o cartão corporativo da mulher. Se a mulher diz que não liga pro dinheiro do cara, que tal cortar as viagens internacionais pagas integralmente pelo homem? Os jantares em bons restaurantes? Roupas?
  • Desnível acentuado de renda. Se você ganha R$20.000,00 e a mulher ganha R$2.000,00, o homem está fadado a levar um padrão de vida de no máximo R$11.000,00, e de cair na mesma questão do constante subsídio acima. Pra mim já basta o governo de sanguessuga.
  • Inteligência/Interesses em comum. Lembre-se: a mulher a cada dia fica mais feia, e logo chegará o dia em que não restará beleza alguma nela. Se não houver diálogos interessantes/interesses em comum, que incentivo o homem terá de ficar com uma mulher burra E feia?
  • Apreciação por coisas supérfluas/síndrome de princesa. Se a mulher se vangloria com as amigas das viagens pagas pelo macho ou do caro presente X recebido é porque as prioridades dela estão nas coisas que o homem proporciona e não no homem em si.
  • Inabilidade em poupar. Se a mulher mesmo que tenha uma renda boa mantiver constantemente saldo negativo ou contas em atraso é um sinal claro de descontrole financeiro, levando a uma parceira que, apesar de não diminuir, em nada agrega ao patrimônio do casal.
Portanto, se a mulher tem um passado sombrio, mente/já mentiu algumas vezes pra você e não é digna de confiança, ganha muito menos que você, não poupa um centavo e ainda depende constantemente dos seus aportes para suas atividades de lazer é sinal de que existe (muita) coisa errada no seu relacionamento, e que o futuro dificilmente terminará diferente de um divórcio, pensão alimentícia e um homem profundamente arrependido das escolhas feitas no passado.



Edit: Relevante.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Atualização Mensal: Dezembro 2011

Acabou 2011. Ano péssimo para a bolsa, ótimo para renda fixa e imóveis. Mudanças significativas no horizonte, parte delas já implementadas. Sem tempo para o blog ultimamente. Segue gráfico e tabela:



Pelo menos uma vez na vida overperformance significativa tanto no SMV quanto no MLV e, graças ao aporte do mês (FII FPAB a 310,00), terminei o ano acima dos sonhados 500k. Sou um "meio-milionário". Grande merda, eu sei.

Sobre 2011? Achei o ano uma bosta, sem tempo para as coisas, estressante, mas muito bom financeiramente, apesar da bolsa negativa.

Meta para 2012? Sei lá, talvez 1 milhão.

Previsões? Minha bola de cristal continua embaçada como sempre.

É isso pessoal, to meio monossilábico hoje.

Rumo ao milhão!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

500K

Pode ser temporário, posso deixar de ser "meio-milionário" pelos próximos 10 anos, mas a realidade, HOJE, é uma só...




Até 2012, povo!

Rumo ao milhão!!!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Voltando ao Básico III: Diversificação

"Cada investidor deve dividir seus recursos em três partes. Um terço deve ser investido em terras, um terço em negócios e o terço restante deve ser guardado como reserva de valor" - Talmud

Após ler texto criado pelo Zé intitulado "Diversificação é para os fracos" indicado pelo leitor Alex nos comentários, minha reação foi surpresa (pra não dizer revolta) em mais uma vez vermos informação errada sobre finanças sendo propagada por aí. Portanto, espada em punho, vamos trazer a verdade de volta!

Concorde comigo ou MORRA nas mãos de INEP4 e TOYB4!!!

O problema todo encontra-se nesses parágrafos, abaixo reproduzidos:

"Sim … não te contaram isso ? Espalhar o seu capital no mercado de ações em trocentas empresas não criará uma carteira diversificada. Quer ver ? E se amanhã o Mercado de Ações como um todo desabar 90% ? Ok, algumas ações cairão mais do que as outras … mas num índice de queda forte deste jeito convenhamos que todas se aproximariam de 90% de queda também. Concorda ?

Claro ! Todas elas continuam enfrentando os riscos inerentes ao Mercado de Ações como um todo ! Quer diversificar ? Que ao menos divida seu patrimônio entre formas diferentes de investimento !! Coloque 25% em ações (divida entre algumas ações se quiser … fazer o quê ?), 25% em ouro, 25% em imóveis e os outros 25% na renda fixa (poupança, títulos do tesouro, CDB). Isso sim seria diversificar …

Consegue ver que cada parte do seu patrimônio estará sujeito a diferentes “forças” ? Cada um destes 4 mercados andam de forma “independente”. (na verdade alguns costumam andar literalmente na direção oposta do outro)

Diversificar entre várias ações pode até ser confortável psicologicamente falando … mas para o seu dinheiro trará somente um retorno menor."


O texto acima, resumidamente, informa ao leitor que a única forma de diversificação correta seria entre classes de ativos, devido à forte correlação entre ativos de uma mesma classe (uma ação para outra, por exemplo) e baixa correlação entre classes diferentes (um imóvel para o dólar, por exemplo).

Em um artigo que escrevi há quase 2 anos sobre diversificação entre ações coloquei um gráfico muito interessante que mostra de maneira bem prática o benefício da diversificação intra-classe em ações, que segue novamente abaixo:

Esse gráfico é o clássico dos clássicos no que tange a diversificação do risco entendido como desvio-padrão, inspirado pelo texto de Evans e Archer (Diversification and the Reduction of Dispersion: An Empirical Analysis, 1968), que é considerado pedra fundamental desse entendimento.

Vamos ver na prática como fica o desvio-padrão com o número de ações adicionadas. Segue tabela retirada de Statman (How many stocks make a diversified portfolio, 1987), por sua vez retirado de Elton e Gruber (Modern Portfolio Theory and Investment Analysis, 1984):

Como vocês podem ver, adicionar ~15 ações já diminui em mais da metade o desvio-padrão do portfolio. Tudo isso tendo a mesma expectativa de retorno. O mercado obviamente sabe disso e, portanto, NÃO recompensa você por esse risco. Ele presume que, se você possui PETR4, ela está dentro de um portfolio de ações diversificado. Esse risco "extra" é o chamado risco não-sistêmico, que repito NÃO é recompensado pelo mercado.

Para piorar a história, devido à obliquidade do retorno das ações explicado aqui, se você possuir um número pequeno de ações há MENOS de 50% de chance de se igualar o retorno do mercado, pois quanto menos ações você tiver maior será a dispersão do resultado. Imagine que você tenha 3 ações e uma dela seja LUPA3 ou VAGR3: seu portfolio vai por água abaixo, em definitivo, sem você ser recompensado por estar tão concentrado.

O canto da sereia, no entanto, é outro: estude, dedique-se, leia muitos balanços que você será recompensado escolhendo empresas ótimas e tendo retornos excelentes! Para que investir em 30 empresas se você pode escolher as 3 MELHORES empresas do mercado?

A verdade, infelizmente, é que ainda não é possível prever o futuro lendo balanço, relatório, newsletter, etc. Nesses meus anos de estudo aprendi que nada pode ser feito além de manter os custos baixos, diversificar e, no máximo, expor-se à fatores adicionais de risco (tamanho, valor (pvpa, pe, peg, etc.), momentum, liquidez, losers, etc.). O mercado te recompensa pelo risco que você corre e não pelas horas que você estuda. Somos todos ignorantes quanto ao futuro.

Para aqueles que conseguem prever o futuro, no entanto, eu recomendo se dedicarem a coisas mais úteis...

4-8-15-16-23-42

Rumo aos 500k!

domingo, 11 de dezembro de 2011

Desiludido com a Teoria Moderna do Portfólio

Sendo direto:

  • Por que a correlação presume-se constante quando na verdade ela aumenta nos piores momentos possíveis?
  • Por que o modelo não é escalonado por uma função desigual da utilidade econômica? Em outras palavras, por que o primeiro milhão vale o mesmo que o centésimo, sendo a realidade bem diferente? (até certo ponto corrigido pela Post-MPT/Fishburne)
  • Por que portfolios otimizados pela MPT muitas vezes possuem os piores índices sharpes subsequentes? Cheiro de data mining.
  • Talvez o ponto mais importante, central de toda a teoria financeira moderna: por que a expectativa de retorno de qualquer classe de ativo presume-se constante quando na verdade a mesma é modificada a depender do valor presente? Comprar o índice Nikkei em 1989 com PL de 95 possui a mesma expectativa de retorno de comprar o DJI com PL de 4 em 1932? Ou os bonds de 30 anos americanos que tiveram retornos de até 20% a.a. possuem a mesma expectativa de retorno de um yield atual que está em 3%? Qual das opções é a mais arriscada? Risco definido não apenas pelo desvio-padrão, mas pela capacidade que o ativo tem de produzir valor. Esse tal do risco, ô bicho estranho...

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Atualização Mensal: Novembro 2011

Mais um mês completado, e mais um mês que o portfolio tem performance negativa, graças às ações que teimam em cair como um bêbado numa festa. Como resultado, estou meros 3k mais ricos apesar do aporte significativo de 9k esse mês (dois salários investidos), com o patrimônio atual de R$483.793,37.





Notas relevantes:

  • Houve underperformance do MLV com relação ao MLCX e overperformance com relação ao Ibov.
  • Houve overperformance do SMV com relação ao SMLL.
  • Após 5 meses, finalmente uma performance decente do portfolio dos FIIs. Ainda assim, são 9% LÍQUIDOS de valorização em 9 meses, bem razoável tendo em conta da porrada que eu sofri com NSLU11B.
  • A renda fixa está como Juros 0,00 pois o CDB em que aplico, por definição, não possui cashflow.
  • Compras: BBAS3, DAYC4, BICB4, ABCB4, CRIV4 e EQTL3.
  • Sei que sou repetitivo nesse ponto, mas olhem a tabela da correlação dos ativos! Quem não investe em renda fixa ou imóvies está perdendo o mais próximo que temos de um almoço grátis!
  • Portfolio de renda fixa com praticamente 12% líquidos de rentabilidade em 9 meses. Tempos que não voltam mais...
Rumo aos 500k!

domingo, 27 de novembro de 2011

O Porquê de eu Investir



Engraçado que esses dias estava relendo meus posts inicias. Como minha vida era diferente há 2 anos e meio atrás! Portfolio de 50k, contabilizando até 50 reais que tinha emprestado a um amigo e o dinheiro que tinha na carteira.

Hoje os tempos são outros. Portfolio praticamente 10x maior, renda 3x maior, mas a preocupação com relação ao futuro permanece exatamente igual como antes.

Após muita reflexão, depois de todos esses anos descobri o porquê de eu investir de forma tão focada, guardando 80-90% da minha renda por mês. Descobri que não tenho aversão ao trabalho como imaginava e nem consigo me imaginar ocupando 16h vagas todo santo dia.

Descobri que minha aversão, por mais irônico que seja, é à incerteza. Incerteza do futuro: não apenas o distante, mas também o próximo. A verdade, e aqui vai uma pequena revelação, é que a forma como minha vida se desenvolveu me tornou altamente dependente do cargo que atualmente possuo. Caso no futuro a empresa em que eu trabalho venha a ter dificuldades/falir, meu reposicionamento profissional certamente será extremamente complicado, possivelmente passando a ganhar 1/4 do que ganho hoje, ou até mesmo amargando um longo período de desemprego. Isso me preocupa. Muito.

Daí vem o meu portfolio como remediador dessa incerteza, e minha busca incessante de fazê-lo cada vez maior. Existem outras alternativas igualmente válidas: empreendedorismo, concurso público, nova formação...


Um portfolio de 1,5 milhão, ou uma renda alternativa de 5k certamente me fariam uma pessoa muito mais tranquila. Até lá, vou pintando a estrada do meu próprio futuro, real por real...

Rumo aos 500k!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Atualização Mensal: Outubro 2011

O mês de outubro foi marcado pela forte recuperação das bolsas mundiais causado pela definição do calote grego. A bolsa brasileira não foi diferente, ficando 11,49% mais cara em 30 dias. A meu ver, a situação a médio prazo continua catastrófica pela crônica incapacidade dos governos de diminuir seus déficits, gerando débitos impagáveis, excetuadas a emissão de moeda ou o calote. Situações como a dos EUA, Itália, Japão, Portugal e Irlanda já são insustentáveis.

No entanto, como o futuro continua basicamente impossível de se prever, continuarei ad eternum a alocação prevista na minha política de investimentos, ou seja 10/20/70 Renda fixa/Imóveis/Bolsa.

Apesar da forte recuperação do meu portfólio, que teve performance de +4,17% e levou o meu patrimônio aos R$480.000,00, a verdade é que esse foi mais um mês de underperformance tanto nos imóveis (-1,55%) causado pela tentativa de calote da NSLU11B quanto nas ações (+7,29%/+5,91%) quando comparados com seus respectivos benchmarks (+8,90%/+6,89%). Cabe ressaltar que a minha estratégia de investir tanto no value premium quanto no small premium podem levar décadas até a sua manifestação (o desvio-padrão dos prêmios é alguns múltiplos do prêmio em si). Enquanto o Small Premium por enquanto tem se manifestado (+6,21%), o Value Premium hoje é negativo (~-6%). No entanto, cálculos que tem como base dados de alguns MESES possuem a mesma utilidade do tal do Didi da Mycap (nenhuma), portanto... vamos em frente!

Dados:


Destaque para a excelente (falta de) correlação entre os ativos.

Gráfico bacana:


Ibov passou a lanterna ao meu querido portfolio MLV. Quem quer apostar que daqui a 10 anos o MLV vai estar acima do RF?

Compras efetuadas no mês, basicamente advindas de reinvestimento de aluguéis, dividendos, sobras da corretora e uma pequena ajuda:
  • 100 CMIG3 a 22,81 cada (tks derp)
  • 300 SFSA4 a 3,50 cada
Como meu salário não veio esse mês as compras foram bem comedidas.

Notas relevantes:
  • A underperformance notada nos portfolios era uma overperformance de quase 2% nos dois primeiros dias do mês.
  • Aluguéis em baixa. Salvem-me, JBS e Marfrig!
  • Nenhuma compra extraordinária prevista para esse mês.
  • Para os curiosos, o Small Premium dos últimos 12 meses nos EUA é -3,16%, enquanto o Value Premium é -7,65%. Historicamente, o Small Premium nos EUA é de ~2% a.a. e o Value Premium é de ~4% a.a.
  • Renda fixa rendeu um pouco mais pois 50% dela está indexada pela inflação. Valeu, Dilmão! /s
Rumo aos R$500k!

sábado, 1 de outubro de 2011

Atualização Mensal: Setembro 2011

Bem, o que posso dizer a não ser... CAOS. Com a bolsa caindo pelo sexto mês seguido, a diversificação do meu portfolio não foi suficiente para impedir o gosto de sangue ao final do mês. Resultado: estou ~R$15.000,00 mais pobre, mesmo após aportar e reinvestir os dividendos/aluguéis.


Dados (clique para ampliar):


A era PIBB do meu portfolio finalmente chegou ao fim. Vendi as últimas 55 quotas a R$81,00 cada. Além disso vendi as ações JHSF3 que possuía a R$4,61 cada (não cumpria mais o critério de valor). Com o valor do PIBB, JHSF3, dos dividendos e aluguéis esse mês eu comprei:

  • 100 FIBR3 a R$14,73
  • 100 VALE5 a R$40,80
  • 100 VALE5 a R$39,57
  • 500 EQTL3 a R$11,52
Finalmente o turnover do meu portfolio deve diminuir, assim como meus custos com corretagem. Não planejo fazer nenhuma compra/venda extraordinária no mês de outubro.

Eu fiz um gráfico bem bacana comparando a performance do meu portfolio:


Tudo completamente dentro do previsto. Correlação bem alta com os benchmarks, variando overperformance e underperformance, com exceção do Ibov que tem se saído muito mal.

Rumo aos R$500k!

sábado, 10 de setembro de 2011

Voltando ao básico II: Valor da ação/quota e Distribuição de Proventos

Nos comentários da minha última atualização mensal surgiu uma dúvida que, apesar de ser simples, parece levar a erro muita gente. A questão é: São os dividendos/proventos uma farsa?

O raciocínio (errado) de alguns leitores: Se uma ação/quota FII vale R$100,00 e há a distribuição de R$1,00 de dividendos, no outro dia antes da abertura do mercado sua quota valerá R$99,00 e você terá R$1,00 na sua cota. Mera transferência de patrimônio, investir em bolsa é um engodo, etc.

O raciocínio correto é o seguinte: ações e quotas FII nada mais são do que uma fração ideal sobre a uma empresa ou uma propriedade, respectivamente. Vamos presumir também que os mercados são razoavelmente eficientes (e eles são). Para tornar a comparação bem simples, vamos ver lado a lado uma casa alugada e um FII.

Digamos que voce tem uma casa de R$100.000,00 e aluga por R$500,00. Digamos também que você tem R$100.000,00 de cotas FII que distribui R$500,00 de proventos por mês.

Ao final do mês você receberia da sua casa R$500,00 e ela continuaria valendo os mesmos R$100.000,00. E no FII, ao final do mês ela deveria valer os mesmos R$100,00? Claro que nao, o valor justo é R$100,50, pois ela além de possuir o imóvel agora possui R$500,00 em saldo para distribuir aos investidores. Portanto, distribui-se R$500,00 (0,50) por cota e o valor volta aos R$100,00 originais.

Essa diferença de R$0,50 que se constrói durante o mês é o que chamamos de fechamento de gap. Esse fechamento não pode ser instantâneo por dois motivos: No nosso exemplo, no dia seguinte da distribuição o imóvel do FII não já está com outro aluguel na conta, portanto o valor justo dele continua R$100,00. A medida que o mês vai passando, a tendência é do preço aumentar até chegar aos R$100,50 quando da distribuição dos proventos, pois se aproxima a data da nova distribuição. O fechamento de gap também não pode ser imediato pois geraria um almoço grátis, que bastaria ao investidor comprar no dia COM, vender no dia EX pelo mesmo valor e embolsar os proventos/dividendos.

Os proventos acumulados, portanto, sempre estão refletidos no preço de uma ação ou quota, razão pela qual quando da distribuição dos proventos o preço da ação/quota será: Valor da empresa/imóveis+lucros acumulados. Quando há a distribuição a única parte que se retira é o lucro acumulado, e não uma parte da empresa ou do imóvel em si.

Pra quem até agora não entendeu eu recomendo isso aqui:

Bom fim de semana a todos!